Governo aprova Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária “Visão Zero 2030”
O Conselho de Ministros aprovou a nova Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária – Visão Zero 2030, um documento que define as metas e orientações para reduzir a sinistralidade nas estradas portuguesas durante a próxima década. O diploma seguirá agora para consulta pública.
A estratégia estabelece um objetivo ambicioso: reduzir em 50% o número de vítimas mortais e de feridos graves até 2030, tendo como meta final alcançar zero mortos e zero feridos graves nas estradas portuguesas até 2050. Esta visão está alinhada com as políticas da União Europeia e com os compromissos internacionais assumidos por Portugal na área da segurança rodoviária.
Segundo o Governo, a segurança rodoviária passa a ser encarada como uma prioridade nacional e uma responsabilidade partilhada entre entidades públicas, autarquias, empresas e todos os utilizadores das vias públicas. A estratégia assenta no conceito de “Sistema Seguro”, que reconhece que o erro humano é inevitável, mas defende que as infraestruturas, os veículos e as políticas públicas devem minimizar as consequências desses erros.
Cinco pilares para reduzir a sinistralidade A Visão Zero 2030 está estruturada em cinco áreas principais:
- Utilizadores seguros;
- Infraestruturas seguras;
- Veículos seguros;
- Velocidades seguras;
- Resposta pós-acidente.
Além da definição destes eixos de atuação, o documento prevê um modelo de governação interministerial e mecanismos de monitorização contínua para acompanhar a evolução dos indicadores de segurança rodoviária.
“Zero é o único número aceitável”
A estratégia recupera o princípio da Visão Zero, uma abordagem já adotada em vários países europeus, segundo a qual nenhuma morte ou ferimento grave em contexto rodoviário deve ser considerado aceitável. O objetivo é promover uma mobilidade mais segura, sustentável e centrada na proteção da vida humana.
A aprovação desta estratégia surge após vários anos de espera por um novo plano nacional para a segurança rodoviária. Com a entrada em vigor da Visão Zero 2030, Portugal pretende aproximar-se dos melhores indicadores europeus e inverter a tendência de estagnação registada nos últimos anos em matéria de sinistralidade rodoviária.





















A velocidade nunca é a CAUSA dos acidentes.
segundo o código da estrada é.
Nem o alcool. Eu bebo sempre um garrafa de 1.5L de tinto antes de conduzir e nunca tive um acidente
tens a certeza?
Experimenta andar a 150 numa rua estreita de Lisboa e vê se não tens um acidente…
Dos 5 eixos aposto que só 3 vão ser implementados: os que não têm a ver com o estado. Infraestruturas seguras e Resposta pós-acidente devem ficar para uma segunda fase.
Infraestruturas seguras implicam sinalização coerente e racional, algo que deixa a desejar. Já fiz algumas denúncias à ANSR e nunca tive uma resposta.
Esses gostam mais de aplicar multas.
Aqui onde eu moro, colocaram uma passadeira numa curva que fica na saída de uma VR com uma reta enorme logo após a passadeira, n sei se contrataram um trolha para colocar as passadeiras ou um bêbedo.
O Estado só vai implementar uma medida: Triplicar o valor das coimas, dará mais uns milhões $ em receitas.
O resto é blá blá blá
+1
Visão zero deveria referir-se a buracos nas estradas portuguesas que por vezes mais parecem crateras. Ou aos buracos no orçamento de estado que parece não terem fundo
+1000
Traduzindo…multas pra todo o lado e mais taxas e taxinhas.
Ora vamos lá ver …
Utilizadores seguros, vai ser difícil tendo em conta que temos 99% de super condutores mas podem tentar;
Infraestruturas seguras, completamente impossível basta sair das auto-estradas andar pelas nacionais e estou aqui a assumir que as autoestradas estejam em condições que também é completamente irreal mas vou dar esta de oferta;
Veículos seguros, impossível basta ver a idade media dos carros que temos nas estradas e a impossibilidade da grande maioria do pessoal não ter meios financeiros para adquirir um carro novo;
Velocidades seguras, aqui nada vai mudar apenas mais radares;
Resposta pós-acidente, acredito que seja possível melhorar já tive dois acidentes e apesar de não ter havido qualquer ferido a resposta foi bastante rápida acredito que as maiores dificuldades sejam nas estradas secundarias afastadas dos meios de suporte mas nas principais vias a resposta costuma ser rápida.
É desta que vão marcar as estradas e tapar as crateras nas bermas.
Isso não dá votos, nem dinheiro.
Também deviam obrigar os fabricantes a fazerem triângulos, como deve de ser.
Se estiver vento e tivermos de utilizar o mesmo, é mais o tempo que passamos atrás dele, que a resolver o problema.