Jovens estão a usar as plataformas de streaming como verdadeiros videoclubes
A lealdade às plataformas de streaming está a morrer, e é a Geração Z que está a dar o golpe. Um novo relatório revela como os mais jovens usam e abandonam serviços de forma completamente diferente do que as empresas esperavam, tratando-os como verdadeiros videoclubes.
As plataformas de streaming e as editoras de jogos enfrentam um público que já não se comporta como um conjunto de subscritores tradicional.
Em vez de permanecerem fiéis a um único serviço ou de pagarem antecipadamente por conteúdos, os utilizadores mais jovens entram e saem das plataformas consoante o que querem ver ou jogar naquele momento. As conclusões surgem de um relatório conjunto da Dentsu e da IGN Entertainment.
Subscrições como aluguer temporário de um filme ou série
Um dos sinais mais claros do relatório é a forma como a Geração Z aborda o streaming. Conforme notado, 59% dos utilizadores deste grupo subscrevem e cancelam plataformas especificamente para ver uma série ou um filme.
Na prática, as subscrições tornaram-se pontos de acesso temporários, e não compromissos contínuos.
O relatório conclui que a lealdade às plataformas está a mudar, refletindo a facilidade com que é possível rodar entre serviços à medida que os catálogos de conteúdos se fragmentam cada vez mais.
Este comportamento não resulta de insatisfação com os serviços, mas sim da forma como a própria tecnologia está estruturada.
Os sistemas de subscrição, criados para gerar receita recorrente, permitem agora que os utilizadores entrem e saiam com facilidade. O equilíbrio de poder deslocou-se, desta forma, para o lado do espectador.
Nos jogos, o acesso substitui a compra
A mesma dinâmica está a ser testemunhada no setor dos videojogos. Segundo o relatório, 62% dos utilizadores da Geração Z não estão dispostos a pagar o preço integral por um videojogo.
Em vez disso, gravitam para modelos de subscrição e ecossistemas free-to-play que reduzem a barreira de entrada.
Para as editoras, isto muda radicalmente a forma como a receita é gerada.
A questão que as editoras devem colocar é: como convertemos o acesso em compromisso? As subscrições e o free-to-play tornaram-se a porta de entrada habitual, mas o que acontece depois de os jogadores entrarem é onde residem os novos modelos de negócio. Season passes, estatuto dentro do jogo, bens virtuais… estas são as novas regras da monetização.
Explicou, à Variety, Brent Koning, responsável global de gaming da Dentsu, enquadrando o problema como uma questão de conversão.
Neste modelo, os jogos funcionam menos como produtos isolados e mais como serviços contínuos, onde a receita depende do envolvimento sustentado e não de uma compra única.
O físico desapareceu, mas as salas resistem
A fuga ao suporte físico é outra tendência marcante, com 71% dos utilizadores da Geração Z a revelar ter deixado de comprar música em formato físico, e 70% a admitir que já não adquire cópias físicas de séries ou filmes.
Para esta geração, a propriedade perdeu valor, sendo mais apreciado o acesso imediato e conveniente.
Ainda assim, os dados revelam uma exceção: a Geração Z tem 13% mais probabilidade do que os grupos mais velhos de ir às salas de cinema na semana de estreia de um filme.
As experiências partilhadas e o caráter de evento continuam a ter peso, mesmo numa geração que cresceu a consumir tudo em casa.
Por fim, num dilema que a indústria terá de resolver, o relatório sugere que aumentar simplesmente o volume de conteúdos pode não resolver os desafios de retenção.
Afinal, o envolvimento a longo prazo parece depender de propriedade intelectual reconhecível capaz de se expandir por vários formatos.
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Imagem: EYNTK
Neste artigo: plataforma de streaming
























Não me surpreende, aderem consomem e a seguir adeus, não tem de estar presos, porque a maioria dos conteúdos estão dispersos pelas plataformas e não existe qualquer interesse em andar a alimentar estes serviços, o que acabou por lhes trocar as voltas ao contrário do que eles pretendem ou seja fidelização ao serviço só porque si…
Para contornar esta tendência só se lembrarem de periodos mínimos de permanência apos subscrição do serviço…
Isso da subscrição com permanência mínima, então seria a morte do streaming. Eles estão a disponibilizar de um serviço. apenas isso. É como a PSN, podes aderir por 1 mês e terminou, como podes aderir por um ano.
Mas já era tempo da malta abrir a pestana. Eu já andava admirado de como é que havia malta a pagar estas plataformas e ainda reclamava do preço, que era caro. Pois, caro é andar a repetir o mesmo erro todos os meses, como se fosse alguma fidelização. o que não é.
Não sei se seria, pois existe muitos que pagam só para ter e nem se servem quase do serviço, por isso, ainda podem recorrer a essa opção…
Seja como for isto é como o velho ditado, – quem tudo quer tudo perde. A ganância de lucro facil está a levar a ver coisas que nunca pensaram, não são eles que ditam as regras mas o cliente…
Nunca é de confiar a 100% no streaming, tomem medidas para ter certos filmes que hoje estão disponíveis mas amanhã desaparecem. Os filmes antigos deviam de ser admirados e preservados, existe um enorme tesouro por descobrir nas décadas dos 80s para trás que envergonham os filmes de hoje.
Faz lembrar https://www.youtube.com/watch?v=qc0ZwEDGq6U
Imagina pagar uma mensalidade para ver filmes e séries de propaganda ao EUA… Ao ponto em que chegámos
Esses gestores e diretores de streaming deviam ir mais vezes ao tasco. Conversas como “vou só subscrever ao XYZ para ver a serie ABC porque é brutal e depois cancelo.” são frequentes. Especialmente tendo em conta que muitos serviços não têm qualidade de conteúdo para durar um mês.
Se querem pessoal que adere e nunca mais cancela a subscrição isso é ir falar com os velhotes.
É assim nos namoros, porque havia de ser diferente com as plataformas de streaming?