Europa aperta o cerco ao WhatsApp e governos exigem remoção da app
O cenário da comunicação institucional na Europa está a sofrer uma mudança profunda. O que antes era uma ferramenta de conveniência no quotidiano de muitos governantes e funcionários públicos, o WhatsApp, está agora no centro de uma diretiva de segurança que visa proteger a soberania digital do continente.
Vários governos europeus começaram a exigir que os seus funcionários desinstalem a aplicação de mensagens da Meta, citando vulnerabilidades críticas no tratamento de dados sensíveis. Esta movimentação não é apenas uma questão de preferência técnica, mas sim uma decisão estratégica. A dependência de infraestruturas controladas por gigantes tecnológicas norte-americanas tem sido um ponto de fricção crescente em Bruxelas.
Ao partilharem informações confidenciais através de serviços como o WhatsApp ou o Signal, os Estados ficam expostos a jurisdições externas e a potenciais falhas de segurança que fogem ao seu controlo direto. A transição para aplicações de mensagens internas, geridas e alojadas em servidores europeus, surge como a resposta lógica.
"Atualmente, a nossa comunicação é realizada muitas vezes através de plataformas sobre as quais não temos controlo", refere uma das fontes próximas do processo, sublinhando a necessidade de serviços onde o Estado detenha a custódia total dos dados. Esta medida visa garantir que a troca de informações no âmbito político permaneça dentro de um ecossistema blindado e auditável.
Para além da segurança, a exigência de transparência tem sido um motor fundamental para esta mudança. O episódio mediático envolvendo a falta de acesso às mensagens trocadas entre Ursula von der Leyen, Presidente da Comissão Europeia, e o diretor-executivo da Pfizer durante a negociação das vacinas, deixou marcas profundas na confiança institucional.
Com as novas normas, os governos pretendem evitar que decisões de Estado fiquem "perdidas" em chats privados que podem ser apagados ou cujo acesso é negado pelas empresas tecnológicas. Ao migrar para soluções próprias, as autoridades garantem que o registo histórico e a fiscalização democrática não sejam impedidos por sistemas de encriptação de terceiros ou políticas de privacidade comerciais.
O caminho está traçado! O futuro da comunicação governamental europeia será local, controlado e, acima de tudo, independente das plataformas de Silicon Valley. Aqui o foco parece ser o WhatsApp, por ser a mais usada, mas não se deverá limitar a esta proposta da Meta.























A UE a perceber que afinal o encriptado ponta a ponta do WhatsApp afinal não era e os americanos faziam backup de tudo…
O Durov do Telegram já alertava para isto, e até avisou que a França queria fazer o mesmo com o Telegram mas nunca vai permitir seja que país for.
Na própria notícia diz que o objectivo é manter um histórico de tudo o que foi trocado entre utilizadores, para fiscalização democrática (o que quer que isso signifique)… coisa que plataformas como o Whatsapp, Signal e outros tornam difícil pela utilização de cifra e por permitirem apagar os conteúdos de forma irreversível, o que juntamente com alguns cuidados para garantir que nada é exibido nas notificações do sistema operativo (coisa que qualquer técnico de TI saberá fazer), em muitos casos é suficiente para impedir o acesso às comunicações.
Claro que os dispositivos dos políticos, assessores, guarda-costas e assim estão todos comprometidos pelas agências de espionagem, suponho que às vezes são tantos a espiar ao mesmo tempo que os smartphones devem encravar com tanto software de espionagem a correr ao mesmo tempo, e eles devem andar a ligar de uns para os outros a reclamar uns com os outros, eh eh eh
Reformulo o teu comentário: “a UE a perceber que afinal o encriptado ponta a ponta de todas as aplicações de chat que o dizem ter afinal não era e os governos das maiores potências económicas mundiais faziam backup de tudo”.
Assim é que está certo. Não é apenas WhatsApp. É WhatsApp, signal, telegram e todas as 1001 outras que o dizem ser, pois usam todas elas a mesma forma: a encriptação que têm é na viagem de A para B. Enquanto está no A ou enquanto está no B dá para ser tudo apanhado por terceiros. Sempre foi assim. E vai continuar a ser porque as chaves de encriptação estão do lado deles e não do teu.
Não percebo porque entidades dos governos não usam app dedicadas com alto nível de encriptação ao invés de usarem as app feitas para as massas, depois vem com estes dramas a público…
Isto ganhou visibilidade com o escândalo “Houthi PC” (Principal Comittee, comité de alto nível para decisões de segurança) – um grupo criado no Signal, em março de 2025, para o ataque aéreo aos houtis.
O conselheiro de segurança do governo de Trump, Mike Waltz, quis incluir um assessor, mas adicionou um jornalista, porque tinha os número de telefone trocados nos seus contactos.
O jornalista esteve vários dias a assistir, de camarote, a mensagens secretas, no Signal, entre J.D. Vance (vice-presidente), Pete Hegseth (secretário da defesa/guerra), Marco Rubio (secretário de estado), Tulsi Gabbard (diretora da inteligência nacional) e outros.
+1.
No entanto, não se trata só da parte governamental. Aplica-se a todos os cidadãos
Os governos que levam segurança a sério usam, cá na Europa é que caiu tudo no facilitismo, aliás, trabalho com muita gente nos US e 80% não têm whatsapp, isso pegou nos países sub desenvolvidos que a maioria tinha android e evolui para a Europa
Exatamente 😉
Como se viu no governo dos EUA no caso “Houti Principal Comittee) que contei acima.
E não se está a falar nas comunicações comuns, entre utilizadores. Nos EUA não usam tanto o WhatsApp, usam mais o Messenger do iPhone, porque é o smartphone que a maioria nos EUA compra. E ainda, assim, duvido que nos grupos não haja ninguém do Android, o que obriga a usar o WhatsApp ou semelhante.
Esse caso é o que se chama shadow IT, não é uma aplicação aprovada pelo governo EUA, por isso podemos concluir que as conversas eram tidas em telefonas pessoais, não há muito que consigas fazer nesses casos.
Maioria dos androids é das minorias étnicas que usam whatsapp para comunicar com a família.
porque tudo o que vem do governo sai bosta!
A França utiliza a sua própria aplicação.
Mas a questão não é só a encriptação, eles querem guardar o histórico de tudo o que é trocado entre utilizadores, para depois irem ver… quem vai ver? Não faço ideia, talvez os inimigos políticos? Em supostas auditorias para transparência? Eles não explicam… porque claramente não metem tudo num portal de transparência aberto aos cidadãos para irem inspeccionar o que os seus representantes andam a fazer em nome deles.
É da natureza humana querer manter algumas coisas na esfera pública, e outras na esfera privada, mesmo que façam leis para vigiar as comunicações dos políticos de tal forma que possam ser “auditados”, eles sempre arranjarão maneira de dar a volta, como o fazem as outras pessoas que sabem estar a ser vigiados e têm consciência plena de tal ser algo que os afecta directamente como algo que terá impacto verdadeiro e imediato nas suas vidas.
A França não usa uma app, usa duas. A ver se explico bem.
Nas comunicações instantâneas, a França usa uma app obrigatória para comunicações entre os membros do governo (Olvid, versão oficial) e outra obrigatória para as comunicações dos funcionários públicos entre si (Tchap).
E de facto é obrigatório que as comunicações oficiais fiquem em arquivo. (As comunicações serem públicas não faz qualquer sentido, exceto nos casos em que a lei considerasse obrigatório).
Mas como se resolve a questão das comunicações instantâneas entre ministros e CEOs de empresas ou de funcionários públicos com cidadão ou empresas? Usa-se o WhatsApp, como fez von der Leyen no Pfeizergate? Não.
A versão não oficial da app Olvid e da app Tchap estão disponíveis para download na App Store e na Play Store, podem ser instaladas por qualquer um.
– A versão não oficial da Olvid pode ser usada para comunicações entre particulares. Mas para ser usada entre um particular (com a versão não oficial) e um ministro (com a versão oficial da app) é preciso seguir procedimentos de validação muito apertados.
– Já a Tchap a versão é a mesma para funcionários e particulares – mas os particulares não passam do ecrã inicial – a menos que recebam um “convite” de um funcionário. Esse convite abre um canal seguro de comunicação, temporário, enquanto durar o assunto.
Convém balizar.
Quem ler o título é levado a crer que os governos europeus querem que os seus cidadãos removam a app.
Afinal a questão é do uso do WhatsApp pelos funcionários dos governos europeus em comunicações de serviço.
E que se trata de um problemas de segurança, por questões de encriptação e acesso às mensagens – quando afinal é por o WhatsApp e o Signal serem serviços de empresas dos EUA, e por os governos europeus deverem criar os seus próprios sistemas de mensagens instantâneas, para uso oficial dos seus funcionários. Empresas que estão sujeitas à legislação americana – por exemplo, quando Trump resolveu aplicar sanções ao Tribunal Penal Internacional (o que obriga também as empresas dos EUA a não terem transações com eles) é conhecido o caso de um juiz que ficou sem possibilidade de usar os cartões Visa e Mastercard e do procurador que não pode usar o WhatsApp).
P.S. O Pfizergate nada tem a ver com falhas do WhatsApp. Ursula von der Leyen negociou a compra de vacinas do Covid-19 com o diretor-executivo da Pfizer. Trocou com ele mensagens oficiais e apagou-as, como se fossem mensagens privadas – quando deviam ter sido arquivadas como mensagens oficiais.
Só agora?!
Desde a compra do WhatsApp pela Meta, que toda gente sabe que não há privacidade.
Já há muito tempo que desconfio da sanidade dos líderes europeus…
Mas não usam WhatsApp o que??
Uma coisa que te garanto que não usam para fazer chamadas é o Teams.
Teams é muito bom para reuniões, e chat.
Chamadas ninguém atende, a APP é horrível, seja para android ou IOS.
Quando achas que estás a atender uma chamada , da pessoa X , atendes e afinal estás no meio de uma meeting, e estão a fazer te perguntas do qual não estás preparado.
Não conheço ninguém a não ser o novatos que até dam chamadas no Teams.
Hoje em dia por muito que o IT discorde, ainda é muito usado o WhatsApp no meio empresarial e indústrial.
Por ser uma ferramenta altamente versátil, partilha de ficheiros entre diversos dispositivos, chamadas e chat.
Sejam eles da Alemanha, China, US, médio oriente, todos tem ao seu dispor o WhatsApp.
Curiosamente, a compra por parte da META até aumentou, ligeiramente, o nível de privacidade porque antes nem as conversas entre utilizadores tinha qualquer nível de encriptação… e pelo menos agora já não é qualquer banana que intercepta e observa tudo tudo em tempo real… ainda que esteja longe de ser verdadeiramente seguro, pois as chaves pública/ privada podem ser alteradas a todo o momento, e mesmo que possa activar uma opção para o notificar de alterações tal não impede as comunicações, o que na prática significa que poderão estar a dizer coisas que podem ser interceptadas e decifradas em tempo real pela empresa e por quem quer que seja que eles deem acesso.
Descobriram agora que tudo se sabia…
Conversa para boi dormir….
A base de todas as distribuições de Linux são americanas, as aplicações de comunicação encriptadas são na sua maioria americanas (Threema é da Suíça) ferramentas de office mesmo que open source são americanas, etc. A Europa está a anos luz atrás dos EUA em termos de autonomia tecnológica.
Em suma, as grandes corporações tecnológicas e o dinheiro que sustenta muitos dos grandes projetos open source vêm dos Estados Unidos.
Usem Threema que embora paga, é paga uma vez e fica vitalicia e tem encriptação ponto-a-ponto real, sediada na Suíça. E se há quem leve o “Segredo” a sério, são os Suíços – não há cá metadados a navegar por aí…
Mentira. O que não falta é casos na Suíça em que quando solicitado pelo tribunal a encriptaçǎo desaparece num instante. Além disso, o que não gosto na Threema é o facto de não ter auto delete e de não me permitir apagar as mensagens do outro lado. Embora entenda a explicação da Threema, é uma funcionalidade que gosto no Signal. Além disso, ninguém quer pagar por uma aplicação de conversação. Eu paguei, mas a maioria quer é borlas.
Já detectaram problemas daí terem mudado o protocolo.
Encriptação ponto-a-ponto é verdade, mas tem que autenticar de ambos os lados para saber que ninguém se meteu pelo meio.
E o que utilizam para proteger a comunicações é de nível “doméstico”, não é para proteger comunicações secretas a sério, se existem empresas e talvez até militares a utilizá-lo é porque não percebem nada do assunto, porque aquilo não proporciona segurança a sério nem para um nível de segurança elevado comercial (na realidade não conheço qualquer aplicativo semelhante que proporcione tal)… o que era necessário para isso, antigamente, antes da actual era seria o equivalente a encriptação simétrica SERPENT256 (no concurso do AES foi considerado aquele que tinha maior margem de segurança), chaves assimétricas RSA de 16384 bit, algoritmo de autenticação SHA512, e por aí a fora. Actualmente é mais complicado porque ainda é necessário além disto uma camada adicional de algum algoritmo que proporcione segurança contra PCs especialmente avançados “quânticos” (ou com capacidades similares), provavelmente NTRU ou assim para encriptação simétrica e assimétrica… a NIST definiu outros algoritmos, mas a malta sabe que aquilo tem dedo das agências de espionagem, pelo que é garantido que não é suficientemente seguro para impedir que elas consigam ter acesso, logo outros com muitos recursos humanos e técnicos também poderão ter.
Mas provavelmente é bom o suficiente contra a maioria dos atacantes, em especial se for instalado em ambos os lados (no seu e do da(s) outra(s) pessoa(s) em smartphones especialmente modificados para serem mais seguros… algo só realista em empresas ou instituições com muito dinheiro, em famílias é quase impossível nas mais próxima de mulher – marido – filhos (boa sorte para convencê-los a todos), e totalmente impossível com família mais alargada.
Porque é que a Europa não tem uma aplicação própria, só para os europeus, será que ainda não pensaram nisso,
Para q queres uma aplicação própria se depois ng instala?
Já paguei para essa freguesia e foi com o telegram q tinha tudo para vencer (e tem) qd o WindowsPhone perdeu o WhatsApp. Praticamente ng ligou. Tive q comprar um Samsung.
O pessoal é burro e ponto final. Nada a fazer.
Porque seria sempre uma app pobrezinha, quando comparada com o WhatsApp, em que a Meta investe milhares de milhões para atrair utilizadores. Já quanto a serviços de mensagens entre funcionários governamentais, que é do que trata o post, o assunto muda de figura.
esta UE/Europa é uma piada mesmo, não conseguem dar conta dos imigrantes vão dar conta ao desenvolvimento tecnologico mundial? GRANDE PIADA