Ainda não foi lançada e já encontraram falhas na app de verificação de idade da UE
Ursula von der Leyen anunciou oficialmente que a carteira digital da União Europeia está pronta para ser implementada em breve. Isso alargou uma barreira criptográfica impenetrável para proteger os menores. O problema é que um investigador independente demorou muito pouco tempo a desmentir toda esta narrativa.
Falhas na app de verificação de idade
De acordo com um artigo da International Cyber Digest no X, o consultor Paul Moore conseguiu violar a segurança desta ferramenta em apenas alguns minutos, explorando o seu código aberto. Longe de exigir ataques sofisticados, este especialista demonstrou que qualquer pessoa com conhecimentos técnicos mínimos pode comprometer o sistema, manipulando a sua configuração local.
É importante compreender que esta aplicação gera uma prova criptográfica quando uma plataforma solicita a verificação de idade, devolvendo uma resposta binária sem revelar a sua identidade. No entanto, Moore descobriu que o PIN de acesso não está matematicamente ligado ao local de armazenamento onde estes dados residem.
Esta desconexão entre as credenciais e o cofre permite que um atacante apague os valores de acesso guardados no telefone e crie uma nova palavra-passe a partir do zero. Ao reiniciar o dispositivo, o programa concede o controlo total das credenciais criadas no perfil original da vítima, sem ter de saber a palavra-passe.
‼️🇪🇺 The EU's new Age Verification app was hacked with little to no effort.
When you set it up, the app asks you to create a PIN. But that PIN isn't actually tied to the identity data it's supposed to protect. An attacker can delete a couple of entries from a file on the phone,… pic.twitter.com/kqaC7rfFwa
— International Cyber Digest (@IntCyberDigest) April 16, 2026
Gerir os limites de utilização é ainda mais alarmante porque o contador que bloqueia a aplicação quando se introduz a palavra-passe errada é simplesmente um número armazenado num documento não encriptado. Se o programa o desligar por repetidas tentativas incorrectas, tudo o que tem de fazer é abrir esse ficheiro e repor o contador .
UE tem de melhorar o processo de controlo
A burla das medidas de segurança física opera com a mesma lógica de insegurança, uma vez que a aplicação consulta um parâmetro dentro desse texto para determinar se deve solicitar a sua impressão digital. Ao alterar a palavra "true" para "false" nesta linha de código, a verificação biométrica é completamente desativada, contornando a medida de segurança.
Esta precariedade entra em conflito direto com as alternativas já existentes no mercado privado para cumprir a lei. Em países como o Reino Unido, vimos como o Spotify já utiliza inteligência facial capaz de calcular a idade do utilizador em tempo real. Enquanto a indústria avança com ferramentas funcionais, a instituição pública baseia a sua segurança em bases frágeis.
Hacking the #EU #AgeVerification app in under 2 minutes.
During setup, the app asks you to create a PIN. After entry, the app *encrypts* it and saves it in the shared_prefs directory.
1. It shouldn't be encrypted at all - that's a really poor design. 2. It's not… https://t.co/z39qBdclC2 pic.twitter.com/FGRvWtWzaZ
— Paul Moore - Security Consultant (@Paul_Reviews) April 16, 2026
Parte da comunidade de programadores questiona nas redes sociais porque é que os ambientes de execução seguros que vêm integrados nos processadores móveis foram ignorados. Além disso, o facto de a aplicação exigir serviços da Google para funcionar no Android exclui diretamente sistemas proprietários como o GrapheneOS.
Toda esta implementação apressada é motivada pelas coimas estipuladas no Regulamento Europeu de Inteligência Artificial para as plataformas que não implementam controlos rigorosos. Para agravar a situação, o sistema foi concebido para países-piloto, onde as credenciais de verificação de idade expiram periodicamente, necessitando de renovação.



















2 minutos foi o tempo que demoram a contornar o sistema infalível para salvar os “menores” ou controlar os adultos depende da perspectiva…
Metam isso num local que eu cá sei!
Mas achas mesmo que isto é para proteger as crianças, quem acredita mesmo nisto merece um chupa-chupa! A sua escolha! É evidente que isto não é por causa das crianças.
É simplesmente a tal “democracia” que muitos pensam que existe e dizem ter, isto é nada mais nada menos que um cavalo de troia, neste caso uma “Ditadura invisível”. Aos poucos é instalado a “ditadura invisível” para controlo e ninguém da por nada.
Em NENHUM lugar isto é democrático, nem é democracia em lado nenhum.
E isto é só o começo, imaginem quando esta App estiver realmente ativa e os problemas que irão surgir.
É melhor começar a fugir e encontrar alternativas. De forma nenhuma isto é para proteger as crianças, mas sim para controlo do que tu escreves e dizes pela Internet mesmo que não seja ilegal.
Bem ao menos assim, o processo torna-se fácil se quiserem acusar formalmente alguém.
Essa Ursula já devia ter saído a muito. Concordo que as crianças devam ter limites, mas não encontro uma solução que agrade ambas as partes e sem exigir dados.
Há sim uma solução, e é básica.
Simplesmente os sites devem informar, se o eu conteúdo é dirigido a menores ou não.
Por sua vez, os País nos pcs dos miudos, configuram que só querem que os miudos acedam, a sites para menores de X.
A solução existe e é básica.
No resto, pois, não comendo eu gelados com a testa, claro que concordo consigo.
Coisas mesmo bem feitas. Parece que foi feita por algum miúdo ainda a aprender…
O código é open source, por isso em princípio é mais fácil detetar as vulnerabilidades para as corrigir, se houver investigadores que se dediquem a isso. O que importa perceber é que a app ainda não foi lançada, há tempo para as correções.
É uma app para smartphone e para computador, por isso se não dá no GrapheneOS … o utilizador pode usar a app no computador.
A europa chegou finalmente a 1984.
Só podes utilizar dispositivos aprovados pelo partido.
É o que dá meter o sobrinho que acha que é programador a fazer vibe coding com documentação escrita para o Android 6. Shared_prefs a sério? Numa APP que devia ter segurança máxima? Tenham vergonha.
Vibe Coding.
Entreguem esta responsabilidade aos pais.
Deixem-se de tretas. Mas claro, isto não tem como objetivo proteger crianças.
O proposito sempre foi a caça aos dados, agora com consentimento…
Mythos says Hi…
Por isso é importante transparência total para serem escrutinados até ao tutano. Bom trabalho Paul/Cyber Digest, quantos mais olhos puderem verificar o sistema melhor.
Não é da minha autoria esta analogia (é do @Antonio de um post anterior), mas encaixa que nem uma luva nos bananas europeus, que acreditam no Pai Natal.
Pai Natal= app de verificação de idade da UE
Como apanhar javalis (bananas).
1º Coloca-se comida em determinado local.
2º Depois vai-se colocando umas baias disfarçadamente todos os dias.
3º Como há comida, nem se dão conta que as baias vão sendo colocadas cada vez mais em redor.
4º Um dia, quando se fecharem completamente as baias, não há como fugir.
5º São todos agarrados e não há volta para trás.
Querem ler o resto, consultem aqui:
https://pplware.sapo.pt/internet/uniao-europeia-tem-pronta-a-tecnologia-para-validar-idade-online-e-proteger-menores
acesso a serviços digitais.
Risco para liberdades civis
Sistemas centralizados que exigem identificação ou verificações persistentes tornam-se, em prática, mecanismos de controlo que podem ser usados para monitorizar, segmentar e restringir o acesso dos cidadãos a informações e serviços. Isso contraria princípios fundamentais de uma sociedade democrática onde os direitos e liberdades individuais não devem depender de registos ou plataformas controladas por entidades únicas.
Responsabilidade parental vs. intervenção do Estado
A proteção das crianças é essencial, mas deve ser equilibrada com a autonomia das famílias. Cabe aos pais e responsáveis a principal função educativa e protetiva, e qualquer intervenção estatal deve ser mínima, proporcional e sujeita a fortes salvaguardas legais — não uma infraestrutura universal que normaliza a identificação de cidadãos adultos como prática rotineira.
Privacidade e centralização de dados
A centralização de dados de verificação de idade aumenta o risco de vazamentos, uso indevido e vigilância. Mesmo com promessas de anonimização, há riscos de reidentificação e de “mission creep” — uso da infraestrutura para fins além do originalmente anunciado.
Falta de necessidade demonstrada e alternativas menos intrusivas
Muitos objetivos podem ser atingidos por soluções técnicas que preservam a privacidade: verificações descentralizadas ou baseadas em prova de atributo (por exemplo, “maior de 18”) sem partilhar dados pessoais; validação por terceiros independentes; ou mecanismos de verificação offline/locais. Antes de adotar sistemas centralizados, exige-se evidência robusta de necessidade e avaliação de impacto de direitos fundamentais.
Chamamento à ação
Peço que o(a) senhor(a):
Exija avaliações de impacto sobre privacidade e direitos fundamentais, realizadas por entidades independentes;
Condicione qualquer aprovação a regras estritas de minimização de dados, retenção curta, proibição de reidentificação e auditorias públicas regulares;
Garanta a existência de alternativas que permitam o acesso sem identificação pessoal;
Assegure supervisão democrática e responsabilização legal clara sobre usos indevidos.
Conclusão
A proposta de verificação de idade não deve transformar-se numa porta de entrada para normalizar identificação e controlo institucionalizados. Proteção de menores é legítima, mas não à custa da erosão das liberdades civis e da privacidade dos cidadãos.
Atenciosamente,
Não gosto de Bananas