Artemis II bate recorde histórico e leva humanos ao ponto mais distante da Terra
A missão Artemis II, da NASA, entrou para a história ao levar quatro astronautas mais longe da Terra do que qualquer ser humano antes. Durante o voo em torno da Lua, a tripulação ultrapassou o recorde estabelecido pela missão Apollo 13, de 1970.
Segundo a NASA, este momento representa um marco importante no regresso da exploração humana ao espaço profundo, numa missão que não inclui aterragem, mas que prepara futuras viagens à superfície lunar.
Um voo histórico em torno da Lua
A bordo da cápsula Orion, os astronautas viajaram até cerca de 400 mil km da Terra, batendo o recorde anterior por vários milhares de quilómetros.
Durante a missão, a nave realizou um sobrevoo da face oculta da Lua, uma região raramente observada diretamente por humanos. A trajetória utilizou a gravidade lunar para impulsionar o regresso à Terra, num percurso conhecido como “free-return”.
“Welcome to my old neighborhood.” Our @NASAArtemis II astronauts woke up on the sixth day of their mission to a special message recorded in 2025 by astronaut Jim Lovell, the pilot of Apollo 8. pic.twitter.com/XA4Dc2yQm5
— NASA (@NASA) April 6, 2026
Momentos marcantes no espaço
Um dos momentos mais críticos ocorreu quando a cápsula passou atrás da Lua, provocando um apagão de comunicações de cerca de 40 minutos com a Terra.
Quando o contacto foi restabelecido, os astronautas relataram experiências únicas, incluindo a observação de um eclipse solar total visto do espaço e imagens detalhadas da superfície lunar.
Houve também momentos simbólicos: a tripulação sugeriu nomes para crateras lunares, incluindo homenagens pessoais, reforçando o lado humano da missão.
Um passo decisivo para regressar à Lua
A Artemis II é a primeira missão tripulada da NASA para além da órbita baixa da Terra em mais de 50 anos e serve como teste para futuras operações.
O objetivo passa por abrir caminho para a missão Artemis III, que deverá voltar a colocar humanos na superfície lunar ainda nesta década.
Esta viagem não é apenas um recorde técnico. É também um sinal claro de que a exploração espacial entrou numa nova fase, com ambições que vão além da Lua e apontam já para Marte.

















