Oracle despede 30.000 funcionários para aumentar os investimentos em IA
A Oracle deu início a uma reestruturação da sua força de trabalho, eliminando cerca de 30.000 funcionários para garantir liquidez nos seus novos investimentos em inteligência artificial (IA).
A dimensão dos cortes na Oracle
A gigante tecnológica sediada em Austin, no Texas, iniciou o processo de dispensas esta terça-feira. Embora a empresa conte com um quadro de 162.000 funcionários, estima-se que o impacto seja gigante.
De acordo com informações avançadas pela BBC, que cita fontes internas, cerca de 10.000 colaboradores já terão sido afetados por esta medida. A Oracle, avaliada em 420 mil milhões de dólares, é liderada por Larry Ellison, o sexto homem mais rico do mundo, cuja fortuna pessoal está avaliada em 189 mil milhões de dólares.
O impacto destes despedimentos não se limitou a cargos administrativos. Entre os afetados encontram-se engenheiros seniores, arquitetos de sistemas, gestores de programas e especialistas em infraestruturas de "cloud" soberana e governamental.
Os trabalhadores foram notificados através de um comunicado eletrónico que justificava a eliminação dos cargos como parte de uma mudança organizacional necessária para as exigências atuais do negócio.
O investimento bilionário em IA e infraestrutura
Esta vaga de despedimentos surge num momento em que a Oracle acelera os gastos em centros de dados, elementos fundamentais para o suporte e operação de sistemas de IA. O objetivo é ganhar terreno face a concorrentes diretos como a Amazon e a Alphabet (Google).
No centro desta estratégia está um acordo de 300 mil milhões de dólares com a OpenAI, a criadora do ChatGPT. No entanto, este plano ambicioso tem gerado apreensão entre os investidores, especialmente devido à necessidade de a empresa contrair uma nova dívida de 50 mil milhões de dólares para financiar a expansão.
A Oracle não está sozinha. Segundo os dados da plataforma Layoffs.fyi, mais de 70 empresas do setor tecnológico já eliminaram cerca de 40.480 postos de trabalho apenas durante este ano.
Recentemente, surgiram também relatos de que a Meta, empresa que detém o Facebook, poderá estar a planear cortes que afetarão 20% ou mais da sua estrutura global de funcionários.
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Loucos, despedir para jogar na bolha IA.
Depois quem compra?
podem ser loucos… mas é assim que a empresa dá o passo seguinte ou morre para a concorrecia.
A IA esta a trazer um ponto de viragem para as empresas, principalmente tecnologicas, ou apanham o barco, ou daqui a uns anos estão a ser absorvidas por outras que arriscaram.
se vai ser um bom ou mau investimento?? só o tempo o dira.
o que é certo é que uma empresa seja ela qual for, se não se modernizar tem os dias contados, principalmente no mundo tecnologico.
Com esses 30 mil é mais alguns fazem um grande exército industrial de reserva e conseguem depois pagar salários mais baixos, com aquela frase chantagista do “vês ali aqueles todos à espera do teu lugar?”. É essa a arma absoluta dos capitalistas e o capitalismo neoliberal é a liberdade absoluta para o capitalista enriquecer.
E o risco desses 30.000 criarem uma concorrente da Oracle? E claro com IA a ajudar…
Pelo menos, esta disse a verdade.
Vamos ver, o resultado, destas jogadas.
não percebo como é que empresas multimilionárias e lucrativas, precisam de contrair divida (esta divida é com capitais da empresa ou empréstimos bancários) para fazer qualquer investimento.
o mundo financeiro é demasiado complexo para o meu entendimento.
infelizmente quem manda são os investidores…
Se a empresa deixar de ser aliciante de investir para ter lucro no final e dividendos…já se sabe o que acontece…
capitalismo a funcionar no seu melhor
Precisam contrair dívida…porque…pagas impostos sobre os teus lucros, nao sobre as tuas dívidas.
ais 30000para trabalhar como canalizadores nas construções de data center, ficam ricos
O AI AI da moda ainda não faz a sua própria refrigeração
Creio que foi o Elon Musk que disse que a IA iria libertar as pessoas das tarefas repetitivas para tarefas mais criativas e que no futuro as pessoas já não necessitariam de trabalhar, pois a IA forneceria o rendimento das pessoas. Sempre achei isso muito fantasioso e utópico, mas com este tipo de notícias vejo que afinal eu estava errado…
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a IA é excelente a otimizar custos e a aumentar a produtividade, mas a IA não compra produtos nem serviços.
Ao substituir 30.000 salários por algoritmos, as empresas estão a focar-se no lucro imediato e na satisfação dos acionistas, mas estão a esquecer-se de quem sustenta a economia real. Se o mercado de trabalho for canibalizado de forma tão agressiva, quem terá poder de compra para consumir as soluções que estas mesmas empresas produzem?
Parece que estamos a assistir a um movimento onde as empresas cavam a sua própria sepultura a longo prazo. O futuro que se adivinha não é apenas tecnológico, é profundamente disruptivo a nível social. Estamos a passar de uma economia de consumo para um cenário de incerteza onde a eficiência das máquinas pode acabar por asfixiar o mercado que as criou.