Criança com paralisia cerebral foi a primeira a testar um exoesqueleto biónico em casa
Um rapaz de sete anos com paralisia cerebral tornou-se a primeira pessoa no Reino Unido a testar um exoesqueleto biónico em casa.
Segundo dados do Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS), a paralisia cerebral, uma condição do desenvolvimento que impacta o movimento e a coordenação, afeta aproximadamente uma em cada 400 crianças no país.
Com sete anos, Asger, de Stroud, em Gloucestershire, foi a primeira pessoa no país a testar um novo exoesqueleto motorizado, no valor de 72.000 libras (cerca de 83.000 euros), com o objetivo de melhorar a sua mobilidade.
Normalmente, Asger utiliza uma cadeira de rodas para se deslocar ou um carrinho para percorrer longas distâncias. Contudo, não precisa deles quando usa o exoesqueleto, que foi inicialmente desenvolvido para uso militar no Canadá.
Criança ganhou mais independência durante o teste do exoesqueleto
Os pais de Asger, Holly e Sam, que pagaram 600 euros para testar o exoesqueleto durante uma semana, contaram que foi "emocionante" vê-lo a caminhar até à escola, a ganhar mais "independência", segundo a BBC.
Contudo, afirmaram que teriam de angariar fundos, caso quisessem comprar a ortótese Agilik, fabricada pela empresa Bionic Power.
Além do preço do exoesqueleto, os ajustes e a manutenção aumentariam ainda mais os custos.
Se for a solução certa para ele, vamos conseguir, porque temos de conseguir.
Disse Sam, com Holly a acrescentar que a tecnologia poderá ser life changing para a criança de sete anos.
Considerando o preço do exoesqueleto, Sam Walmsley, da London Orthotic Consultancy, que está a conduzir o teste, disse estar convicto de que a tecnologia tornar-se-á acessível ao público em geral no futuro.
A instituição de solidariedade Scope estima que os agregados familiares com pessoas com deficiência necessitam de mais 1000 libras (cerca de 1160 euros) por mês do que os restantes para atingir o mesmo nível de vida.
Pais não encontraram outra solução viável
Segundo Sam Walmsley, à BBC, os pais de Asger procuraram apoio junto de outros fornecedores e do NHS, mas verificaram que "não conseguiam encontrar a solução adequada".
Foi aí que recorreram a ele, da London Orthotic Consultancy, e tomaram conhecimento do novo exoesqueleto com assistência motorizada.
Os poucos pacientes que o podem pagar ajudam a criar uma base de evidência para que, no futuro, possa ser utilizado pelo público em geral.
Disse Walmsley.





















