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Crise do petróleo pode parar o mundo. Mas já há países bem preparados

                                    
                                

Autor: Rui Neto


  1. Toni da Adega says:

    Muitos países já estão a racionar combustíveis a meter restrições ou mesmo proibições.
    Outros (alguns europeus) já estão a estudar essas medidas.
    Petróleo é o futuro abaixo as alternativas.

    • B@rão Vermelho says:

      Na Ásia o Sri Lanka decretou todas as 4ª feira como feriado, e outros a obrigatoriedade de teletrabalho, na Tailândia a recomendação de roupa fresca, sem a necessidade de fato e gravata, para poupar energia no AC, os países Asiáticos estão mais expostos que nos, a seu tempo as restrições também devem de cá chegar.

    • Gonçalo says:

      Cá em casa não é de certeza, se o seu futuro é a galp parabens

  2. Max says:

    Quando se fala do estreito de Ormuz diz-se que por ele transita 20% do crude e do gás mundial (GPL e GNL). Mas entre 80 e 90% do crude e 83% do GNL destina-se aos mercados asiáticos, com vulnerabilidades muito diferentes por países:
    – Japão, o mais vulnerável, com 95% do crude a passar pelo estreito de Ormuz
    – Coreia do Sul – entre 70-75% do crude que obtém
    – Índia- que depende do fornecimento pelo estreito de Ormuz para 85% do GPL e 20% do GNL
    – China – o maior importador de petróleo do mundo, com mais de 40% a passar pelo estreito de Ormuz e 23% do seu GNL
    – Europa – depende do estreito de Ormuz em 4% da importação de crude e em 13% do GNL.
    Mas não se tem falado dos fertilizantes – que entre 20% e 30% passam pelo estreito de Ormuz. Alguns dados:
    – os fertilizantes representam entre 30% e 40% do custo total de produções como milho, trigo ou arroz.
    – como o gás natural representa 80% do custo de fabrico de fertilizantes azotados, qualquer subida no preço do gás natural faz subir o preço dos adubos
    – estima-se que cada 1% do aumento dos fertilizantes representa um aumento de 0,45% no preço dos alimentos.
    E quanto ao preço da eletricidade? Convém não esquecer que em 2025, do total de eletricidade produzida em Portugal (44.787 GWh, excluindo bombagem), foram gerados através de GNL 7.644 GWH – ou seja, 17% da eletricidade produzida (Fonte Ren hub).
    Por isso, com a subida com a subida da cotação do GNL, preparem-se para a subida do preço da eletricidade. E não tentem acabar com as centrais a gás porque são indispensáveis à estabilidade do sistema.

    • Max says:

      A Newsweek tem um gráfico da navegação no estreito de Ormuz: 118 navios, 28/02 118 navios e 3 em 15/03. Têm passado alguns petroleiros iranianos (com petróleo iraniano), petroleiros e transporte gás indianos, chineses e do Paquistão. O Irão atingiu pelo menos 18 navios. Hoje atacou o porto de de Fujairah, dos EAE, já fora do estreito de Ormuz, que levou à suspensão dos carregamentos.
      Diz uma pessoa próxima que Trump está furioso com os países da NATO a quem tinha ordenado para enviar navios para proteger a navegação. O mesmo fizeram o Japão e a Austrália. A marinha dos EUA diz que também não está em condições de assegurar as escolta porque os seus navios seriam alvos fáceis. Mas Trump agora diz que não precisa dos aliados e faz tudo sozinho.

      • Toni da Adega says:

        Trump passou meses a falar mal a ameaçar e fazer bluff aos aliados e países da NATO.
        Agora está a colher o que semeou.

        • Max says:

          Fez mais do que isso. Fez da invasão russa da Ucrânia um negócio pra os fabricantes de armas dos EUA. Desde que foi eleito, depois de gastas as verbas que Biden tinha autorizado, não deu nem mais um dólar. As armas americanas usadas pela Ucrânia são pagas pelos países europeus.
          Agora, com o seu aliado Israel decidiu atacar o Irão sem consultar ou sequer informar os aliados europeus. O Irão fechou o estreito de Ormuz – o que era mais que previsível, mas discute-se se Trump contrariou os seus conselheiros e desvalorizou isso. Queria agora que os países europeus, o Japão, a Austrália, a Coreia do Sul – e até a China, mandassem para lá navios de guerra para escoltar petroleiros e servir de tiro ao alvo. Deixaram-no sozinho a rosnar ameaças, de que sai da NATO, quando na prática já é um inimigo da Europa. Nem a marinha dos EUA está disposta a ir.

          • Gonçalo says:

            O regime no irão tem de acabar isso é certo o Trump fez muito bem em acabar com eles

          • Mr. Y says:

            @Gonçalo se ele acabou com eles porque vem pedir ajuda?

          • Max says:

            Também pediu que os países árabes do Golfo Pérsico atacassem o Irão – para responder aos ataques de drones e mísseis às suas infraestruturas.
            Só que isso punha-os ao lado de Israel a atacar o Irão, o que não querem fazer.
            À medida que os preços sobem e os sinais de crise económica aumentam, a posição de Trump enfraquece. Sem que haja mudança de regime no Irão, que, nos próximos anos, não deixará de repor os mísseis e drones – e dar prioridade absoluta ao desenvolvimento de armas nucleares.

  3. John Coleman 300 says:

    You wil own nothing and eat JL kind.

  4. Factos says:

    PT tem o futebol, a Netflix e a máxima da vila morena.

    • Agh says:

      Que ridículo basta toda a gente instalar painéis solares em casa e acaba-se a dependência de energia de países árabes e russos. Eu gasto zero em eletricidade há mais de cinco anos e carrego o meu carro elétrico em casa tudo com painéis solares que me abastecem a 100 por cento

      • mad2013 says:

        O recurso a paineis solares e baterias para uma independência de energia elétrica total implica um gasto tremendo em paneis e baterias. Mas isso só é possível em dias muito soalheiros. De verão é fácil, em boa parte da primavera e outono também, mas em dias invernosos muito nublados/chuva a produção cai a pique e é impossível não ter de importar da rede. Tenho dias de inverno em que produzo <1% da capacidade das baterias(25KWH) e alguns dias de inverno chego aos 100% ao final do dia; no verão chego a exportar mais de 40KWH a partir das 12h. Para ter autonomia total teria de gastar mais 4500€ em mais baterias, mas não me compensa de inverno. Qua a melhor solução: manter a capacidade total e vender o excesso dos dias soalheiros a uma empresa comercializadora.

      • ManuelRocha says:

        E pagou 800000 euros, por isso, além de 25000 euros, em manutenção, inspecções e reparações, em 6 anos.
        E isto sem contar com os 900000 euros que lhe custou, a vivenda, os 11600 euros, anuais, do seu seguro habitação e os 9000 euros, dos seguros automóveis.
        Tudo ao alcance de 600% da população portuguesa, correcto?

  5. Juka says:

    Meu próximo investimento vai ser em energia renovável em força para me livrar de tudo quanto é taxas e taxinhas e ter energia renovável com fartura.

    • B@rão Vermelho says:

      Dá uma olhada na página da Otovo, têm preços bem competitivos.

    • ManuelRocha says:

      Já pensei nisso, não vale o investimento, a não ser que tenha 500000 euros, disponíveis, para investir, de imediato, nisso. Além de precisar de 17m2, só para construir a “guarita das baterias”, assim como a instalação, de suporte, para esse serviço.
      E há a manutenção, que caso algo corra mal, pode custar 250000 euros, ao 5 ano, além do preço das baterias (que se degradam 35%-50%, a cada 8 anos, segundo os documentos, mesmo que usadas 500 dias, em descargas totais).

  6. PorcoDoPunjab says:

    ” Após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, a Europa enfrentou uma queda drástica no fornecimento de gás russo”…

    Pois foi.
    Só que da maneira como está escrito passa a ideia que os Russos é que cortaram o abastecimento.
    O que não é verdade.
    Os Europeus é que deixaram de querer comprar gás Russo para ir buscar a outros lados muito mais caro.
    Os resultados estão à vista.

    E agora com a crise escusam de ir a Moscovo rastejar aos pés do Vladimiro a pedir gás porque ele já disse que o vai vender a outros clientes, mais responsáveis, digamos assim…

    Europa a dar tiros de canhão nos próprios pés… só rir.

    • Gonçalo says:

      A russia entra em guerra com a ucrania e tu queres continuar a comprar-lhes gás? a dar-lhes dinheiro e a ficarmos dependentes deles? Eles que vão atacar a 5º pata do cavalo acho muito bem cancelar todos os contratos de há com os russos e expulsa-los de tudo que são organizações e eventos. E o resultado está mesmo à vista o país que se proclamava o 2º maior poderia militar nem se aguentam com a Ucrânia. Compramos mais caro mas compramos melhor e o objectivo é deixarmos de depender desses países no futuro e quanto mais depressa melhor

  7. PorcoDoPunjab says:

    Gonçalo, cada um vai comprar onde quer e lhe apetece.
    Em vez de pagar 1 prefere pagar 6?
    Está no seu direito.
    Depois as fábricas vão embora porque a energia está cara.
    Dependente está sempre, se não é de um será de outro.

    Engraçado que com a Rússia é expulsar e etc mas com os genocidas de crianças a esses ninguém lhes toca.
    Mistérios, digo eu…

  8. Yamahia says:

    Estou com um balde de pipocas a assistir.

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