Quantcast

Fazer seguro automóvel em nome de filhos ou netos pode trazer problemas

32 Comentários

O regulador do setor segurador em Portugal deixou um aviso importante para muitas famílias. Fazer seguro automóvel em nome de filhos ou netos pode trazer problemas, e até levar à recusa de pagamento em caso de sinistro.

Segundo a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), esta prática é mais comum do que se imagina, mas pode configurar uma declaração incorreta do risco junto das seguradoras.

Pais e avós não devem fazer seguros automóvel em nome de filhos ou netos

De acordo com informações avançadas, a ASF alerta que o seguro automóvel deve ser feito tendo em conta quem é, na prática, o condutor habitual do veículo. No entanto, algumas famílias optam por colocar o seguro em nome de um condutor mais velho, normalmente pais ou avós, para reduzir o valor do prémio.

Isto acontece porque os condutores jovens ou com pouca experiência ao volante pagam, por norma, seguros mais caros devido ao maior risco associado.

A ASF explica que, se o condutor habitual não for o mesmo que consta no contrato do seguro, pode existir uma declaração inexata do risco. Numa situação destas, a seguradora pode:

  • reduzir o valor da indemnização;
  • exigir pagamento adicional do prémio;
  • ou, em casos mais graves, recusar a cobertura do sinistro.

Ou seja, numa situação de acidente, a tentativa de poupar no seguro pode acabar por sair bastante mais cara. O regulador reforça que, no momento de contratar um seguro automóvel, devem ser prestadas informações verdadeiras e completas, incluindo quem conduz habitualmente o veículo.

Partilhar:
Tags:

Comentários

32

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

  1. Avatar de Pedro
    Pedro

    O lobby das seguradoras está TÃOOO preocupado com o risco e a exactidão… Até comove como eles se preocupam com a segurança dos seus clientes…

    1. Avatar de Zé Fonseca A.
      Zé Fonseca A.

      segurança? activas um seguro precisamente quando os elementos de segurança falharam, um seguro é meramente um segurança financeira

  2. Avatar de Max
    Max

    Quanto à cobertura do sinistro:
    – Em danos causados a terceiros (responsabilidade civil) a seguradora paga, ou o tribunal obriga-a a pagar, porque os seguros de responsabilidade cvil são para proteger os terceiros lesados … Mas a seguradora pode depois pedir o direito de regresso, ou seja, ser reembolsada do que pagou.
    – Em danos próprios pode-se recusar a pagar.
    Se às 8:30 da manhã o filho que ia para as aulas tiver um acidente no IC19, é praticamente certo que a seguradora vai investigar, vai andar a perguntar aos vizinhos quem é que habitualmente guia o carro.

    1. Avatar de Zé Fonseca A.
      Zé Fonseca A.

      IC19 ia para as aulas? no ic19 às 8:30h estava a regressar da noite onde esteve a vender droga

  3. Avatar de Nuno Magalhães
    Nuno Magalhães

    Em teoria, só faz sentido por uma questão económica no imediato, porque quanto mais tarde tiver seguro em nome próprio, mais tempo leva a ganhar um desconto por longevidade no seguro em si.

    Até porque diz a lenda que a maioria dos acidentes não acontecem nos primeiros anos, mas sim, quando o condutor já se sente um Juan Manuel Fangio, mas ainda com mãos de T-Rex.

    Por outro lado, só em situações mesmo muito específicas é que seria possível provar com toda a certeza quem é mesmo o condutor habitual.

    Se vale a pena arriscar com seguradoras e levar isto para tribunal?
    Não me parece de todo que seja uma escolha muito inteligente.

    1. Avatar de Zé Fonseca A.
      Zé Fonseca A.

      o adicional do premio por seres recem encartado é 10x superior ao da antiguidade do seguro

  4. Avatar de B@rão Vermelho
    B@rão Vermelho

    Podes sempre alegar que o carro é emprestado naquele dia, mas o correto era ser seguro de carta, todos os encartados em Portugal pagavam um seguro, e assim mesmo com um carro emprestado estavas a conduzir com o teu seguro.

    1. Avatar de SrBla
      SrBla

      Não é descabido, mas tu aí irias duplicar os seguros. Porque terias de ter um seguro de “carta” para cobrir danos a terceiros e um seguro automóvel para cobrir os danos próprios do teu carro – e nesse ponto aí iria ser criada uma confusão pois iria haver conflito entre o seguro da carta e do automóvel para cobrir os danos próprios causas pelo condutor.
      O seguro que pagas está indexado não só à tua carta de condução, mas também ao valor/ripo de automóvel.

    2. Avatar de Max
      Max

      Tirámos carta ao mesmo tempo, não tivemos acidentes, mas conduzes um carro: a) de maior cilindrada/potência, d) de maior peso e dimensão (tu um SUV e eu um citadino), c) tu um desportivo e eu um familiar); d) tu um carro que estatisticamente tem mais acidentes que o meu.
      E pagávamos o mesmo seguro (para simplificar, apenas o de responsabilidade civil) visto que é seguro do condutor? Não, todos os factores que referi agravam o teu prémio de seguro.
      Não há volta a dar – no seguro automóvel há que considerar o veículo seguro e o condutor habitual. Se o condutor for o filho ou qualquer outra pessoa, autorizada e legalmente habilitada a conduzir, o seguro cobre.
      Quanto ao pai alegar que emprestou o carro nesse dia … a seguradora pode investigar quem é o condutor habitual.

      1. Avatar de Zé Fonseca A.
        Zé Fonseca A.

        falta aí outro fator importante, é diferente fazer um seguro para um carro que circula em lisboa do que fazer um seguro para um carro que circula em canas de senhorim.. a morada é importante

      2. Avatar de B@rão Vermelho
        B@rão Vermelho

        Para teres carta ativa / valida tinhas de pagar seguro, caso não quisesses conduzir suspendias a carta por X tempo, exemplo as quotas de uma ordem qualquer, podes suspender X de tempo.
        Ou podiam fazer o acerto / agravamento depois do acidente, como fazem agora, tens acidente aumentam o prémio era igual, digo eu, foi aqui explicado, o seguro de responsabilidade civil as seguradoras são obrigadas a pagar, os de danos próprios são um caso à parte, logo se bateres com um Ferrari ou um Fiat e se fores culpado é indiferente, mas posso estar a ver a coisa mal, mas do alto da minha ignorância faz sentido.
        E o mais certo eram os seguros serem mais caros, mas podia compensar no meu caso tenho um carro e duas motas, em vez de pagar 3 seguros 600€, no total, pagava 400€, valia a pena.
        Antigamente os vendedores de carros tinham as cartas asseguradas para quando transportavam os carros de um lado para outro, não sei se ainda é assim.

        1. Avatar de Max
          Max

          Pela diferença de velocidade e massa, é provável que os danos causados a terceiros num Ferrari sejam maiores do que se for um Fiat.
          Mas o que estás a dizer no fim, depende é da negociação com a seguradora, ou seja 3 seguros por 400 € (em vez de 600 €), embora cada um tenha o seu seguro. O mesmo para seguros de frotas ou para certas atividades.
          No geral, não há volta a dar – considerar no preço do seguro as caraterísticas do carro e do condutor. Antes dos acidentes, porque depois os seguros sofrem agravamento (sistema bonus/malus).

    3. Avatar de pintor
      pintor

      Os seguros de carta são muito mais dispendiosos que os dos veículos.

  5. Avatar de naodou
    naodou

    É só colocar que a pessoa é o condutor habitual e já nao ha qualquer problema.

    1. Avatar de Zé Fonseca A.
      Zé Fonseca A.

      mas aí aumenta o premio

      1. Avatar de naodou
        naodou

        não aumenta absolutamente nada, tive o meu seguro assim durante uns 6 anos.

        1. Avatar de Max
          Max

          Mas qual “pessoa”? Estás dizer:
          – Que se paga o mesmo seguro ao por como condutor habitual uma pessoa com mais de 25 anos e mais de 5 anos de carta, em vez de outra com menos de 22 anos e menos de 1 ano de carta?
          – Ou que fizeste isso e não tiveste acidentes (ou tiveste, mas a companhia de seguros não investigou)?
          Ninguém deve recomendar isso, porque “u baratu pode sair (muito) caru”….

  6. Avatar de Nuno
    Nuno

    Pior é fazer seguro de um veiculo, colocar a esposa como condutor habitual…a Esposa ter um acidente, e o TOMADOR DO SEGURO é que fica impossibilitado de fazer novos seguros…

    1. Avatar de B@rão Vermelho
      B@rão Vermelho

      Mas neste caso há companhias que fazem desconto em seguros para senhoras, ou pelo menos havia.

    2. Avatar de Max
      Max

      Errado. O tomador do seguro é o que se responsabiliza por pagar o prémio do seguro.
      Se o pai é o tomador do seguro, pode (e deve) por o filho ou a mulher como condutor habitual – o que não deve é por-se a ele como condutor habitual (se não é).

    3. Avatar de Zé Fonseca A.
      Zé Fonseca A.

      a responsabilidade é sempre do tomador, mas não entendo em que planeta ficaria impossibilitado de fazer novos seguros, teria de ser algo grosseiro

      1. Avatar de Nuno
        Nuno

        Acredita que não. A minha mulher teve dois acidentes “Toques” num periodo de um ano. entretanto eu quis adquirir um carro…Estupidamente tive de fazer o seguro em NOME DELA. Porque as companhias não me faziam seguro “sendo que eu na realidade nunca tive nenhum acidente” quem teve foi o condutor habitual.

        1. Avatar de Max
          Max

          É verdade. Tinhas um seguro em que eras o tomador do seguro (o pagador e gestor do contrato) e a tua mulher estava como condutor habitual.
          No sistema bonus/malus, em caso de acidente o agravamento recai sobre a apólice e o tomador do seguro vai pagar mais.
          O Certificado de Sinistralidade, que as companhias de seguros consultam, fica em nome do tomador, que fica com o histórico negativo, e não sobre o condutor.

    4. Avatar de MR
      MR

      Não podes querer sol na eira e chuva no nabal lol

  7. Avatar de Agh
    Agh

    O meu carro tem seguro em nome do meu avo e pago muito menos, comoensa e bem! E menos de metade

    1. Avatar de Zé Fonseca A.
      Zé Fonseca A.

      fazes bem, eu gostava de ainda ter avós

  8. Avatar de Yamahia
    Yamahia

    Já não percebo nada. Nuns artigos dizem que a culpa é dos velhos, neste diz que é dos jovens.

    1. Avatar de Max
      Max

      Não é tanto ser jovem, apesar de até aos 25 anos ser fator de agravamento, com o jovem condutor (18-22 anos) mais agravado. É mais há quantos anos se tem carta: < 1 ano (recém-encartado); 3 a 5 anos; e mais de 5 anos.

    2. Avatar de Mário
      Mário

      obviamente que é dos jovens. julgam-se os maiores e que nada lhes acontece.

  9. Avatar de Joao Ptt
    Joao Ptt

    Em tempos as seguradoras deixavam a pessoa fazer um seguro que a pessoa ao conduzir um qualquer automóvel o mesmo tinha automaticamente seguro pelo facto de a pessoa que o conduzia ter esse seguro.

    Acho que era para o mercado dos mecânicos mas na prática qualquer um poderia ter acesso, mas entretanto acabaram com esse seguro ou restringiram o acesso ao mesmo.

    Sim, era bastante mais caro que os outros seguros, mas para quem conduz muitos automóveis diferentes (ex.: mecânicos, pessoas com vários veículos, etc.) dava muito jeito.

  10. Avatar de Barbatana
    Barbatana

    Se o seguro está registado ao veiculo, não deveria fazer diferença nenhuma em quem o está a conduzir e quem o pagou. O que deveria ser por carta e não por carro!

    1. Avatar de Max
      Max

      O seguro para quem tem menos de 22 anos e menos de 1 ano de carta é mais do dobro do seguro de quem tem mais de 25 anos e carta há mais de 5 anos, sem acidentes. Se tiver um carro muito potente até podem não lhe fazer seguro.
      Se no seguro por carta, apenas de responsabilidade civil, se mantiver a mesma diferença, nada tenho a opor. Mas como se vê por este exemplo, as caraterísticas do carro como a potência também contam.
      Não há volta a dar senão considerar no preço do seguro as caraterísticas do carro e do condutor – habitual. Quem for pelo “chicoespertismo” para pagar menos, pode-se dar mal.