Redes sociais que usamos todos os dias estarão a dar dados de utilizadores ao Governo dos EUA
Conforme uma nova reportagem, baseada em fontes anónimas, empresas como o Reddit, a Meta e a Google terão fornecido voluntariamente ao Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (em inglês, DHS) dados sobre utilizadores anti-ICE, a agência federal para a Imigração e Fiscalização Aduaneira do país.
Uma reportagem do The New York Times baseada em fontes anónimas descortinou que o Reddit, a Meta (empresa-mãe do Instagram, do Facebook e do WhatsApp) e a Google "cumpriram voluntariamente alguns dos pedidos" do ICE sobre dados críticos de identificação de utilizadores dos Estados Unidos da América (EUA).
Juntamente com o Discord, as três empresas terão recebido "centenas" de pedidos provenientes do DHS, enviados no âmbito de uma recente vaga de intimações administrativas que o departamento de segurança tem distribuído às grandes empresas tecnológicas nos últimos meses.
Conforme ressalvado pelo jornal, conforme citado pelo Gizmodo, as intimações administrativas utilizadas para este fim representam uma intensificação, uma vez que a ferramenta, que não é emitida por um juiz, mas pelo próprio DHS, era anteriormente reservada para situações como raptos de crianças.

A reportagem do The New York Times explica que os utilizadores foram visados, porque as suas publicações "criticavam o ICE ou indicavam a localização de agentes do ICE".
Segundo o jornal, uma ou várias das empresas envolvidas afirmaram que notificam os utilizadores destes pedidos do DHS e concedem-lhes um prazo de 14 dias para "contestar a intimação em tribunal" antes de cumprirem.
Entretanto, manifestantes lançaram uma iniciativa chamada "Resist and Unsubscribe", dirigida a 10 empresas tecnológicas que consideram particularmente favoráveis ao ICE: a lista inclui a Meta, a Google e a Amazon, mas não o Reddit.
O que esta reportagem diz a Portugal e à Europa?
Um utilizador português dificilmente seria visado por esta questão especificamente, uma vez que está a ocorrer nos EUA, conforme as fontes anónimas do The New York Times.
Contudo, uma vez que as plataformas são globais, os dados circulam internacionalmente e as empresas respondem simultaneamente a diferentes sistemas legais, os utilizadores de outros países podem eventualmente ser afetados.
Afinal, ainda que a União Europeia proteja os utilizadores através do Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD), que impõe regras mais rígidas sobre privacidade e transferência de dados de utilizadores, este tipo de pedidos pode tornar-se mais comum, normalizando a cooperação entre governos e plataformas digitais.




















Nem por acaso.
Hoje recebi um link que poderia responder a esse tipo de preocupações.
https ://youtu.be/10d8HxS4y_g?si=FlKSLqUDoTna00gu
Vou ter de apreciar o seu conteúdo com mais tempo.
Só quem anda muito distraído, é que achava que não.
Só quem acredita no pai Natal, é que acha que quando a OpenAI disponibiliza uma versão grátis durante algum tempo, é para benefício do cidadão.
Não, não é. Eles querem que se use a ferramenta para obter informação, tanto do cidadão , como sobre o que pesquisa.
Um exemplo do estado de dependência a que a Europa chegou da política e das grandes empresas dos EUA:
“A 20 de agosto de 2025, o juiz do Tribunal Penal Internacional (TPI), Nicolas Guillou, passou de um juiz respeitado a um pária para as empresas americanas.
Nesse dia, o presidente dos EUA, Donald Trump, colocou-o e a outros 10 juízes do TPI sob sanções americanas por ter autorizado a emissão de um mandado de captura contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o seu ministro da Defesa, Yoav Gallant, pelo seu papel na destruição da Faixa de Gaza.
Desde então, a vida de Guillou tornou-se um pesadelo – e a sua experiência ilustra bem a dependência dos europeus em relação aos serviços americanos, numa altura em que as tensões transatlânticas aumentam.
Gillou e a sua família estão proibidos de entrar em território americano, mas as sanções atingiram-no duramente em casa. Não pode utilizar a maior parte dos cartões de crédito, uma vez que a Visa e a Mastercard dominam o mercado; a maior parte dos serviços digitais estão fora dos limites e mesmo as encomendas online podem ser bloqueadas se um intermediário americano – como o serviço de entregas UPS – estiver envolvido.
“O que está no centro das sanções é a proibição de qualquer pessoa singular ou coletiva dos EUA prestar serviços ou receber serviços de uma pessoa sancionada”, disse Guillou aos jornalistas na terça-feira. “Isto aconteceu com alguns dos meus colegas, cujas transferências ou compras foram recusadas porque o banco do outro lado da transação recusou a transferência de uma pessoa sancionada”, disse.
“A situação mais problemática é quando afeta serviços para os quais não existe alternativa europeia”.
O juiz apela à UE para que desenvolva instrumentos de soberania, incluindo o euro digital, para proteger os europeus das medidas extraterritoriais dos EUA.
De acordo com Guillou, a UE deve legislar “para criar um verdadeiro escudo de soberania europeu” que garanta a continuidade dos serviços europeus para os actores na Europa.”
é o que dá os juizes que gostam de ser protagonistas de causa propria.. um juiz tem de fazer cumprir a lei, não de tentar passar as suas convicções pessoais como lei..
esses juizes deviam ser presos e proíbidos de exercer em vez de sancionados.
já parecem os juizes anti-ice que ignoram a lei para fazer vingar crenças pessoais
Este juiz é do International Criminal Court, em Haia, de que fazem parte a grande maioria dos países desenvolvidos de todo o mundo, e de que não fazem parte curiosamente (ou não) os EUA, Israel, China e Russia.
A decisao que ele tomou, tomaria qualquer outro juiz com dois dedos de testa, se não fosse ele, era outro.
O que lhe fizeram é uma vergonha, e demonstra cada vez mais a necessidade da UE se tornar completamente independente dos EUA.
wrong, os juizes não têm de fazer cumprir a sua inteligencia ou sua ideologia, têm de fazer cumprir a lei.. não foi isso que fez, por isso foi castigado
Isto nada tem a ver com ideologias. Um juiz, como é lógico tem de ser parcial, se não o for, tem de deixar de exercer funções. Não foi o que aconteceu e os únicos que se queixaram foram os EUA e Israel. Um criminoso de guerra é um criminoso de guerra, independentemente da sua inclinação politica.
*imparcial lol
Como se o Trump respeitasse os juizes quando a decisão não é do seu agrado.
Também já o fez contra o Alexandre de Morais, no Brasil, em ‘defesa’ do Bolsonaro.
Enfim…
crimes de guerra têm de ser provados, não podem ser declarados com base nos media e em pressões sociais..
não vi nenhum crime de guerra cometido por israel que tenha sido provado ao contrário do que acontece com a Russia
“O juiz [que ficou praticamente impossibilitado de usar Visa e Mastercard] apela à UE para que desenvolva instrumentos de soberania, incluindo o euro digital, para proteger os europeus das medidas extraterritoriais dos EUA”.
Obviamente, não foi o juiz que se lembrou do euro digital – o que aconteceu ao juiz do TPI foi aproveitado para promover o euro digital, que está mesmo a avançar. E não é por caso que surge a expressão “proteger os europeus das medidas extraterritoriais dos EUA”.
E não precisa da libra. Quanto a um eventual retorno do UK à UE, não é impossível.
O comentário acima destinava-se a ficar a seguir ao do José, abaixo.
Os juízes aplicam a lei. O José é que quer que cumpram o que Trump manda.
Mas a coisa não funciona assim, nem nos EUA. Dos 9 juízes do Supremo Tribunal dos EUA, 6 são conservadores. Mas isso não impediu o Supremo Tribunal por 6 a 3, de declarar inconstitucionais as “tarifas do dia da libertação” de Trump. Dos três juízes que votaram contra, dois tinham sido nomeados por Trump (nomeou um total de três, nos dois mandatos).
Trump disse dos juízes que votaram contra as tarifas o que Maomé não disse sobre o toucinho. O José podia-se ir lá inspirar para as atoardas que diz sobre os juízes do TPI.
Mas, no que agora importa, quanto ao TPI, vem Trump, que não gostou a decisão do tribunal sobre o amigo Netanyahu e decreta sanções. Podia apenas tê-los proibido de entrar nos EUA, mas decretou sanções – que levou a que não possam usar cartões Visa e Mastercard em pagamentos a bancos americanos, nem a UPS de lhes transportar encomendas.
O que quis destacar foi isso – Suas Excelências americanas decretam, as empresas americanas cumprem – e os europeus não têm alternativas. É o ponto a que chegou – e não é agora por Trump, porque mais tarde ou mais cedo os EUA terão um presidente pior. É que a Europa não tem que se preparar para o pós-Trump, tem que se preparar para o pós-EUA.
Para que se perceba – votaram contra as tarifas 6 juízes: 3 liberais e 3 conservadores (destes, 2 tinham sido nomeados por Trump).
e esses juizes estiveram bem, fizeram cumprir a lei, um juiz não tem de tomar partidos, tem de cumprir o que está certo PERANTE A LEI.
tens que entender que não existe ocidente em EUA, por isso é impossivel existir pós EUA
O “ocidente” para os EUA, é o domínio do hemisfério ocidental, que passa pelo controlo das Américas e o enfraquecimento da UE.
A Europa (UE) pós-EUA significa não contar com os EUA para nada. Não contar com os EUA como aliado, mas como um potencial inimigo.
Separar os serviços bancários, sem a dependência da Visa e Mastercard, parece-me essencial. Tal como outras dependências em relação a grandes empresas americanas que, a qualquer momento, podem ser postas ao serviço do governo dos EUA.
isso é uma utopia, nunca será possivel, a dependencia é enorme, precisavas que UK voltasse a fazer parte da UE e mesmo assim precisavas injetar dinheiro que não tens e arranjares pessoas e empresas que não tens, se isso tudo por algum milagre desse certo ainda preciavas no minimo de 10 anos para poderes começar a planear a tua independecia, 20 anos para a concretizares
Isso é novidade? Sempre o fizeram.
A sério? Isto são teorias da conspiração.
Assim como o são haver comentadores pagos para debitarem determinadas agendas a ser implementadas.
Quando se controla a emissão de dinheiro, o único limite são os recursos naturais ou o carácter das pessoas. Em relação ao primeiro, são conhecidos, em relação ao segundo, a grande maioria vende os próprios pais se isso proporcionar uma vida à ronaldo.
Como faziam no tempo da pandemia com os nao vacinados ?
aí bem, pois eram espalhadores de doenças
Manuel Silva, olhe, ainda bem que fala disso dos vacinados.
Lembra-se quando havia notícia de falecimentos no hospital, a conversa era sempre a mesma.
Tinha vacina? Então morreu de outras complicações.
Não tinha vacina? Morreu por não estar vacinado.
Incrível como tratam as pessoas como atrasados mentais…
Claro que alguém colocar esta questão a um especialista da treta é que está quieto.
Despedido no mesmo dia….
Fdx, sério Pikachu?
Descobriram a pólvora.
Claro que estamos, como damos ao chineses, como damos aos portugueses sempre que usem algo online estão a dar dados vossos!
Antes ao governo dos EUA do que à UE, China ou Rússia.
A sério que “antes ao governo dos EUA do que à UE, China ou Rússia”? Isso é que não faz sentido nenhum. Se a questão é privacidade, então não é “menos mau” entregar dados a um país só porque simpatizamos mais com ele. Os nossos dados não deviam ser partilhados com governo nenhum, ponto final.
E já agora: em Portugal (e na UE) existe o RGPD exatamente para impedir abusos desse género. Podemos achar que tem falhas, mas é a legislação que temos para nos proteger. Os EUA não têm nada equivalente ao RGPD, e o governo norte‑americano tem leis que permitem acesso a dados de empresas privadas de forma muito mais intrusiva.
Portanto, não é coerente dizer que é mau se for para a UE, China ou Rússia, mas “tudo bem” se for para os EUA. Privacidade não é geopolítica — é um direito.
Então o que é a lei dos meta dados por exemplo???
A lei dos metadados é precisamente um bom exemplo do que estou a dizer: não é uma lei da UE, é portuguesa — e foi considerada inconstitucional por violar princípios de privacidade que vêm da própria UE.
Ou seja, a UE travou esse abuso.
Já os EUA têm leis como o Patriot Act e o Cloud Act que permitem acesso governamental muito mais intrusivo e sem equivalente ao RGPD.
Por isso, a lei dos metadados não contradiz o que disse — confirma-o.
Tem razão sim senhor! Por acaso pensei mesmo que tivesse em vigor.
Mesmo assim embora preze a minha privacidade, concordo que em casos extremos haja uma lei que permita a partilha desses dados.
Porque embora a Europa tenha o RGPD em inúmeras operações/apreensões etc, os EUA partilham sempre informação muitas vezes obtida com essas leis que referiste, não deixa de ser um pouco hipócrita na minha opinião.
Se hoje tenho trabalho, é graças aos EUA.
Mas não ha problema algum, se fosse a China é que era problema, para os EUA, nada se passa, tudo normal!!!
Mas quando o INE pede dados nos censos vai tudo protestar que não dão dados.
Big Techs os próximos ditadores!
Isto sempre aconteceu, seja por segurança nacional ou crimes de tráfico de droga… Inclusive em Portugal também faz…
E acho totalmente legitimo fornecerem os dados neste caso… A darem DOX de agentes do ICE, famílias dos mesmos, ameaças… É uma ameaça á segurança nacional, por isso para as ofendidas, que leiam bem as coisas antes de falarem.
E onde é que está a novidade??
A América sem mentir deixava de existir, entrava logo em crise, as bases da américa são a desgraça dela mesma e infelizmente do mundo porque espalha os seus tentáculos.
Quando um produto não te pede dinheiro para o usar, o produto és tu
100%!!!
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Antes nato do que dar dados aos brics.