“Rio Atmosférico”: pode chover em 5 dias o que chove num mês
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) alerta para a chegada de um novo sistema meteorológico de grande impacto: a depressão atlântica “Leonardo”, que se vai formar no Atlântico Norte e criar um fenómeno conhecido como “rio atmosférico”.
Segundo o Weather Watcher, tal fenómeno, denominado de “rio atmosférico”, acontecerá já entre 3 e 5 de fevereiro e vai afetar a Península Ibérica e partes do Norte de África.
O termo “rio atmosférico” é bastante literal. Trata-se de faixas estreitas, mas muito extensas, de vapor de água concentrado na atmosfera, ou seja, verdadeiros “rios” no céu. São fenómenos comuns e a Europa (incluindo a Península Ibérica) é afetada por estes corredores de humidade todos os anos.
A quantidade de humidade transportada, a duração e a extensão destes rios atmosféricos podem variar bastante… e estes são apenas alguns dos fatores que determinam o seu potencial impacto.
Chuva: acumulados previstos rondam os 100 a 150 mm
De acordo com as previsões meteorológicas, os acumulados de chuva poderão atingir entre 100 e 150 mm em vários pontos do país, com valores localmente superiores a 200 mm, sobretudo nas regiões Centro e Norte e em zonas de maior relevo.
Para efeitos de comparação, 100 mm de precipitação correspondem a 100 litros de água por metro quadrado, um valor que, em muitas regiões, representa a média de chuva de um mês inteiro. Neste caso, essa quantidade poderá cair em apenas quatro a cinco dias, aumentando significativamente o risco de cheias rápidas, inundações urbanas e deslizamentos de terras.






















Em 2023 em alguns locais da Madeira choveram 497,5mm num só dia.. E em Ponte de Lima, no passado Novembro choveram 188 mm num dia.
Mau demais.
Nunca assistimos a tantas tempestades, num tão curto espaço de tempo.
Porque temos uma coisa chamada anticiclone dos Açores que este ano foi de férias para sul
Queriam água agora refilam, já andavam os do clima a dizer que Portugal ia ter secas agora afinal tem cheias. Alterações climáticas? Inventem outra
Tens de ler e raciocinar! as AC são alternâncias extremas de secas e pluviosidade!
Onde está o extremo? 1941 e 1967 foi muito mais extremo, antes disso também houve muitos episódios, antigamente os invernos eram muito mais rigorosos, não é o extremo é voltar ao que era
concordo
Estamos no Inverno. Normalmente as secas acontecem no Verão.
Eu acho que é Deus a nos castigar, pelo mal que fazemos aos outros.
Vá lá… não desanimem os experts do systema. Comprem lá mais carritos eléctricos e destruam os carritos a gasolina e gasóleo, para ajudarem a baixar o calor no Verão e a diminuir as chuvas no Inverno… Ah… e matem as vacas todas por causa dos peidos…
Antigamente chovia e havia cheias no Tejo e outros rios. Agora há “rios atmosféricos” e também já vi escrito “comboios atmosféricos”.
Exato. Em abono da verdade, os rios atmosféricos são estruturas meteorológicas alongadas e coerentes, caracterizadas por fluxos intensos de vapor de água concentrados na baixa troposfera. Resultam do transporte horizontal de humidade, sobretudo a partir das regiões tropicais e subtropicais, sendo responsáveis por uma parte significativa do fluxo meridional de vapor de água à escala global.
Estas bandas estreitas, mas muito extensas, podem atingir milhares de quilómetros de comprimento e poucas centenas de quilómetros de largura, apresentando valores elevados de transporte integrado de vapor de água. Quando interagem com sistemas frontais ou com relevo acentuado, ocorre forçamento orográfico e ascensão do ar húmido, levando à condensação rápida e a episódios de precipitação intensa e persistente.
Do ponto de vista climatológico, os rios atmosféricos desempenham um papel central no balanço hidrológico, contribuindo tanto para a recarga de aquíferos e barragens como para fenómenos extremos, incluindo cheias rápidas, movimentos de vertente e erosão costeira. Em cenários de aquecimento global, o aumento da capacidade da atmosfera para reter vapor de água potencia a intensificação destes sistemas, elevando o risco associado a eventos de precipitação extrema.