“Trump Phone” ainda não existe, e os números das pré-encomendas parecem inventados
Apesar da publicidade agressiva, a trajetória do smartphone da organização Trump continua sem chegar às mãos dos consumidores em 2026. O projeto, envolto em suspeitas de fraude e atrasos sucessivos, revela a fragilidade das promessas tecnológicas ligadas ao movimento político do presidente dos EUA.
Uma operação de marketing disfarçada de tecnologia
No decorrer do ano passado, a organização Trump, frequentemente associada a empreendimentos de idoneidade questionável, anunciou a criação de uma operadora de comunicações móveis. Contudo, designar este projeto como uma "empresa de telecomunicações" é um exercício de generosidade excessiva.
Na realidade, tratava-se apenas de uma estratégia de comercialização de uma marca branca, baseada na Patriot Mobile - um operador móvel virtual que se limita a revender serviços da rede T-Mobile. Esta iniciativa parece ser mais um esforço para capitalizar junto de uma base de seguidores fiéis, oferecendo um serviço que carece de infraestrutura própria.
O ponto fulcral desta estratégia seria o lançamento do Trump T1, um dispositivo comercializado por 500 dólares. A organização afirmou inicialmente que o telemóvel seria "orgulhosamente concebido e fabricado nos Estados Unidos", com lançamento previsto para o passado mês de agosto.
Todavia, a realidade desmentiu a narrativa: as referências à produção norte-americana foram discretamente removidas dos materiais promocionais e a data de lançamento foi ultrapassada sem que qualquer dispositivo fosse entregue. Já em 2026, os clientes que efetuaram o pagamento de 100 dólares pela reserva continuam a aguardar por um produto que não existe fisicamente.
A ilusão dos 600 mil Trump Phones vendidos
Recentemente, circularam informações de que a organização teria alcançado as 600 mil pré-encomendas. Investigações levadas a cabo por publicações especializadas, como o portal The Verge, demonstram que este número carece de qualquer fundamento.
A estatística parece ter tido origem numa publicação anónima e viral na rede social X, propagando-se através de um fenómeno de desinformação que afetou inclusivamente gabinetes governamentais, como o de Gavin Newsom, na Califórnia.
Análises preliminares indicam que, a concretizar-se, o dispositivo seria apenas uma versão personalizada de um telemóvel de gama baixa fabricado na China, com um valor real inferior a 200 dólares.
Esta situação revela uma ironia profunda, considerando o discurso político de oposição sistemática às empresas tecnológicas chinesas. Para justificar a ausência do produto, a organização tem atribuído a responsabilidade ao encerramento dos serviços governamentais (government shutdown), apesar de o desenvolvimento de um terminal privado não ter qualquer relação direta com a administração pública.
É mais provável que os atrasos se devam a falhas de gestão ou ao impacto das tarifas alfandegárias.
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O que é facto é que a fortuna da família Trump duplicou desde que foi eleito, com muita trafulhice à mistura.
Por exemplo, para lhe cair nas boas graças, muitos milionários compraram as memecoins $Melanie e $Trump, que já perderam quase 100% do valor. Dos milionários não tenho pena … e dos que pensavam que se iam encher de dinheiro porque tinha o nome de Trump e família, também não.
Mas muitos encheram-se de dinheiro, ninguém compra shtcoins para ficar agarrado a elas, esperam que valorize e vendem, valorizaram quando ele foi eleito e depois veio o dump, quem não é leigo ganhou muito dinheiro.
Se fores reparar todos os presidentes e até pessoas noutras funções duplicam as suas fortunas com estes cargos, a dele é que já era grande por isso é mais evidente, mas podes comparar com Obama e quanto dinheiro passou a fazer por palestras. Depois todos têm portefolio diverso que mexem conforme as mexidas em geopolítica, há quem diga que é inside trading mas parece que nos EUA inside trading não se aplica a altos cargos políticos..