Como as seguradoras estão a usar imagens de drone para cortar seguros
A utilização de drones está a transformar a forma como as seguradoras avaliam o risco das habitações, e já está a ter consequências diretas para muitos proprietários. Imagens aéreas estão a ser usadas para identificar alegados perigos em imóveis e servir de base à recusa de renovações de apólices.
Para quem é proprietário de uma casa, manter um seguro válido é uma das principais garantias de proteção do imóvel.
Ainda assim, a escolha da apólice adequada é muitas vezes complexa e fonte de ansiedade, com os custos do seguro a representarem um peso considerável no orçamento familiar.
Neste cenário, torna-se particularmente inquietante o surgimento de casos em que seguradoras adotam medidas adicionais que acabam por tornar o processo ainda mais penoso.
Exemplo disso foi contado pelo Slash Gear: uma seguradora na Califórnia terá alegadamente recorrido a imagens aéreas captadas por drones para terminar a cobertura de uma das suas clientes.
Seguradora não renovou apólice devido ao aumento de riscos
De acordo com a proprietária de uma casa, em Modesto, Joan Van Kuren, a seguradora associada à American Automobile Association decidiu não renovar a sua apólice depois de recolher imagens da sua habitação através de um voo de drone.
À CBS Sacramento, Joan Van Kuren disse que a justificação oficial apresentada pela CSAA foi a deteção de um "aumento substancial de riscos" acumulados em torno da sua propriedade.
Segundo a proprietária, as imagens que lhe foram mostradas como prova da decisão da CSAA foram captadas por um drone equipado com câmara.
Após o contacto do canal local da CBS, a CSAA negou a utilização de um drone, mas confirmou que as fotografias foram obtidas através do que descreveu como imagens aéreas proprietárias.
Legalidade do uso de drones nos EUA pelas seguradoras
Nos Estados Unidos, existem leis que regulam a forma como os drones podem ser utilizados em áreas residenciais, o que leva algumas pessoas a questionar a legalidade do seu uso por seguradoras para fins comerciais.
Os operadores de drones têm de cumprir regras rigorosas para evitar problemas com a Federal Aviation Administration, mas esses regulamentos não abrangem questões de privacidade, sendo essas questões frequentemente tratadas estado a estado.
Na Califórnia, por exemplo, a Secção 1708.8 do Código Civil do estado foi alterada em 2015 para considerar uma invasão ilegal da privacidade a entrada de pilotos de drones no espaço aéreo de uma pessoa e a captação de imagens sem o seu consentimento.
Conforme citado, isto significa que as seguradoras estão provavelmente dentro da legalidade ao usar fotografia aérea, desde que se limitem a captar imagens da casa e não da pessoa em si.
Ainda assim, existe algum grau de proteção para os proprietários: as companhias de seguros só podem cancelar uma apólice em casos de fraude ou falta de pagamento.
Não podem fazê-lo, no entanto, sem fornecer um aviso prévio da sua decisão, dando a oportunidade de recorrer da decisão ou apresentar uma queixa junto do regulador estadual competente.
Em alguns casos, a seguradora pode dar a oportunidade de corrigir o problema e manter a cobertura, como aconteceu com Tracy Gartenmann, residente em Austin, no Texas.
A residente terá recebido, por e-mail, imagens aéreas da sua casa enviadas pela seguradora, juntamente com um aviso de que tinha dois meses para podar as árvores demasiado grandes na sua propriedade, sob pena de perder a cobertura.
Com estas ressalvas, os proprietários devem considerar-se oficialmente avisados de que podem perder o seu seguro - pelo menos, nos Estados Unidos, pois, em Portugal, a ideia parece ainda não ter pegado.
























Por cá, já andam a acontecer, dessas, há décadas…
Uma pessoa, conhecida, que reside, em Sesimbra (margem sul do Tejo), comprou carro eléctrico e montou uma tomada trifásica, na garagem.
A 2 meses, da renovação, anual, do seguro, recebeu uma notificação, que tinha violado, a apólice, por ter, um veículo eléctrico, a ser carregado, na garagem, sem notificar, a seguradora, de que possui carregamento eléctrico, em casa. Quando os contactou, o seguro de 600 euros, passou para 1430 euros, anuais. Procurou outras empresas, lá conseguiu uma, por 1290 euros. Algumas, já pedem 6000 euros, anuais!!! porque tem carregador eléctrico e tudo eléctrico, em casa.
Parece-me tudo muito rebuscado, quando é obrigação legal em novas construções, ter-se um ponto de carregamento… precisamente na garagem! A questão aqui e deve ser aqui que a seguradora “se segurou” é que monofásico não há necessidade de projeto de eletricidade, enquanto em trifásico já há… e realmente o projeto tem de estar na área de urbanismo da câmara municipal. Portanto, se ele fez uma alteração… pois, tinha de comunicar e certificar a instalação. Agora a questão aqui é como é que a seguradora veio a saber desta situação? É no mínimo estranho… e são poucas as vivendas com trifásico, a não ser que tenha algum negócio agregado para precisar.
Carregava o carro elétrico na rua e depois metia na garagem… Se foi drone é pedir se ele foi autorizado a voar legalmente nessa localização geográfica…
Oh homem, compre uma gramática e leia-a. Espero que a tecla da vírgula se estrague na sua máquina.
parece-me uso legitimo, para se protegerem as seguradoras só precisam de solicitar autorização de recolha de imagens e caso seja negado reservam-se no direito de cancelamento da apolice, acabam-se os problemas legais.
Em Porrtugal inda naum pegou naum, mais vai pegar né?
vai ser a AT a usar para aumentar IMIs
Não. Aqui só pegamos com as mãos. E alguns de empurrão.
As câmaras municipais já utilizam há décadas a fotografia aérea para verificar a existência de piscinas e cruzar dados com o licenciamento.