China já tem um exército de drones e robôs bombeiros que enfrenta o incêndio “sem receio”
Todos os anos, perdem-se vidas de soldados da paz que enfrentam incêndios devastadores em todo o mundo. É uma luta desigual contra a fúria da natureza, que ceifa vidas sem distinção. Mas a China quer pôr fim a essa realidade, e já conta com um verdadeiro exército de drones e robôs bombeiros.
Incêndios matam todos os anos
A China realizou uma exposição onde empresas tecnológicas apresentaram em conjunto soluções inovadoras para combater incêndios. Drones e robôs estiveram muito presentes, e já há anos que fazem manobras ao lado dos bombeiros.
Nos últimos dias, um vídeo tornou-se viral nas redes sociais chinesas: o de um arranha-céus com 150 metros de altura a arder no topo. O curioso é que não havia bombeiros humanos a combater o fogo, mas sim drones.
E, por mais futurista que pareça, o mais impressionante é que esses drones não estavam sozinhos: ao seu lado estavam cães... robôs já integrados nos corpos de bombeiros.
Drones bombeiros
O fogo pode surgir a qualquer momento. Em Portugal sabemos isso bem, sobretudo no verão, e o combate representa riscos para os especialistas. Uma forma de resposta inicial é com recurso a robôs e drones. Além de evitarem colocar pessoas em perigo, têm a vantagem de alcançar zonas elevadas muito mais rapidamente. Basicamente, porque voam.
No vídeo acima, vemos manobras com duas estratégias contra o fogo. Uma é mais visual: robôs com mangueiras que disparam água e espuma para conter as chamas exteriores. São exercícios que se têm repetido na China ao longo dos anos.
Alguns drones já conseguem subir até 200 metros e começar a atuar em menos de 30 segundos. Um tempo impossível para humanos, mas que permite aos operacionais no terreno avançar com o resgate.
HZH CF30
Um dos modelos é o HZH CF30, um drone com seis hélices, capaz de transportar até 30 kg, e que pode ser equipado com várias ferramentas, desde kits de emergência até lançadores de mísseis para apagar o fogo por dentro.
A sua grande manobrabilidade faz deste equipamento um dispositivo de ataque de primeira linha.
EHang 216F
Há também veículos tripulados. O EHang 216-F, equipamento já com várias réplicas em testes nos mais variados países, é pensado para combate e avaliação de incêndios em andares superiores. Tem 16 hélices, um motor por hélice, velocidade máxima de 130 km/h e autonomia de voo de 21 minutos.
Os bombeiros podem usá-lo para identificar zonas críticas com câmaras e sensores LiDAR, ou como unidade de combate com bocal pressurizado e seis projéteis de pó extintor. Com uma carga útil de 220 kg, pretende-se que possa responder a incêndios em edifícios altos num raio de 3 km da estação de bombeiros.
Unitree B2 especial
Para além dos drones, outra novidade nas forças de resposta são os robôs quadrúpedes da Unitree. A empresa criou uma versão do Unitree B2 para atuar em ambientes perigosos. É modular, pode operar dentro de edifícios em chamas, localizar focos, medir gases e usar um canhão de água e espuma acoplado. Tem articulações reforçadas que lhe permitem subir escadas ou mover-se em edifícios colapsados.
Inclui também um “escudo” que dispara água não para apagar o fogo, mas para arrefecer o próprio robô e permitir-lhe continuar a operar.
Robôs de resgate
A presença destes dispositivos na China não é por acaso. O governo e empresas estão a investir fortemente, como ficou demonstrado na recente Exposição Internacional de Emergência do Delta do Rio Yangtzé.
Apesar do nome específico, esta feira tornou-se num ponto de encontro de inovações em segurança, resgate e prevenção de catástrofes.
Estiveram presentes 500 empresas de 20 países, com modelos como os da Unitree entre os destaques. E a China não está sozinha: o Japão já tem o seu “bombeiro dragão” para combate a incêndios e tudo indica que esta tecnologia poderá ser decisiva também em catástrofes naturais, como os incêndios florestais.























Olha..mas afinal o robot não era Português??
Estes chineses “copiam” tudo…arrr
E o sistema operativo??
Será que usam o nosso?
temos um certo??
Raios parta os chineses, roubam-nos a nossa tecnologia toda…harr
“Além de evitarem colocar pessoas em perigo, têm a vantagem de alcançar zonas elevadas muito mais rapidamente. Basicamente, porque voam”
Isso tem muito que se lhe diga…
Rapidez dum drone não é sinónimo de segurança … Antes de se puder começar a apagar um fogo no interior dum edifício têm que assegurar que não há ninguém no interior, e salvar quem possa estar preso! E para fazer isso um bombeiro humano continua a ser o mais eficaz.
Não se tratam apenas de robôs pelo ar, mas também pelo solo.
Um robô terrestre destes pode alcançar as pessoas encurraladas rapidamente, e fornecer até oxigénio às vítimas. Depois, podem até encaminhar essas vítimas para zonas seguras para permitirem a sua extracção.
O chegar rápido, quer dizer que podem passar por zonas impossíveis de serem usadas por humanos, por causa das temperaturas elevadas e de outros factores causados pelo incêndio, como obstáculos dos destroços.
E, o tempo de socorro pode ser a diferença entre salvar ou não as vítimas!
Os drones aéreos permitem chegar rapidamente aos focos de incêndio e extinguir os pontos críticos, que são por vezes ainda de pequena proporção, antes de se tornar algo impossível de combater.
Além disso, todos estes robôs podem estar equipados com diversos sensores: sensores químicos para detectar a presença de gases, sensores térmicos para medir as temperaturas nos pontos que podem indicar o foco de incêndio, câmaras para disponibilizarem as imagens, etc..
E, toda esta informação obtida em tempo real pelos bombeiros sobre o que se passa no interior do incêndio, permitem uma acção de combate muito mais segura e eficaz, quer para eles, quer para as possíveis vítimas.
parece-me que não prestaste bem atenção aquilo que é mostrado no artigo e nos videos, e que andas a dar asas à tua imaginação em vez de te cingires ao que é mostrado.
O robot no solo que é mostrado é claramente mais lento do que um humano a passar um simples obstáculo como degraus – nem vou falar no passo de caracol com que se movimenta quando nem há obstáculos ou o tempo limitado de bateria! Poderá ter alguma facilidade noutro tipo de obstáculos, e servir como ferramenta para situações especiais que pouco têm a ver com a rapidez, mas está longe de ter a destreza e a polivalência dum humano.
Nenhum destes robots é capaz de socorrer vítimas – consegues imaginar algum deles a carregar uma vítima, verificar ferimentos, desimpedir uma passagem para que as pessoas consigam passar, etc?
Como tal em termos globais um humano continua a ser o mais eficaz para se conseguir inspecionar um edifício.
Nem os robots parecem ter grande resistência a temperaturas elevadas dada a descrição que é feita:
“Inclui também um “escudo” que dispara água não para apagar o fogo, mas para arrefecer o próprio robô e permitir-lhe continuar a operar.”
Isto é a pior coisa que se pode fazer no interior dum edifício em chamas com pessoas por perto sem qualquer proteção – a água no fogo provoca vapor de água a alta temperatura que rapidamente se espalha pelos compartimentos provocando graves queimaduras nas pessoas.
É importante retirar primeiro as pessoas antes de se começar a apagar o fogo. Daí dizer que a rapidez do drone não é sinónimo de melhor segurança. O combate ao fogo tem método e sendo verdade que quanto mais depressa melhor, não se podem saltar etapas. E ao contrário do que pensas os robots não fazer mais rápido as etapas mais críticas
Não me referi exclusivamente aos exemplos de robôs apresentados nas imagens, que penso serem sobretudo meramente ilustrativas e não exactamente os casos reais que poderão ser colocados em prática no terreno.
Existem bons equipamentos com diferentes capacidades e com diversas dimensões, mediante as necessidades de cada situação específica.
Eu nem sequer disse que iriam carregar as pessoas feridas. Mas sim, encaminhar as vítimas encurraladas, quer pelo fumo, quer pelo medo!
Mas, tudo é possível, haja melhorias na tecnologia para o concretizar.
Nunca falei que as pessoas, bombeiros e outros, eram dispensáveis nas acções de socorro.
Antes, referi que permitiria evitar que estes socorristas se ferissem ou até perdessem a vida, em situações e condições de grande perigo para um ser humano intervir!
Tudo isto num cenário futurista, ou mesmo actual, recorrendo às tecnologias já disponíveis para o concretizar.
Veja-se o caso das guerras, onde se estão a evitar colocar em perigo de vida os soldados ao executar um ataque no terreno inimigo, com recurso às diversas tecnologias robóticas já disponíveis, até no mercado civil!
Deve dar jeito para apagar incêndios em carros elektros e motas elektras. Não têm que levar com aqueles gases venenosos e se incinerarem é apenas mais uma máquina.
Pois, os veículos a combustão nunca pegam fogo do nada! Nem têm nenhum produto inflamável a bordo. E, nem sequer se avariam!
E, gases venenosos libertam mesmo antes de arderem!
Se calhar quando ardem até serão os menos perigosos.
Pelo menos evitará que libertem mais gases posteriormente ao incêndio terminado! O que sempre será uma vantagem para o ambiente 😀