Cyberbullying – O que é? Como Combater?

O mundo da tecnologia, tal como tudo tem o seu lado bom, e o seu lado mau. E os serviços que nos põe à disposição podem, facilmente, aliciar para criticarmos e humilharmos o outro.

Este tipo de comportamento é o que hoje se chama de CyberBullying. Cyber por acontecer num meio tecnológico. Bullying foi um conceito que apareceu recentemente, mas o comportamento que nele está adjacente sempre existiu, nomeadamente nas escolas.

Segundo a psicóloga Ana Tomás Almeida, o Bullying ocorre “quando se pensa existir perseguição e humilhação prolongada por parte de uma ou mais pessoas que se servem do seu poder para intimidar outro mais fraco que passa a ser vitima num relacionamento em que, precisamente o poder e a desigualdade dificultam que a ultima se proteja.”

cyberbully

No entanto, com o aparecimento e uso das tecnologias, nomeadamente das redes sociais da Internet, apareceu o Cyberbullying, onde os agressores aproveitavam, por exemplo, as fotos das vítimas para difamarem a sua imagem, ou o e-mail do msn.

Cyberbullying é, segundo Belsey, o uso e difusão de uma informação para fins difamatórios, em formato electrónico, através de meios de comunicação como e-mail, SMS, MSN ou Rede Sociais (FaceBook, HI5, etc), em plataformas electrónicas, de difusão de conteúdos, onde um individuo ou grupo pretendem, de forma deliberada e repetida, causar mal estar a outro.

A grande diferença do Bullying para o Cyberbullying é que neste, o agressor vale-se das tecnologias para se manter no anonimato.

É importante que pais, professores a amigos da vítima de Bullying e Cyberbullying estejam atentos aos sinais desta agressão, tais como:

  • Isolamento;
  • Decréscimo no rendimento académico ou profissional ou aumento das horas de estudo [atenção virada para uma tarefa];
  • Não querer estar com amigos e colegas
  • Não querer sair de casa
  • Não atender o telefone
  • Outros.

3_bully

Existem medidas que se podem realizar para combater este tipo de agressão. Ao mais pequeno sinal de Cyberbullying, é bom que as tenhamos em mente:

Reportar a Agressão

Em vários sites e redes sociais, há a opção de “Reportar Abuso”, que serve para comunicarmos que algo naquele local não está a funcionar conforme os termos e regras estabelecidos, ou alguma informação e conteúdo é difamatória.

Coloque o Computador num local comum

O simples facto de o Computador estar num local onde toda a gente passa, previne que muitas vezes se deixe que os agressores vão mais longe. Principalmente em crianças, que são mais inocentes e não têm tantas defesas, assim sempre podem ter um adulto por perto a verificar o que se passa online. E caso suceda algo, deve-se conversar com a criança e explicar-lhe que ela não tem o direito de ser humilhada e agredida.

Não partilhar dados pessoais

Apesar de ser algo se já se devia saber, ainda há quem partilhe dados pessoais, como fotos e nº de telemóvel à disposição no Facebook, e isso facilita a vida aos agressores.

Guardar as mensagens de Cyberbullying

Podem não ser muito agradáveis de ler, mas são uma prova caso o assunto se torne mais problemático e necessite da intervenção de entidades especializadas.

Mude de e-mail

Quando sentir que estão a usar o seu e-mail em sites, mude-o. Isto aplica-se também a passwords, contas de redes sociais, etc..

Fontes:

O que é o Cyberbullying?

Bullying no Mundo Real e Virtual

O Cyberbullying





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60 Comentários

  1. bocas da net nao chegam aos meus ouvidos.
    axo que há um provérbio assim

    • yep.
      Já a minha avó dizia isso no tempo dela.

      A sabedoria popular lá tem a sua razão :)

      • Meu jovem não entendi direito o seu comentário, mas vou da a resposta do jeito que entendi… Filho devemos respeitar o espaço dos outros se n a coisa desanda como aconteceu alguns casos que n só envolveu a vida da pessoa que tomo as agressões( bullying ) como a vida daquele individuo que não tinha nada a ver com a historia… Não sou a favor disso ate repugnei quando ouvi o noticiário, mas alguém (o agressor) formou aquela ideia na cabeça do individuo.

    • as bocas de bullying não e premetido

  2. Excelente artigo Marisa. Depois de nestas semanas terem sido divulgados alguns estudos sobre este assunto e outros relacionados, eis que temos aqui artigo com um tema bastante interessante para discussão.
    Vamos ver a opinião dos nossos leitores.

  3. Normalmente que é “Bravo” atrás das tecnologias é um cobarde na vida Real…. levar uns tabefes de seguida deixa logo de ser “valente”

  4. Ora mais uma vez um excelente artigo Marisa, parabéns!

    Relativamente a estes pontos:
    “Coloque o Computador num local comum”
    Hoje em dia toda a gente tem um portátil e tem uma mesa no seu próprio quarto onde pode estar a vontade a falar com os seus amigos e não amigos no messenger.

    “Não partilhar dados pessoais”
    Acabamos sempre por partilhar dados com alguém, até mesmo com aquela pessoa que apenas conhecemos da Internet mas que nós parece de confiança.

    Infelizmente não levar este tipo de bullying a serio para certas pessoas é muito difícil, acaba por afectar de alguma forma a pessoa que o sofre.

    Cumprimentos

  5. Olha, este artigo fala do Afriend, applelover e do Bonus.
    Coitadinhos deles, descriminados pelos mundos de fantasia em que vivem :-(

    • Coitadinho de ti miúdo… deves pensar que tenho a tua idade.

      @Marisa Pinto

      Parabéns pelo artigo mais uma vez, está excelente e foca um dos assuntos que ando a trabalhar em conjunto com algumas psicologas num possível projecto que visa em informar nas escolas este assunto que é pouco abordado e que por vezes é de total desconhecimento dos pais que pensam que os filhos estão em casa, estão protegidos, quando de facto podem não estar.

      E quando se fala de bullying, fala-se igualmente de outro tipo de ameaças como pedofilia, e tudo mais, onde na Internet as crianças põem informações vitais que é fácil lhes seguir o rasto e atrair possíveis predadores.

      • Já agora devo acrescentar que cá não sei, mas lá fora ja existem estudos (EUA e UK) onde relatam suicidios por parte de crianças entre os 12 e 15 anos por causa do Bullying via Internet, onde sofriam constantemente ameaças, e outro tipo de humilhações como fotografias expostas, a chamar-lhes de homosexuais, etc.. que por vergonha e depressão, levou alguns ao suicidio.

        Exemplo:
        http://www.thisislondon.co.uk/news/article-23392384-teen-bullied-on-internet-chat-site-commits-suicide.do

        • Muito bem. Troca uns e-mails com a Marisa sobre essa temática.

        • @Pedro Pinto

          Por acaso já tinha falado com a Marisa no IRC assim por alto sobre este assunto, mas quando vir que o projecto tem pernas para andar concerteza que irei dar mais pormenores e tocar essa info com a Marisa para divulgação no pplware, se for possível… ;)

          Acho que estas divulgações e sensibilizações são mesmo muito importantes porque muita gente não tem noção do quão perigoso é… e não é só para as crianças, cá em Portugal já houve casos de violações a adolescentes por excesso de informações dadas no Facebook que facilitaram ao agressor, saber o momento certo para o fazer e quando é que ela se encontrava sozinha…etc…

    • 3biz, pois acho que tem muito de ti nesses estigmatizados com armadura tecnológica. Atacam os outros online mas na vida real… vivem escondidos e acobardam-se ao ponto de nem conseguirem olhar nos olhos das pessoas… por falar nisso… olha que este artigo é a tua cara.

      Deves ser uma vitima bullying, nunca havia pensado nisso, mas agora que referiste e tentaste esconder esse cenário… ficou muito mais claro.

      Tens de lutar contra quem te oprime…

      • Por incrivel que pareça hoje tive precisamente essa mesma ideia em relação a ele, e veio mesmo a calhar neste tópico…

        Nem vou acrescentar muito porque tiraste-me as palavras da boca.

  6. “Decréscimo no rendimento académico ou profissional ou aumento das horas de estudo [atenção virada para uma tarefa];”

    Espetacular :D não me querem fazer bullying para ver se eu começo a estudar mais? LOLOL Afinal nem tudo é mau :D “há males que vêm por bem…”

    Pá a 5 anos atrás ninguem sabia o que era o bullying, agora fala-se mais disso que sei lá o quê agora o Cyberbullying? OMG sempre a inventarem problemas para a sociedade novos. As vezes para não sermos vitimas de bullying temos de ter um bocadinho de tino na cabeça e fazer as coisas com cabeça não como eu vejo por ai fora as vezes…

    Para quando o CyberCarJacking? Ou o CyberStalker :D, creio que já existem ninguem se lembrou é de os considerar um problema da sociedade.

    É quase como a himperactividade, considero um problema, eu tinha e ainda tenho mas agora já passa despercebido, no entanto isso não me privou de ter um bom futuro, nunca fui drogado, levava uns chapos se fosse preciso, e actualmente, graças a deus, dei gente, agora os mais novos estão muitas vezes a meio passo de se tornarem toxicodependentes, com a carrada de coisas que lhe põem para dentro.

    Quanto mais atenção damos a um problema social pior, na minha opinião.

    • PS. com isto não quero dizer que não acredito no bulling, mas que se exagera muito sim exagera-se, mas há casos e casos…

    • Atenção, o facto de se terem adoptados esses nomes recentemente, não significa que sejam problemas actuais…

      Não deves mesmo ter noção de como as coisas andam e como podem ficar se não se tomam medidas preventivas ;)

      Já agora, Hiperatividade… desculpa a correcção mas já pareces o ultimo “sketch” do bondage! :D

      http://www.youtube.com/watch?v=JW4CVdkRpS4

    • Hiperactividade é uma maneira catita de se chamar a miudos irrequietos e mal educados! Autoridade e uns bons tabefes deixam a activdade passar de Jumbo para Mercearia da D. Maria. (e falo com conhecimento de causa!)

      • Pedro,

        Hiperactividade é um problema sério e nada tem a ver com má educação.
        Acho que não tens nenhum conhecimento acerca do assunto e estás a confundir mesmo com crianças mal educadas ou irriquietas, porque crianças hiperactivas, são crianças que no seu cognitivo, o mundo passa lentamente que têm que se mover rápido.
        São crianças que têm dificuldade, por isso, na relação com os outros e na aprendizagem. E acho que, tal como todas as patologias, deve ser respeitada e compreendida.

        • O conhecimento que tenho é de um primo mais novo, acho que com 9 anos. Tem os pais divorciados e vive com a mãe (que enfim… se ela não tem educação como é que a criança irá de ter?!). Pois ele toma uns medicamentos quaisqueres (umas drogas que o deixam (deixavam no inicio) atordoado) e foi passar uma semana com a minha irmã… ela não acredita que ele sofra de hiperactividade e decidiu não lhe dar os medicamentos. No primeiro dia, ainda sob o efeito dos medicamentos o rui (meu primo) estava a fazer uma “festa” desgraçada de exigências… A minha irmã chegou-lhe a roupa ao pelo e, claro passou um tempo a chorar; depois acalmou (em todos os sentidos).
          Só vos posso garantir que nos primeiros dias ele deixava sair a comida pelo prato, entornava tudo, batia no pc quando perdia um jogo, não parava quieto, comportava-se como um selvagenzinho… No fim da estadia parecia um “senhor”, digo, uma criança normal de 9 anos.
          Chegando ao Pai e/ou à Mãe voltou a ser um animalzinho.
          É este caso que me faz acreditar que não existe hiperactividade mas má educação ou então foi lhe admnistrado precipitadamente (com tantas idas a medicos, não me parece!)
          Quanto a rendimento escolar, começa a ficar cada vez pior. Mas, um domingo, em que tivemos todos juntos o Rui não queria fazer um trabalho que tinha de entregar na escola. A minha irmã (novamente) sentou-se ao seu lado e disse que o ajudava. Ele começou a mexer-se no banco e a chorar a dizer que não conseguia concentrar-se (aquelas figuras que nos deixam a nos proprios embaraçados), mais uma vez com a roupa chegadinha ao pelo, o Rui ganhou concentração e calma.

          Sem mais,
          Pedro F.

        • Concordo plenamente com o Pedro F. O problema é que os psicólogos criam estes ditos “problemas” porque obviamente sem consultas de “tratamento” não há dinheiro.
          É uma ingenuidade as pessoas pensarem que levar os miúdos a um psicólogo vai resolver a situação.

        • Pedro F.

          É mesmo um excelente exemplo e compreendo perfeitamente o comentário. Mas atenção, não convem confundir maus diagonosticos com problemas que existem. Esse, pelo que dá para perceber é mesmo um caso de “má educação” que gera uma certa revolta na criança e não propriamente hiperactividade.

          Mas há mesmo casos de hiperactividade em que as crianças nem são mal educadas, mas simplesmente não conseguem parar quietas, e até se nota muito quando por exemplo estão sentadas, ou a ver um filme, ou a comer, não param quietas com as pernas… têm que estar sempre a mexer-se, e por ter esse excesso de energia, raramente conseguem dormir direito o que lhes provoca um certo grau de “irritação” por essa privação do sono.

          É tudo uma questão de diagonosticos, e esse provavelmente foi mal feito…

          Hiperactividade existe de facto, mas infelizmente é usada como desculpa maior parte das vezes de forma errada ;)

          Neste vossa “discussão” acho que ambos estão correctos.

        • @Marisa

          Hoje em dia, basta uma criança ser um pouco mais irrequieta para os médicos a catalogarem logo de hiperactiva e a começarem a medicar. Isto é uma realidade que vejo com frequência na minha profissão. Há muito hiperactivo por aí diagnosticado cujo único problema é a falta de educação que tem. E desculpa-se tudo aos meninos porque, coitados, não têm culpa de serem assim. E eles aproveitam-se.

          • @cartoon,
            Tens toda a razão.
            Um dos grandes problemas da hiperactividade, é a falta de esclarecimento do conceito e os diagnóticos errados.
            Muitas crianças que necessitam de medidas educativas ou outros, estão a ser medicadas para algo de que não sofrem. E depois isso faz com que o conceito e a visão daquilo que é realmente a hiperactividade, seja e esteja distorcido.
            Porque como já foi aqui dito, a hiperactividade é algo que existe, é grave e engloba muito mais que inquietude e irritação. É um problema psicológico que traz como consequência, problemas sociais, comportamentais, etc.. E a criança não tem noção de que está errada. Não são uns “tabefes” que resolvem, mas sim um acompanhamento psicológico, fármacos que atenuam e tratam.

  7. Por acaso já tive uma situação destas. Uma afilhada minha ficou sem acesso ao MSN dela e outra pessoa fêz-se passar por ela tratando mal os amigos e com conversas porcas para eles. Eu não consegui resolver o problema, mas depois a tal pessoa que lhe tomou o MSN voltou a devolver-lhe o controlo.
    Pensamos que sabemos quem foi, pois essa pessoa enviou-lhe uma musica MP3 e quando a minha afilhada foi abrir o ficheiro deu um erro depois a dita “amiga” voltou a enviar-lhe de novo, pois podia ter sido um erro no envio. Mas o ficheiro que ela lhe enviou pode ter sido um cavalo de troia ou keylogger, que lhe fez desligar o MSN e ela teve que voltar a fazer login.

  8. pois…o roubo de fotos e identidades não acontece apenas com crianças nem apenas tendo por motivo o Cyberbullying muito pelo contrário…um amigo meu avisou uma amiga comum que as suas fotos estavam num perfil de uma espanhola num site de encontros entre adultos sediado em Vancouver Canadá, a minha amiga queixou-se “report abuse” , que as fotos eram suas e tinham sido “roubadas” no seu Hi5, tendo obtido como resposta que tinha de ter o copyright das mesmas…não sei se as leis do Canadá ou dos USA são assim, apenas quero alertar que perante o uso de identidades “fakes” por parte de gente menos escrupulosa ou conscenciosa cada vez temos de ter mais cuidado ao proteger a nossa identidade e pormenores da nossa vida intima e pessoal…

  9. meninos…
    no meu tempo era comer e calar, e o que é que isso fez de nós hoje?….

    a mim parece-me que quanto mais andarmos a defender os garotos menos preparados para a vida eles vão estar!…
    n digo que os deixemos ser massacrados pela vida…, mas considerar tudo o que lhes é 1 ameaça reprovável é demasiado…

    torna-se moda e pior, torna-se a desculpa aceitável do dia a dia…

    chamara-me porco, é bulling..
    na net disseram-me que sou gordo, é cyberbulling
    n quero nem me apetece fazer 1 esforço a ler na escola, é dislexia…
    a professora gritou comigo, abuso de professores…

    o que vale é que a onda sobe e desce.., tal como a analogia à vida.., só que com as modas e manias…,

    • É tudo uma questão de extremos…

      Ser “super protector” também é igualmente um erro que os pais podem fazer.

      Mas há outras coisas que convém se ter em conta… antigamente se andasse uma carrinha branca, com um homem a oferecer rebuçados às crianças, os pais eram alertados e tomavam as devidas precauções… ou então se os filhos ficassem em casa dizia-se “Não abras a porta a ninguém..” ou… “não fales com estranhos” …

      Hoje em dia com a Internet, deve-se ter igualmente todo o cuidado e fazer os pais acompanhar esta evolução.

      Mas como disse, há meio termo para as coisas, porque tornar-los “flores de estufa” também não convém ;)

  10. Quando era puto, estas mariquices eram resolvidas à lapada. Se havia uns gajos a chatear, juntava-se uma “seita” (grupo de amigos) e o assunto era logo resolvido. Agora educam as crianças para o não uso da violência, e o resultado vê-se…
    Até lhe mudam o nome. Bullying…
    Quem não andou em escolas, com gajos de 14 anos na 4ª classe, perfeitos marginais? Se não era a murro, era à pedrada, com um pau, até com a lousa de escrever (muitos não saberão o que isto é), levavam na cornadura. Era desenrascar, meninos. Desenrascar!

  11. Este é um assunto muito sério e que deve ser levado a sério, tantos pelos Pais de agora como para os futuros Pais!

  12. É por estas e por outros que acho que devia haver uma entidade/algo que nos identificasse na Internet, quem não deve não teme. Farto da cobardia de quem se aproveita do anonimato.

  13. Por acaso aqui em casa está toda a gente jovem proibida de criar blogues ou participar em redes sociais em que divulguem o nome, fotos próprias ou a morada.

    Como é que sei que a proibição é cumprida ? Porque me zango poucas vezes, mas quando isso acontece é a sério.

    Não é tanto uma questão de medo do que lhes possa acontecer alguma coisa. É mais uma questão de privacidade e a noção de que se escreverem qualquer disparate com o nome próprio, dificilmente o conseguem apagar.

    No resto, se escreverem alguma coisa, como um comentário num blogue, que seja aquilo que pudessem/gostassem dizer de viva voz.

    • não sei oque é “gente jovem” para ti mas cuidado com extremos!
      já agora, a gente jovem aí de casa não sofre de bullying pelos amigos por não terem Hi5?

      • Por acaso já tiveram Hi5, mas desistiram. Penso que na escola ninguém os perseguiu por causa disso.

        Quanto ao ciberbullying, tanto quanto eu perceba, implica que se conheça a pessoa que se quer massacrar/ “chagar até mais não”/ intimidar, ou que se explore os seus gostos/pontos fracos que tenha exposto no seu blogue, no Facebook, etc.
        Depois é massacrá-la com emails, comentários no blogue, SMSs, etc. Penso que também não aconteceu nada disso. Agora, se um miúdo se identifica, no seu blogue, no Facebook, Hi5, etc. e expõe excessivamente a sua vida pessoal, fica mais sujeito a isso.

        Tem havido casos muito sérios. Por incrível que pareça já aconteceu a ser mãe e filha a massacrar psicologicamente outra miúda. Penso que nos EUA o bullying começou a ser considerado crime.

        • Exactamente, é que o Bullying não é só praticado por crianças.

          Existem adultos a provocar isso em algumas crianças, como é esse exemplo.

          Nos EUA já é considerado crime e cá em Portugal para lá caminha. Nas escolas se o caso for devidamente identificado pode dar direito a suspensão e deve-se ser igualmente ser apresentada queixa na PSP/GNR.
          Mas ainda existe um longo percurso a correr cá em Portugal no que toca a tecnologias/leis. Porque muitas leis não se aplicam na Internet, devido a lacunas que existem…há muita coisa a ser revista e actualizada na nossa lei.

          • Acredita que cá ainda tem que caminhar muito, tenho um colega de 17 anos que durante o caminho (escola-casa) para casa – junto à escola – foi agredido por outros estudantes(se lhes pode chamar isso). Como se encontra no perimetro de responsabilidade da escola foi feita queixa na escola e na PSP. A escola não pode fazer nada: eles estão dentro da escolaridade obrigatoria (são mais velhos mas reprovaram consecutivamente) mas quase nunca entram na escola.
            A PSP não sei bem porque não pode fazer nada pelo que estes anormais continuam a mal tratar outras pessoas.

          • @Pedro F.

            Um conselho que dou nesses casos é se a escola não tomar as devias medidas, era uma carta muito bem feita pelos pais, ao Ministério da Educação a expor todo o problema, e até mesmo “inventar” que o rendimento escolar dele está a ser prejudicado, etc..e que a escola onde ele anda já foi avisada e nada fez, nem chamou os encarregados à responsabilidade, nem os suspendeu… para tornar a coisa ainda mais feia… Porque cá em Portugal, se não se faz um pouco de “barulho” ninguém nos ouve…isso é certinho direitinho… e varia muito de zona para zona do país…. no interior são mais brandos, nas zonas das grandes cidades existe uma voz mais activa até por parte da segurança social, etc… enfim… há mesmo um longo caminho a percorrer, mas o ideal é sempre “fazer barulho”… exigir…

            O que alimenta o Bullying é mesmo o silêncio das vitimas e o sentimento de impunidade, que sabem que podem fazer que nada lhes acontece.

  14. QUE RAIO SE FALA AQUI? E POIS E TAL…TAMBEM QUERO.

  15. bem é algo preocupante crianças que sofrem de bullying hoje em dia mas torna-se pior porque com as tecnologias o bullying torna-se uma atitude continuada,mas o bullying apenas é um resultado de as crianças maldades destas, contudo é preciso notar que não são só crianças que sofrem deste tipo de problemas mas também adolescentes. boas ferias marrise

  16. Sinceramente o aparecimento destes “problemas” deve-se somente à necessidade que alguns psicólogos têm para arranjar mais uma área de estudo, leia-se emprego, porque este tipo de situações sempre existiu, e o facto de tratarmos as crianças como reis e senhores gera os casos vistos na comunicação social do mau comportamento dos infantes. Não se pode bater porque os meninos ficam traumatizados. Realmente é preferível serem os meninos a bater nos pais. Isto passa tudo por uma educação de respeito em casa. Assim automaticamente as crianças aprenderão a viver melhor em sociedade. O facto de serem elas quem manda em casa dá-lhes a ideia que podem mandar nos outros locais também…

    • É claro que isso passará bastante por uma alteração dos hábitos de trabalho e da tensão com que se vive no dia-a-dia. Há noite os pais já não têm pachorra para educar os filhos e é tão mais fácil fazer-se-lhes as vontades.

    • Olá Diogo,
      Sou Licenciada em Psicologia e não sei qual o problema de se “bater” nas crianças.
      As palmadas são reforços negativos/punições para o desaparecimento de certos estimulos. Isto é, quando a criança faz algo que não está correcto, é avisada. Se o faz novamente terá que ser aplicada, na hora (e não passado 2 ou 3 horas), uma punição para que a criança perceba que agiu mal e aquele não é o comportamento adequado.
      se essa punição é uma palmada, uma chapada.. não há qualquer problema, desde que não se parta para violência doméstica, como também existe..
      Agora, estes problemas existem, não são em populações gerais, mas sim nalgumas crianças, nalgumas idades, nalgumas mentalidades, e não são para psicólogos arranjarem emprego.
      O papel dos psicólogos neste âmbito é fornecer estratégicas, por exemplo, de um bom uso de internet, promover a auto-estima da vitima, e, caso suceda, estabelecer uma terapia com os pais e a criança para equilibrar a homeostase familiar, para se perceber quais os direitos e deveres de quem em “casa”.

      Isto foi um pequeno rascunho, talvez para elucidar alguma ideias que estão incorrectas, mas é natural :)

      • Olá Marisa,
        eu nunca disse que os psicólogos eram contra os reforços negativos, até porque eu tive psicologia e essa era uma das matérias leccionadas, era dada juntamente com os reforços positivos. Eu simplesmente acho que o “trabalho” que os psicólogos fazem nessa área é absolutamente dispensável se os pais começarem a ter mais consciência de que são pais, e derem o apoio necessário aos filhos nessas situações em vez de delegarem essa tarefa para um estranho ao ceio familiar simplesmente por falta de paciência. Passa também por aí ser um bom pai ou mãe.

        Espero ter esclarecido o seu equívoco.

        • Diogo,
          Eu não estava equivocada

          Só mais uma coisa. Um Psicólogo não é um estranho, é um profissional. É alguém a quem se recorre quando não se consegue resolver os problemas familiares, dependendo depois da àrea do Psicólogo. E é por ser uma pessoa não comum à família, que mais hipóteses tem de ser sucedido nos seus objectivos. Mais facilmente nos abrimos a quem não conhecemos que aos nossos pais, porque já os conhecemos e já sabemos que nos vão julgar entre outros..

          • Peço desculpa, mas para mim uma pessoa não comum à família é um estranho.
            E isso de não ser um estranho mas sim um profissional, é uma afirmação um pouco esquisita. Penso que continua equivocada mas não sei como lhe explicar. Quanto ao facto de nos abrirmos mais facilmente com estranhos não é de todo verdade. É para isso que servem os amigos e familiares. Pelo menos eu vejo-os como pessoas que estão sempre ao meu lado para me apoiar.
            Acho que não se deve partilhar nada da nossa vida pessoal a quem não se conhece.

      • E eu a pensar que como somos seres homeotermicos e osmoregulantes a nossa homeostasia não dependia de um psicólogo.
        (Desculpem mas não resisti, tava a estudar biologia – regulaçãos nos seres vivos – onde se usa este termo (homeostasia) e saiu isto (a)

    • Muitos dos maus habitos que as crianças adquirem, é quase sempre por culpa dos pais, com a educação péssima que dão…

      Habituam desde cedo os filhos a serem chantagistas, ou seja, “se te portas bem, levas um brinquedo” … ou seja, eles portam-se bem apenas para ganhar o prémio.

      Penso que não é só nas crianças que deve ser dada uma chamada de atenção mas sim também aos país. Hoje em dia quando são chamadas às escolas porque se portaram mal, os pais ainda se atiram para cima dos professores, em vez de ouvirem e aplicarem educação aos filhos, e o que acontece é que os filhos ao verem aquilo, sentem-se protegidos e “motivados” para continuar o mau comportamento.

      Há cada vez mais um longo caminho a percorrer no que toca a educação, mas não pensem de longe que os problemas estão nas crianças, porque eles são um reflexo daquilo que aprendem, quer seja para o bem, quer seja para o mal. E dar tudo aos filhos, não é dar educação, que é o que muitos pais hoje em dia pensam. ;)

      • Nem mais. O mau comportamento das crianças advém do mau comportamento que os pais demonstram em relação à educação que dão aos filhos.

        • Aí está Diogo! Já falei noutro post e volto a repetir que vai muito de como a educação e o caráter dessa criança(e até adultos) foram moldados até então. Existem pragas, mas experimente cuidar bem de uma muda e pessimamente de outra, verá a qualidade do cultivo final.
          Muito raro não, mas serão sempre “Tais pais, tais filhos” senão piores.

  17. Mais um artigo excelente, Marisa. Sou uma grande fã destes teus artigos que abordam mais a psicologia do mundo tecnológico. :)

  18. Maaaaaaaaaaaarisa, me ajude por favor, uma pessoa me ofendeu na rua, das quais algumas pessoas viram, no meu facebook, falei umas verdades a ele, e usei o NOME DELE, não o chinguei, mas falei verdades, usei o NOME DELE MAS NÃO O MARQUEI(TIPO SAIU COMO SE FOSSE QUALQUER FULANO COM AQUELE NOME) Me ajuude, posso ser presa por conta disso?? Obs:: Eu coloquei em um dia e 2 dias depoois, eu retirei do face, até pq meu objetivo, era só de minha mensagem chegar até a ele, já que ele não teve a ombridade de escutar, quando me jogou a piada, fiquei com aquilo entaaaaaaaalada =X

    • Olá, antes de mais é preciso ter calma e pensar as coisas de forma racional.
      Pelo que me apercebi, alguém te maltratou e tu foste responder a essa pessoa via Facebook, de forma indirecta.
      É muito pouco provável que sejas presa, ainda para mais se já apagaste, no entanto é também preciso termos em atenção as coisas (a forma) que colocamos online pois muitas vezes pensamos que estamos a fazer bem, e há pessoas que são espertas de tal forma que conseguem virar tudo contra nós.
      Assim, tens sempre a vantagem de algumas pessoas terem visto esses insultos que o sujeito investiu contra ti, se bem que na hora H muitos fogem com o rabinho entre as pernas, sabemos bem como isso funciona…

      Espero que tudo se resolva e quando estiveres chateada, deixa aqui um comentário a dizer tudo o que tens contra a pessoa, só para destressar que nós depois apagamos :)

      às vezes evita que tomemos atitudes mais problematicas.. é que há gente capaz de tudo… ;)

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