Quando começamos a programar em Python, rapidamente encontramos estruturas de dados como listas, dicionários e conjuntos. Mas existe outra estrutura muito importante: os tuplos (tuples).
Os tuplos são semelhantes às listas, permitindo guardar vários valores numa única variável, mas têm uma característica fundamental: são imutáveis. Isto significa que, depois de criados, os seus valores não podem ser alterados.
O que é um tuplo em Python?
Um tuplo é uma coleção ordenada de elementos, definida normalmente utilizando parênteses:
Tal como acontece nas listas, os elementos têm uma posição (índice), começando em 0:
Tuplos vs Listas
A principal diferença entre listas e tuplos é a possibilidade de alteração.
Uma lista pode ser modificada. Num tuplo, essa alteração não é permitida.
Percorrer um tuplo
Como os tuplos são coleções, podemos utilizar ciclos:
Métodos disponíveis
- count()
- index()
- Desempacotar tuplos
Os tuplos são úteis quando queremos guardar dados que não devem ser alterados. Por exemplo, coordenadas, configurações, meses, etc.
Vantagens dos tuplos
Além da segurança contra alterações acidentais, os tuplos apresentam algumas vantagens:
- São normalmente mais rápidos que listas;
- Consomem menos memória;
- Podem ser usados como chaves de dicionários (quando os elementos também são imutáveis);
- Representam melhor dados constantes.
Leia também…
- Python para totós: por onde começar? (Parte V) – Sets
- Python para totós: por onde começar? (Parte IV) – Dicionários
- Python para totós: por onde começar? (Parte III) – Listas
- Python para totós: por onde começar? (Parte II) – Estruturas de Controlo
- Python para totós: por onde começar? (Parte I) – Introdução ao Python