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Pedro Simões

Apaixonado por tecnologia, encontro no Pplware a forma ideal de mostrar aos outros os meus conhecimentos e de partilhar tudo o que me interessa neste intrincado universo

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6 Respostas

  1. George Orwell says:

    O melhor enquadramento possível para “Heroes”, a música muito bem seleccionada pelo Pplware, é o filme alemão “Christiane F” ou “Wir Kinder vom Bahnhof Zoo” título original do livro e filme, que num rasgo de oportunidade captou Bowie cantando-a num concerto em Berlim, para delírio dos protagonistas do filme e demais assistentes incluindo as plateias cinematográficas. De tal forma que “Heroes” nesse filme não se associava a quaisquer actos de heroísmo ou bravura mas sim a consumidores de um determinado produto refinado que tem por matéria-prima umas papoilas palpitantes ao vento que sopra nos vales do tão assediado país dos taliban, uma tragédia moderna para um sonho de heroína num dia de verão.

    Na verdade, nenhum livro e filme traduz tão bem tal tragédia quanto “Christiane F” ao retratar as deambulações alucinogénicas de uma casal muito jovem de namorados, um filme obrigatório que, pedagogicamente, talvez devesse ser exibido nas escolas.

    É que, tal tentação já ultrapassou os cantos das esquinas e os vãos de escada para se centrar na indústria farmacêutica de analgésicos e na sua forma mais aditiva, a qual deveria estar restrita aos cuidados paliativos nas doenças terminais, mas a cumplicidade de médicos, farmacêuticos e até veterinários “amigos”, elevou-a ao estatuto de “casus belli” para uma “guerra do ópio” americana que já custou cerca de 200.000 vidas, mais do triplo do que a guerra do Vietname, tendo por vítima mais conhecida e recente o cantautor Prince, guerra que já motivou processos judiciais quando, num belo dia, “mayors” e governadores descobriram que uma parte significativa dos seus cidadãos, mesmo sem dores físicas, já tinham a adição do analgésico.

    Mas “Heroes” viria assumir-se por uma causa mais heróica, foi considerado a banda sonora precursora da queda do muro de Berlim, e por esta lírica :
    “Eu, eu serei o Rei / E tu, tu serás a Rainha / Sem que nada nos possa separar / Nós podemos ser heróis só por um dia / Nós podemos ser nós por um dia ”.

    E “Christiane F.” não é o único filme em que a música de Bowie brilha. Acompanhado pela banda de Pat Metheny cantou o tema inesquecível “This is not America” para um outro filme além de “Absolute Beginers” nome de filme e tema. Aliás, estrelou como actor em “Feliz Natal Mr. Lawrence”, filme este abrilhantado pela música de um outro gigante, o japonês Ryuichi Sakamoto.

    Para a história ficou aquele momento no “Live Aid” em que fez o dueto mais “live” e global de sempre com Mick Jagger cantando o clássico “Dancing in the Street”, um património imaterial que uniu o mundo no combate à fome, um momento incontornável dos anos oitenta. Verdadeiros “Heroes”.

    • Hefesto,o Grande says:

      “um filme obrigatório que,pedagogicamente,talvez devesse ser exibido nas escolas.”—»Você deve estar é a delirar !! Já não basta o mau gosto quer do livro quer do filme quanto à temática em que se envolve,ainda você o sugere que o exiba nas escolas !! Deixe mas é o pessoal em paz,já não basta as preocupações que os adolescentes têm e dão hoje em dia aos pais !! Tenha dó,santa paciência !!

      • George Orwell says:

        Se o filme fosse assim tão mau não ganharia o Montréal World Film Festival no longínquo Canadá e o Golden Screen da Alemanha, ambos de 1981, nem dispunha de um classificação de 7.6 no IMDB, site onde se pode constatar igualmente revistas muito positivas, ainda mais de valorizar quando se trata de um filme não americano. Nem David Bowie aceitaria colaborar num projecto cinematográfico tão mau como aquele que nos descreve sem contudo se dignar a nos esclarecer das razões, para além do seu subjectivo gosto, que até lhe dá para uma provocazita “ad hominen” típica da falta de melhor argumentação.
        Quanto à sua exibição nas escolas, certamente que já foi exibido em muitas escolas alemãs e até em algumas portuguesas. Creio que serviria de alerta e, como tal, até salvaria algumas vidas. Na Alemanha há relatos do efeito preventivo e pedagógico do filme. A ignorância do tema, essa sim, é perniciosa e má conselheira.

  2. George Orwell says:

    Se o filme fosse assim tão mau não ganharia o Montréal World Film Festival no longínquo Canadá ou o Golden Screen da Alemanha, ambos de 1981, nem dispunha de um classificação de 7.6 no IMDB, site onde se pode constatar igualmente revistas muito positivas, ainda mais de valorizar quando se trata de um filme não americano. Nem David Bowie aceitaria colaborar num projecto cinematográfico tão mau como aquele que nos descreve sem contudo se dignar a nos esclarecer das razões, para além do seu subjectivo gosto, que até lhe dá para uma provocaçãozita “ad hominen” típica da falta de melhor argumentação.
    Quanto à sua exibição nas escolas, certamente que já foi exibido em muitas escolas alemãs e até em algumas portuguesas. Creio que serviria de alerta e, como tal, até salvaria algumas vidas o que seria suficiente para o justificar. Na Alemanha há relatos do efeito preventivo e pedagógico do filme. A ignorância do tema, essa sim, é perniciosa e má conselheira.

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