A guerra económica e comercial que decorre entre os EUA e a China parece ter agora uma nova movimentação pouco esperada. Desta vez é Tesla, a conhecida fabricante de carros elétricos que assumiu uma posição extremista. Do que foi revelado, a Tesla proibiu componentes chineses em carros dos EUA.
Tesla proibiu componentes da China
A Tesla instruiu formalmente os seus fornecedores para eliminarem componentes produzidos na China dos veículos destinados ao mercado norte-americano. A exigência, noticiada com base em informações veiculadas pela Reuters e pelo Wall Street Journal, sinaliza uma escalada acentuada na crescente “guerra fria” tecnológica e comercial que define a relação entre os Estados Unidos e a China.
Esta diretiva corporativa surge num momento de aumento das preocupações ocidentais relativamente à dependência tecnológica da China. As autoridades têm demonstrado especial alarme após a descoberta de vulnerabilidades críticas em equipamentos chineses na Europa.
Um dos fatores decisivos para esta reavaliação de risco foi a identificação de “kill switches” instalados em autocarros elétricos. Estes são fabricados pela chinesa Yutong e estão em operação na Escandinávia. Este incidente levantou sérias questões de segurança sobre a possibilidade de paralisar infraestruturas de transporte críticas, levando a uma investigação urgente por parte das autoridades dinamarquesas.
Regras para carros elétricos dos EUA
Embora a Tesla não tenha comentado publicamente a sua nova política, a medida reflete uma clara manobra para reduzir a exposição a riscos geopolíticos e assegurar a soberania tecnológica dos seus produtos nos EUA, indo além das preocupações tradicionais com a otimização de custos e eficiência logística.
Este movimento força os fornecedores da Tesla a encontrar rapidamente fontes alternativas de semicondutores e outras peças vitais fora da China. Vai levar tambem a uma aceleração o processo de reconfiguração das cadeias globais de fornecimento de peças e materiais no setor automóvel.
A prioridade da Tesla passa agora a ser garantir não somente a funcionalidade destes seus carros elétricos. Foca-se ainda em garantir a segurança e a conformidade geopolítica dos seus veículos no mercado mais sensível do ponto de vista de segurança, os Estados Unidos.