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Investigação da Google mostra tudo! Linux é mais seguro que o Windows ou o macOS

                                    
                                

Fonte: Project Zero - Google

Autor: Pedro Simões


  1. Castro says:

    Isto não é uma análise de segurança, é uma mera estatística sobre os bugs que são investigados pelo projecto. Por outras palavras, nem sequer é uma contabilização de todos os bugs identificados nesses softwares nesse período de tempo. Segundo ponto, os números não são Linux contra Windows ou macOS, já que Microsoft e Apple têm outros softwares também.
    E há também que prestar atenção ao que é dito – certas comparações não têm verdadeira equivalência, por exemplo, Android vs iOS:
    ” this is more a reflection of how Apple ships software. Security updates for “apps” such as iMessage, Facetime, and Safari/WebKit are all shipped as part of the OS updates, so we include those in the analysis of the operating system. On the other hand, security updates for standalone apps on Android happen through the Google Play Store, so they are not included here in this analysis.”

    • Paulo Jaime says:

      Poderá não ser uma análise de segurança. Mas sejamos realistas: Na generalidade os sistemas aplicados em departamentos de defesa, aeroespaciais, NASA, sistemas de mísseis, aviação, navios, submarinos, combóios, sistemas de regulação de tráfego aéreo e terrestre, grandes empresas multinacionais, bancos e muitos governos a nível mundial são administrados por Linux e não por Windows ou MacOsx! Porque será?

      • Castro says:

        Acho que estás a fazer generalizações abusivas! Linux não é a única alternativa que é usada em sistemas desse género! E o uso do Linux prende-se em primeiro lugar com a flexibilidade do sistema poder ser alterado da maneira que a entidade quiser para o uso que quer dar!
        Com isto, não estou a dizer que não existem vantagens no Linux em termos de abordagem à segurança, mas ser Linux não implica mais seguro, até porque qualquer sistema que o “utilizador” não mantenha actualizado tem um risco de segurança – dito de outra forma, a segurança depende das acções do utilizador, e não do título que deste ao sistema!

        • tec says:

          Praticamente não discordo de nada, mas a evidência de que se a maioria dos serviços críticos/importantes usa Linux, essa evidência não pode ser “acaso”, ela decorre de escolhas pensadas por pessoas supostamente bem informadas sobre segurança, fiabilidade, gestão de recursos, etc.
          Outro aspecto que te falta falar é que o facto de o Linux ser Open Source, sendo possível usar uma versão do kernel limpa de blobs, faz com que auditar qualquer módulo do kernel, qualquer função, tudo seja uma questão de recursos humanos e tempo, pois não é preciso autorizações, não é preciso reverse engineering, etc.
          Já em sistemas fechados, há a questão da confiança numa empresa que vende o software, confiança que têm uma política de segurança apertada, que têm um tempo de resposta a falhas que nos pareça aceitável, que tem recursos humanos, etc.
          Ora como sabes bem, isso não é possível medir, não é possível saber, e pior, há bastantes relatos de bug hunter’s que enviam reports para Apple/Microsoft e durante meses os erros continuam sem serem corrigidos.
          Em Open Source, a rapidez com que algo é corrigido e depois propagado via actualizações é muito superior a qualquer empresa fechada.
          Portanto, sim, Linux por si não é sinónimo de segurança, mas todo o modelo em si (Open Source) é bem melhor que qualquer empresa fechada.
          Quem fala no sistema operativo Linux, diz FreeBSD ou OpenBSD por exemplo.

          • Castro says:

            Só que não podes dizer que a maioria dos serviços críticos usa Linux quando há outras soluções para serviços críticos a usar outros sistemas. E sistemas open-source não se resumem ao Linux, tem outras escolhas do mundo Unix.

          • Sincero says:

            Caros comentadores desta notícia… sem qualquer ironia… mas que bela conversa. Sem insultos, orientada à informação e não ao gosto pessoal. Resumiram os pontos essenciais e depois cada leitor pode fazer o seu julgamento. Parabéns.

          • UnhuZpt says:

            Existe uma diferenca do tamanho do mundo entre um sistema proprietario e um em que se pode compilar o kernel para o use case especifico.
            Depois todas as diferencas em termos de harware low level access, implementacao dos protoclos de rede, a seguranca inerente ao OS, etc.
            As grandes empresas usam sistemas de alta performance e seguranca como main frames, red hat enterprise linux, aix, sun os, etc.
            Depois vem a parte do windows e mac para os utilizadores.

        • Paulo Silva says:

          Não são abusivas, são realistas. Investiga então qual a plataforma usada para a grande maioria de servidores a nível global. Provávelmente estás a digitar num telefone de base Linux. Viagem de avião comandado por Windows? Não obrigado! E esse é um dos milhares de milhares de exemplos!

      • factcheck says:

        obvio que nao iam instalar sistemas desktop no tipo de máquinas que estás a falar, mas tambem estás enganado, na verdade a nasa usa maioritariamente QNX (unix based) ou outros sistemas unix based (por vezes linux – kernel sem gnu…) mas no casa da NASA e nos sistemas mais criticos usam QNX talvez maos conhecido por ser a base do Blackberry OS.

      • Lopes says:

        andas redondamente enganado, o linux está presente em muita coisa a nivel de redes e servidores, mas, não em tanto na parte administrativa como pensas como pensas ai continua a ser windows e MACOS,

    • c4s1 says:

      Castro, Paulo, bom dia.

      Uma análise de segurança precisa de ser definido. Este estudo é, na minha opinião, uma análise de segurança.
      Se olharem para o conteúdo do artigo com atenção visualizamos serem contabilizados o número de bugs num determinado período temporal.
      Concordo ser um estudo limitado, no entanto, tínhamos que voltar à definição de análise de segurança.
      O linux tem dado passos largos, especialmente no mundo cloud, apesar de a maioria dos ataques ter início na exploração do utilizador final, como se indica no caso vodafone.
      Penso que a ilação a retirar o artigo é que a comunidade de código aberto é mais rápida a endereçar a correção de bugs e, dessa forma, mantêm menos tempo ativa a exploração desses bugs.

      Um abraço.

      • Castro says:

        Desculpa mas acho que não entendeste o que significam estes números, nem prestaste atenção ao que escrevi. Primeiro os números mencionados não são os bugs de Sistemas Operativos, são bugs associados a determinado grupo [Microsoft e Apple não fazem só Windows e macOS].
        Em segundo lugar, a contabilização que é feita não é de todos os bugs que foram descobertos, são apenas dos bugs descobertos pelo Project Zero. Há muitos mais bugs descobertos por outras entidades no Linux, Windows, Mac, Chrome, Firefox, Safari, etc, etc!
        E uma análise à resposta terá que ter em conta a gravidade de bugs em termos de segurança!

        • Luãh Dias says:

          Essa questão do grupo não diz nada, quem usa Windows/macOS utiliza pelo menos as aplicações que vem de fábrica no sistema operativo, muito pelo contrário, agrupá-las traz um resultado mais realista. Por mais que não houvessem buga no Windows, 100 bugs em um Explorer ou em um Microsoft Edge colocam todos em risco.

  2. Paulo Jaime says:

    Poderá não ser uma análise de segurança. Mas sejamos realistas: Na generalidade os sistemas aplicados em departamentos de defesa, aeroespaciais, NASA, sistemas de mísseis, aviação, navios, submarinos, combóios, sistemas de regulação de tráfego aéreo e terrestre, grandes empresas multinacionais, bancos e muitos governos a nível mundial são administrados por Linux e não por Windows ou MacOsx! Porque será?

    • barts says:

      Essa resposta é simples, não é por ser melhor ou mais seguro conforme se está a tentar passar. é apenas por o linux ter a flexibilidade de poder ser alterado e adptado pelas instituições que o usam. É por ser código aberto, não por qualquer outra razão.

      • Samuel MGor says:

        É mesmo por ser mais seguro que o Windows e MacOS por que é mais difícil de invadir e para instalar qualquer coisa precisas de ter conta root ou sudo.

      • Joao Alves says:

        Então na tua opinião, qual e o mais seguro? Windows? Mac?
        O Linux e usado pela estabilidade do kernel, por ser Open source logo pode ser personalizado a medida da empresa, e mais seguro e menos propensos a bugs .
        Não e só pela flexibilidade . Desengana te

        • LarilasOS says:

          Por ser de código aberto, eu se perceber de programação, posso pegar no código, ver as brechas de segurança e com isso fazer um virus pra mandar os servidores Linux c’us porcos MUAHAHAHAHA….Já no Windows ou no MacOS…ups…não tenho acesso ao código…oh bolas!

      • UnhuZpt says:

        Voce claramente nao sabe do que fala

  3. Cláudio E. says:

    A minha experiência parece confirmar o estudo. Tenho a meu cargo a administração de vários serviços que funcionam sob uma stack suportada por Linux (mais especificamente Ubuntu Server) e até ao momento nunca tive um problema de segurança mesmo tendo centenas de milhar de tentativas de ataque registadas todas as semanas a estes serviços nas nossas soluções de segurança (geralmente bots a fazerem pesquisas de vulnerabilidades ou tentativas de autenticação por força bruta).

    Como o sistema aplica as atualizações de segurança automoticamente sem necessidade de reboots, temos uma taxa de SLA anual mesmo muito bom. No limite podemos apenas ter que fazer um reboot a cada 5 anos quando passamos de uma LTS para outra, num processo que geralmente não costuma ter qualquer problema.

    Como as aplicações web estão subdivididas em contentores o processo de atualização de cada serviço é independente e incrivelmente ágil.

    Utilizo também o Linux há mais de 15 anos como sistema operativo de desktop e nunca tive qualquer problema de segurança. Tendo contacto tanto com Windows como com o OSX (como sistemas guest do Linux – porque as nossas soluções têm de funcionar em ambiente heterogêneos para os quais temos de fazer testes), posso dizer que sou muito mais produtivo no Linux. O meu ambiente é altamente personalizado e adaptado às minhas necessidades, o que me permite ser incrivelmente ágil a executar as minhas tarefas. A obrigatoriedade de utilização da linha de comandos é um mito, mas para um power user a potencialidades da sua inclusão nos fluxos de trabalho permitem fazer coisas muito interessantes e de forma muito ágil (criar cadeias de informação entre aplicações em que basicamente programamos com praticamente todas as aplicações disponíveis no sistema é algo simplesmente fantástico e que neste momento já se começa também a ver nos outros sistemas operativos).

    Sim, tem uma curva de aprendizagem, mas isto é algo comum a todos os sistemas. Como o meu contacto com o Windows tem sido muito reduzido nos últimos anos, sempre que tenho de interagir com o sistema, sinto essa mesma curva de aprendizagem (que, eventualmente, será mais achatada para os utilizadores que acompanham cada transição do Windows). Sinto que a Microsoft continua a esconder cada vez mais as opções avançadas para que as pessoas se habituem a utilizar cada vez mais as predefinições (o que é compreensível para simplificar a gestão e atualização do produto, mas que introduz barreiras adicionais quando precisamos de fazer algo mais avançado de forma mais ágil).

    • Luis Borges says:

      Ate que enfim, um comentario realmente informado. Parabens pela “coragem” de falar com experiencia propria. Eu normalmente nao me atrevo a mostrar e falar sobre a minha experiencia. Na net ha imensos “especialistas” em… comentarios. E sinceramente, os porcos preferem bolotas a perolas. Para que um SysAdmin falar da sua experiencia para depois ouvir “bocas” de um “curioso”. Por isso, mais uma vez, obrigado.
      So numa nota/piada: e quando queremos fazer ls no cmd e da’ erro? “Ah… isto tem uma coisa que se chama powershell que imita o linux! fixe! vou ja mudar! ” 😀

    • UnhuZpt says:

      Afirmar isto e tipico do sysadmin que nem sabe se foi comprometido ou nao.
      Entao essa da linha de comando…. mas algum sysadmin que se preze instala o ambiente grafico?

      • Cláudio E. says:

        “Afirmar isto e tipico do sysadmin que nem sabe se foi comprometido ou nao.”: Com os sistemas todos de monitorização ativa e passiva (verificação de integridade dos ficheiros das aplicações em produção, monitorização das comunicações, registos de acesso e de comandos executados, etc.), um sysadmin não poderia chamar-se administrador de sistemas de não soubesse exatamente o que se passa com os seus servidores.

        “mas algum sysadmin que se preze instala o ambiente grafico?”: apesar de não ser a situação mais comum (principalmente em servidores hospedeiros), existem muitos motivos válidos para existir um ambiente gráfico instalado num servidor (ainda que no nosso caso estejam em contentores isolados) nomeadamente para fazer testes funcionais e de integração, testes automáticos de acessibilidade e usabilidade, capturas de ecrã, etc., situações em que é necessário um ambiente gráfico virtual para carregar um browser completo e executar os testes necessários. De qualquer modo não é comum um administrador de sistemas ter de utilizar um ambiente gráfico no servidor para administrar o servidor (pessoalmente nem gosto dos serviços de configuração webbased).

  4. Clemilton says:

    A matéria já começa com um erro clássico. Linux não é sistema operacional. Linux é núcleo. Sistema operacional é um conjunto de software, system utilities, etc, etc. Existem vários sistemas operacionais, que utilizam-se do núcleo Linux, Android, Red hat, Oracle, Debian, Slackware, Arch, etc.

    • Vítor M. says:

      Oh… Esquece lá isso. Para esse peditório já demos. E é sabido que “Linux é um termo popularmente empregue para se referir a sistemas operativos que utilizam o Kernel Linux.”. Portanto, percebo o que dizes, mas já não estamos nesse registo 😉

      Portanto, se queres ir para o purismo, temos de debater mais lá atrás, em 2005… 2006 😉 https://pplware.sapo.pt/category/linux/page/172/

      Bom domingo.

    • Samuel MGor says:

      E Windows não é Windows mas sim MS-DOS!! Portanto estamos todos errados.

      • LarilasOS says:

        Hum…então e empresas que usam Windows server e active directory, exchange, SQL server…etc… também é MSDOS?

        • UnhuZpt says:

          Proponho que va estudar o assunto, msdos e ntkernel.

          • LarilasOS says:

            Oh, vou estudar sobre isso pra quê mesmo? Não é que seja ignorante ou que o queira ser mas…na vida quotidiana, no mundo real isso serve pra quê mesmo? Pro advogado que acaba um dia de trabalho e apetece-lhe jogar um pouco…pra um professor de Inglês ou Português que só precise de algumas tarefas pra que precisam de “estudar o assunto” ?
            Tabem, eu vou ler um pouco sobre isso…mas já vi que isto aqui é tudo “linuxers” e geeks que passam a vida a comPILAr o sistema…pra quê mesmo, eu não sei…o meu frigorífico ainda está a funcionar e ainda tem a versão 6 do kernel…da AEG OS! lololol

  5. José Manuel says:

    Windows x Linux: conheça os mitos e lendas nessa discussão! Por que um sistema operacional gratuito falhou em substituir o Windows e porquê isso não mudará no futuro?
    Quais argumentos fantasiosos os defensores do Linux utilizam para defender esse sistema operacional e/ou criticar o Windows?
    Por que qualquer discussão Windows x Linux no desktop é tecnicamente inútil? https://www.baboo.com.br/…/windows-x-linux-mitos-e-lendas/

    • LarilasOS says:

      Estava a ver vídeos do Diolinux precisamente sobre o tema do que falhou no Linux para ele não estar nos desktops e a conclusão a que chego é esta: se ofereceres um chromebook e um outro pc com Ubuntu por exemplo a um mesmo utilizador…ele vai virar-se para ti e dizer assim: “eu prefiro usar o chromebook”…e porquê? Porque é extremamente simples de usar…no entanto, o ChromeOS é um Linux…ou pelo menos é baseado em Linux! Então, como é que ele consegue usar o ChromeOS mas usar o Ubuntu já é mais complicado? Bom…da mesma forma que todos nós usamos o Android e nem temos ideia que na realidade estamos a correr um Linux por exemplo….

      Portanto, acho que é isso que falta, ou seja, uma empresa pegar na tecnologia Linux e empregá-la numa distribuição extremamente mais simples que um Ubuntu, um PopOS ou um ZorinOS…seria por exemplo um ChromeOS mas com mais umas quantas funções por exemplo….

      Já tenho visto também pessoas a comentar que o Linux é mais customizavel, etc…e eu pergunto…como??? Pra mim é mais fácil personalizar o Windows por exemplo, porque tipo, se quiser mudar as janelas, basta instalar lá um WindowBlinds da Stardock e importar pra lá uma skin e pronto….aliás…a Stardock tem tudo para personalizar…é instalar e esquecer…tal como se instala uma app num Android por exemplo….Já no Linux para “importar” novas skins e instalá-las, é necessário um monte de comandos lá no terminal…e isso para um utilizador que SÓ conhece o modo gráfico é simplesmente doloroso!

      Só pra dar um título de exemplo, e já que falei em Android…quero também dizer que nem todo o Android é personalizavel….eu já usei o “Android One” e aquilo era uma porcaria…não tinha forma de mudar as cores do teclado, não tinha forma de mudar os “Temas”…nada…uma treta…queria gravar áudio, aquilo não trazia um “Gravador de áudio” tinha de estar à pesca na Play Store entre milhentos de programas cheios de publicidade…e quando mudei para a “MiUI” epah, nada a ver…é logo outro campeonato…tenho opções pra tudo…com um só toque, facilmente mudo o aspeto de tudo…portanto é essa a personalização ou a falta dela num Ubuntu ou Mint da vida…ah e tal é possível personalizar…sim, mas ah e tal, tens de passar um dia inteiro de volta daquilo porque não é só clicar no ficheiro “Skin do MacOS.theme” e voilá…

      • Cláudio E. says:

        “Já tenho visto também pessoas a comentar que o Linux é mais customizavel, etc…e eu pergunto…como???”

        Dependendo do ambiente gráfico (e ao contrário do exemplo que deste no Windows) não precisas de instalar nada nem sequer utilizar a linha comandos. Pessoalmente eu adoro o KDE e o nível de personalização que fornece nativamente. Por exemplo, o meu ambiente de trabalho apenas tem a imagem de fundo e utilizando gestos posso controlar grande parte das transições entre janelas, áreas de trabalho, executar ações, etc. De forma nativa tens imensas widgets (meteorologia, notas, informação de hardware, frames de páginas Web. etc.), captura de ecrã (total, parcial, temporizada, etc.), anotações no ecrã, explorador de ficheiros (com suporte para separadores, divisão de janelas, linha de comando integrada, etc.), animações, transições, entre muitas outras coisas… Isto sem ter de instalar nada. “E isso não é lento?” sinceramente não noto qualquer lentidão e no mesmo hardware, acho o Windows muito mais lento.

        “Pois, mas grande parte das aplicações do Windows não funcionam no Linux”. Sim, e apesar de isto ser cada vez menos o caso, isto não é culpa do Linux. No Linux o conceito de pagar por uma aplicação é algo que não integra bem com a filosofia do ecossistema, enquanto no Windows (teoricamente) começas logo a pagar pelo sistema operativo e a partir daí é sempre a somar… Depois quando um utilizador paga por uma aplicação no Windows é normal que seja um utilizador mais exigente e que transporte essa exigência para o Linux, onde a filosofia é best effort (ou seja, o programador faz o melhor que pode em função do tempo que tem disponível).

        Pessoalmente e profissionalmente não sinto falta de qualquer aplicação exclusiva do Windows. Ao nível da administração e de desenvolvimento do backend de aplicações apenas utilizo o VS Code e pouco mais; ao nível de frontend, Firefox, VS Code, Gimp (bitmaps), Inkscape (desenho vetorial), Blender (3D), OBS Studio (captura de vídeo e gravação de aulas), VLC, Libreoffice, e algumas aplicações Web (Squosh, vecta.io, Google Workspace, MS Teams, etc.).

        E antes que digam que alguém diga que o LibreOffice não substitui o Office, eu digo que depende do uso que façam. A título de exemplo, ainda há umas semanas tive de resolver um problema onde foi necessário enviar por e-mail certificados personalizados em anexo e no formato PDF a centenas de utilizadores (a partir dos dados de uma folha de cálculo) e isto foi algo que conseguimos fazer nativamente no LibreOffice em poucos minutos e a custo zero, enquanto para fazermos o mesmo no Office não encontrámos nenhuma solução em que não fossem necessárias ferramentas externas ou desenvolvimento específico.

      • UnhuZpt says:

        A ignorancia nao serve de argumento

      • Paulo Silva says:

        Em termos de customização Linux não sabes do que falas. Eu com o Ubuntu/Mint ponho ele ” vestido ” de qualquer sistema Windows ou Mac que conheças, isto em termos visuais. E depois temos o resto……nada a ver com a personalização do Windows e não tem nada a ver com utilização de linha de comandos. Não fales do que não sabes!

        • LarilasOS says:

          Na verdade é….
          Eu tenho estado a aprender umas coisas de Linux em vários vídeos no Youtubiu…sim…em brasileiro…porque portugueses a fazerem video aulas…tá quiéto….e como na América Latina o Youtube paga mais….brasileiros a fazerem canais é como cogumelos…e pelo que vejo, é de facto muito fácil e rápido personalizar o Linux…bastando pra isso ir ao GitHub e fazer copy do comando e paste no terminal e puff, fêz-se o chocapique…eheheh

    • Cláudio E. says:

      Artigo “um bocadinho” enviesado que tenta reunir num único artigo tudo o que alguém disse de mal sobre o Linux tentando passar por factos o que são, na grande maioria, opiniões. Por exemplo, dizer que as estatísticas de market share de servidores estão deturpadas porque um servidor Linux consegue servir 5000 domínios diferentes, a meu ver, só demonstra as capacidades técnicas do Linux. Dizer que existem muitos servidores Windows a gerar os sites em segundo plano (e que por isso não são contabilizados) atrás de servidores Linux a fazer serviços de cache e de CDN só me leva a questionar porque é que não estão a colocar servidores Windows a fazer o mesmo trabalho (spoiler alert, será que não é tão eficiente ou que os custos finais são mais elevados).

      Depois existem outras coisas, como criticar imenso o opensource mas ter o site a ser servidor por tecnologias opensource… Será que os custos são menores?

      Como referem no final do artigo a própria Microsoft tem mudado a sua postura relativamente ao open-source em geral e ao Linux em particular… E ainda bem. Um ambiente colaborativo é muito mais saudável para podermos encontrar as melhores soluções para os nossos utilizadores.

      Para mim trabalhar com opensource é muito mais inspirador e gratificante porque sinto que estou a honrar o trabalho de outras pessoas e a adicionar valor a uma história que está a ser escrita em colaboração com milhares de outros autores, algo que ficará para o futuro mais do que qualquer outro sistema fechado que tenha desenvolvido (e que, no final da sua vida útil, vai ficar num qualquer backup e acabar por ser destruído)…

    • UnhuZpt says:

      Porque o objectivo nao era substituir o windows.
      Va estudar o assunto.

  6. Progpt says:

    A corrigir acredito que seja mais rápido, a detectar isso já é outra conversa.
    Mesmo assim, isso não quer dizer que seja mais seguro, atenção.

  7. Mário says:

    Alguém me pode dizer se faz favor, se existe alguma distro linux que seja de fácil utilização para quem quer migrar do windows, que durante a instalação reconheça as partições NTFS? -Tenho duas partições. Uma tem o Windows, e outra tem dados que quero manter, como programas, musicas!

    • Cláudio says:

      Praticamente todas as distribuições Linux reconhecem partições NTFS sem problemas. Pessoalmente gosto do Kubuntu porque é uma distribuição tipo “chave na mão” e que não dá problemas nenhuns, mas tens outras coisas mais exóticas se te apetecer experimentar algo diferente. Podes tentar redimensionar as partições NTFS para arranjares espaço para as partições Linux, mas convém fazeres um backup para outro disco antes, na eventualidade de não estares tão familiarizado com a gestão de partições.

      • Mário says:

        Obrigado pela tua resposta!
        Entendi. Mas não deixo de ter receio.
        Não sei como se redimensionam as partições NTFS!
        Não percebo nada de linux.
        Há poucos meses instalei o Zorin OS.
        Tinha uma outra partição com mais de 130 gb de dados. Não sabia que não ia reconhecer essa partição. Perdi tudo. Ainda tentei recuperar. Mas não consegui!
        Fiquei com receio, por causa disso.
        Quero instalar uma distro linux que reconheça essa partição. Pois preciso dela. E que seja parecida como windows!

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