Meta poderá despedir 20% dos colaboradores e a culpa é dos investimentos na IA
A Meta, a empresa-mãe do Facebook e Instagram, poderá reduzir a sua força de trabalho em 20%. Vai despedir estes colaboradores numa tentativa de compensar os investimentos massivos em infraestrutura de IA e novos modelos de linguagem.
Meta poderá despedir 20% dos colaboradores
A era da eficiência na Meta parece ter ganho um novo fôlego, mas desta vez motivada por uma fatura tecnológica pesada. Segundo informações avançadas pela Reuters, a empresa de Mark Zuckerberg estará a planear uma redução drástica que poderá afetar 20% ou mais dos seus cerca de 79 mil funcionários.
Este movimento surge num momento em que os custos operacionais com hardware e centros de dados dedicados à Inteligência Artificial (IA) atingem valores sem precedentes. Fontes próximas do processo indicam que os cargos de liderança já foram instruídos a delinear planos de contenção.
Embora o porta-voz da tecnológica, Andy Stone, tenha classificado estas informações como "relatos especulativos sobre abordagens teóricas", o cenário alinha-se com a estratégia recente de Zuckerberg. Em janeiro, o CEO já tinha dado pistas sobre esta transição, afirmando estar a ver "projetos que costumavam exigir grandes equipas a serem agora realizados por uma única pessoa muito talentosa" com o auxílio de ferramentas de IA.
Compensar investimentos em infraestruturas de IA
O investimento projetado pela Meta em bens de capital para 2026 poderá chegar aos 135 mil milhões de dólares, quase o dobro do valor registado no ano anterior. Este esforço financeiro visa recuperar o terreno perdido após alguns percalços com os modelos Llama 4, incluindo o cancelamento do modelo "Behemoth" e o desempenho abaixo do esperado do novo modelo "Avocado" em testes internos.
Para sustentar esta corrida, a Meta tem também avançado com aquisições estratégicas e pacotes salariais milionários para atrair talentos de topo na área da investigação de IA. No entanto, o mercado não ignora que esta reestruturação segue um padrão de "limpeza" no setor tecnológico, tal como aconteceu recentemente com a Amazon e a Block, onde a automação é utilizada como justificação para estruturas mais leves.
Se este corte de 20% se confirmar, será a redução mais significativa desde o período de 2022-2023, consolidando a ideia de que, no futuro da Meta, o código e o processamento de dados têm prioridade absoluta sobre o volume de recursos humanos.




















No caso da Meta até estão a fazer um favor aos colaboradores.
das poucas que foi bem apanhada, a culpa é dos investimentos na AI.. a culpa não é da AI mas sem redução de custos com ordenados para canalizar investimento em GPUs e LLMs.. não é a AI a roubar empregos mas sim reestruturação das empresas, essa é a realidade em 90% dos casos
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Então mas digam-me uma coisa… se não houver quem consuma, para que precisamos da AI?