Conheça as principais classificações dos Sistemas de Informação
Quando falamos de Sistemas de Informação (SI), é comum surgirem várias formas de classificação. Uma das abordagens mais conhecidas no meio académico é a proposta por James A. O’Brien, autor de referência na área da gestão e tecnologias de informação.
Num mundo cada vez mais orientado a dados, os SI assumem um papel central no funcionamento das organizações. Da simples emissão de uma fatura à definição da estratégia empresarial, tudo depende de sistemas capazes de recolher, processar e transformar dados em informação útil.
Como organiza O’Brien os Sistemas de Informação? A resposta é simples: de acordo com o tipo de suporte que prestam à organização.
1) Sistemas de Suporte às Operações
São os sistemas que asseguram o funcionamento diário da organização. Tratam grandes volumes de dados e garantem que as atividades decorrem sem falhas.
TPS – Transaction Processing Systems
Os Sistemas de Processamento de Transações são a base de qualquer organização digital.
São responsáveis por:
- Registar vendas
- Processar pagamentos
- Controlar stocks
- Gerir salários
Sem TPS, simplesmente não há operação. Por exemplo, um sistema de gestão bancário.
Sistemas de Controlo de Processos
Muito utilizados em ambientes industriais, permitem monitorizar e controlar processos físicos em tempo real.
- Exemplo: sistemas automatizados de produção numa fábrica.
Sistemas de Colaboração Empresarial (ECS)
Focados na comunicação e trabalho em equipa, incluem:
- Plataformas colaborativas (ex. Suite da Google)
- Ferramentas de videoconferência (ex. Teams)
- Sistemas de mensagens corporativas (ex. Slack)
Num mundo cada vez mais híbrido, estes sistemas tornaram-se críticos.
2) Sistemas de Suporte à Gestão
Se os anteriores garantem que a organização funciona, estes garantem que a organização decide bem.
MIS – Management Information Systems
Produzem relatórios periódicos com base nos dados operacionais.
Servem para:
- Acompanhar desempenho (ex. Microsoft Excel, YNAB)
- Apoiar o controlo de gestão (ex. Microsoft Power BI)
- Suportar o planeamento a médio prazo (ex. Notion, Trello)
São muito utilizados por gestores intermédios.
DSS – Decision Support Systems
Aqui entramos num nível mais analítico.
Os DSS permitem:
- Simulação de cenários (ex. Tableau)
- Análise de tendências (ex. IBM SPSS Statistics)
- Apoio a decisões semi-estruturadas (ex. Qlik Sense)
São particularmente úteis quando a decisão não é totalmente rotineira.
EIS – Executive Information Systems
Destinados à gestão de topo, apresentam:
- Indicadores estratégicos (KPIs)
- Informação agregada
- Dashboards intuitivos
O objetivo é simples: permitir decisões rápidas com base em informação consolidada.
3) Sistemas Baseados em Conhecimento
O’Brien também destaca os sistemas que utilizam conhecimento especializado.
Sistemas Especialistas
- Baseados em inteligência artificial
- Simulam o raciocínio de especialistas
- Aplicados em áreas como medicina, finanças ou engenharia
São o embrião do que hoje conhecemos como sistemas inteligentes.
As distinções apresentadas anteriormente, especialmente os Sistemas de Suporte às Operações e os Sistemas de Suporte à Gestão permite perceber como a informação flui dentro de uma organização, desde o registo de uma simples venda até à definição de uma estratégia empresarial.
Num contexto atual, onde dados são um dos ativos mais valiosos, compreender esta classificação ajuda a perceber porque é que os Sistemas de Informação continuam a ser o verdadeiro motor das organizações modernas.






















