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Receber milhares de euros por mês sem trabalhar: como a IA pode permiti-lo

                                    
                                

Autor: Ana Sofia Neto


  1. X says:

    “Com um rendimento assegurado, as pessoas deixariam de trabalhar?” Obviamente que começam a trabalhar ainda mais no que interessa, auto-descoberta, cultura e espiritualidade, ai finalmente começam a despertar para a realidade e começam a perceber que viveram num sistema em que era confundido com a “È a vida.” que os escravizava, depois terão o trabalho de libertar outros das mesmas correntes.

    • Realista says:

      Claro que sim. Basta olhar para o caminho de auto-descoberta, cultura e espiritualidade que certas etnias em Portugal, que recebem um rendimento universal em forma de subsídios, percorrem.

    • Luís says:

      Gosto deste comentário. Acredito também no princípio da automotivação. Penso que, havendo segurança na sobrevivência, o ser humano pode despoletar mais e melhor a sua autenticidade.

  2. Xtremis says:

    Mas o que é que a aiai tem a ver com o rendimento básico universal? Já se falava disso antes.

    Além disso, a aiai ainda não está a dar “lucro”, só investimentos em datacenters, energia e afins, sem que haja um modelo de negócio sólido e que cumpra as estimativas que toda a gente papagueia.

    • Sergio says:

      Já se fala ha muito tempo, mas sem IA é um utopia completa, com IA é uma utopia por agora. A existência do rendimento basico universal tem como principal premissa o alcance da otimização e rendimento numa série de setores. E a IA propõe-se a fazer isso no futuro.

      Em relação aos data centers, energias e afins.. na revolução industrial tambem nao tiveste um investimento e gasto energetico bruto? E hoje não te sabe bem comprar uma tshirt por 9,99€ quando há 50 ano se calhar custava-te 39,99€?
      É assim tão dificil de ver os mesmos princípios adequados aos tempos que vivemos? lol

  3. Max says:

    Não é nada disso.
    Para se receber sem trabalhar tem que se ir para uma empresa de informática, ou, pelo menos uma que não seja de trabalho manual. E qual é a diferença?
    No trabalho manual (não muito exigente, porque o há exigente, como a marcenaria, mecânico, etc) é possível ajustar a quantidade de trabalho à capacidade de trabalho do sujeito (até, nos trabalhos agrícolas, em períodos em que é preciso toda a mão de obra e não chega, como as colheitas, se dizia “O trabalho do menino é pouco, mas quem o perde é que é louco”).
    Mas no trabalho intelectual não é assim – ou se faz ou se atrapalha (dá-se mais trabalho do que aquele que se faz).
    E o que é que acontece? O trabalho intelectual não é tão divisível, nem de perto nem de longe, como o trabalho manual. Quem tiver baixa produtividade (“Produtividade é fazer bem à primeira”, Mira Amaral dixit, sem dar trabalho a quem tem que o rever ou integrar no trabalho coletivo) só atrapalha.
    E o que é que acontece nas empresas de informática, em projetos que vão ser faturadas ao cliente como tendo sido realizado por “três consultores seniores”? Um ou dois fizeram o trabalho e um não fez nada que se aproveite, a menos que, embora passando por trabalho dele, foram os outros que fizeram/corrigiram.
    Agora, vamos lá a ver, com a IA na programação está-se numa situação parecida. Embora um pouco melhor que o “3º elemento”, que não faz, nem sabe (e a maior parte das vezes não quer) fazer nada, a IA faz um trabalho com erros. Por isso há quem não o utilize, pelo trabalho que dá a corrigir preferem fazer eles tudo – veem só o trabalho de programação da IA à procura de ideias, tipo: “Boa ideia! Não me teria lembrado disto!”
    Por isso, eu não vejo as coisas assim – as pessoas deixariam de trabalhar. As pessoas que, supostamente, realizam trabalho intelectual, as que nada fazem continuam a receber sem trabalhar, tal como atualmente, e os outros continuam a ser precisos e a trabalhar.

  4. Leo says:

    Interessante é saber quando o governo aprova a lei da eutanasia para antecipar as herancas! Hoje em dia ter casa so por heranca! Ah pois e!

    • Manuel da Rocha says:

      Pode passar 90 anos, a pagar 80000%, de lucro, para a banca e seguradoras.
      Engraçado é que há por aí 70 milhões, de perfis, que protestam, contra a banca, esquecendo os 983000 milhões, de lucros, das seguradoras, que pagam 1 euro, por cada 450000 milhões, de perdas.

  5. Anónimo77 says:

    O RBI não pode só ser representado por partidos políticos mais esquerdistas, porque é uma ideia liberal, a diferença entre uns e outros, uns defende que o RBI deve substituir os benefícios sociais e o fim da saúde pública e da escola pública, os outros substitui os benefícios sociais, e defende como complemento a saúde pública e a escola pública .

  6. ThinkThank says:

    Esta ideia ou metodologia, como se quiser chamar, não e’ para agora, as pessoas ainda estão a trabalhar, há pleno emprego e a fixação de que as pessoas deixariam de procurar trabalho se recebessem o suficiente para viver ainda e’ prevalecente, embora não tenha pés nem cabeça.
    No entanto, mais cedo do que tarde a IA vai substituindo pessoas e nessa altura muda o chip, porque raio vou procurar trabalho se a IA faz tudo?

    • Profeta says:

      O pessoal esquece-se que a IA nao vai chegar a todas as areas de negocio.

      • Zé Fonseca A. says:

        A curto prazo não

        • Profeta says:

          Ze nao queiras ser mais esperto que os outros. Por acaso padeiros ou pedreiros precisam de IA para alguma coisa ?

          • Fusion says:

            Posso estar a ser muito sci-fi na minha visão, mas acredito que, num futuro, irão existir robots que mimetizem a 100% os movimentos e a agilidade humana, com inteligência artificial, que serão capazes de substituir essas profissões todas.

            Tendo a agilidade humana, o que impede que isso aconteça?

            Aliás, já temos robots, já temos a IA, só falta termos um produto eficaz que junte tudo e seja funcional.

            Quando isso acontecer, o que impede uma empresa de adquirir essas máquinas que podem fazer o trabalho de um homem?

            É moralmente correto? Óbvio que não, mas que será uma realidade, não duvido.

          • Profeta says:

            Fusion quando isso acontecer (duvido que alguma vez aconteca) depois os robots e que vao comercializar os produtos e servicos entre si. Mas isto tambem so prova uma vez mais o reflexo da ganancia dos capitalistas que nunca quizeram saber das pessoas para nada. Apenas lhes pagam um ordenado porque sao obrigados a faze-lo.

  7. Realista says:

    Com 8 biliões de pessoas neste planeta, a consumir recursos desenfreadamente, quando chegarmos a um ponto em que a AI possibilite um Rendimento Básico Universal (RBU), a elite que tiver o poder nessa altura vai-se questionar se realmente precisamos destas pessoas todas. É que com o RBU, há muitas que vão deixar de produzir, limitando-se apenas a gastar os recursos que temos.

    • X says:

      Nos países mais desenvolvidos a natalidade é a mais baixa, se a tendência for dar condições a todos esses tambem vão seguir pelo mesmo caminho de não ter filhos reduzindo a população mundial.
      Tens a questão tambem de consumirem apenas, ao menos não vão para o trabalho dar cabo ainda mais do planeta com deslocações etc.

      • Fusion says:

        Gosto dessa ideia, começar a delegar trabalhos para a IA e deixar naturalmente a população diminuir. Até aqui tudo ok: menos pessoas, menos poluição, mais IA, menos trabalho.

        Sabes qual é o problema? O esquema de pirâmide legal criado há uns anos, chamado Segurança Social, mais concretamente na pasta das reformas.

        Menos gente a trabalhar, menos dinheiro a entrar, mais reformados…

        Como se resolve isso?

        Numa fase transitória, o Estado deveria dar a possibilidade de as pessoas escolherem ou não entrar nesse esquema de pirâmide que é a Segurança Social. Aliás, do meu lado, se me dessem a oportunidade, assinava já por baixo. É que só no meu caso vão todos os meses 900 € (IRS + SS) para eles.

        Acho que, se esse dinheiro ficasse do meu lado, seria mais bem aproveitado para a minha reforma no futuro. Aliás, ao fim de alguns anos até me poderia reformar mais cedo porque tinha capital para isso.

        Mas não, tenho de andar a pagar para outros, para depois eu não ter um chavelho quando chegar lá.

        • X says:

          Pois com esse egoismo não vamos longe, o dinheiro é temporário para cada um e deve servir o bem comum. Já quando as maquinas e a IA começarem a trabalhar á força toda vão produzir vezes mais que um ser humano e pagando impostos temos o suficiente talvez para distribuir para todos terem uma vida digna.

  8. JMarston says:

    IA é uma treta. Só cai quem quer.

  9. A Gonçalves says:

    Quando a IA superar os humanos, faz o que os humanos fizeram às máquinas: sucata para reciclar.

  10. PoPeY says:

    Creio que deveríamos pesquisar por Universo 25 e verificar o que aconteceu!

    • Carlos Santos says:

      Na minha opinião as pessoas vão se insurgir contra a AI e as empresas que gerem AI. As maioria das pessoas que vão perder o empregompor causa da AI vão votar em partidos que regulem a AI. Ninguem quer ver um mundo gerido por poderosas empresas privadas que funciona apenas com AI. isto é uma utopia profunda e não vai funcionar. Metam os robôs e a AI onde é preciso. Onde á fata de mao de obra e explorar planetarias e interestelares. caso contrário ira haver guerras.

  11. JMarston says:

    É comprar Solana e dormir à sombra da bananeira.

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