Pulseira dourada: urgência do Amadora/Sintra usa IA para reduzir o tempo de espera
A urgência do Hospital Fernando Fonseca (Amadora/Sintra) adotou, ontem, um projeto-piloto descrito como inovador. Após a triagem, os utentes recebem uma pulseira dourada e devem responder a um questionário no telemóvel ou num quiosque disponível no serviço. Recorrendo à Inteligência Artificial (IA), a iniciativa procurará reduzir os tempos de espera para doentes triados com pulseiras azul, verde e amarela.
O Hospital Fernando Fonseca, pertencente à Unidade Local de Saúde (ULS) Amadora/Sintra, implementou um projeto-piloto que promete revolucionar o atendimento no seu Serviço de Urgência Geral.
Designada "Via Integrada de Atendimento", a iniciativa utiliza algoritmos clínicos baseados em evidência científica e IA para otimizar o fluxo de doentes triados com as cores azul, verde e amarela.
O principal objetivo é reduzir os tempos de espera em até uma hora, melhorando simultaneamente a precisão do diagnóstico e a experiência global do utente.
O papel da pulseira dourada e da IA no projeto-piloto
O novo modelo funciona através de um processo complementar à Triagem de Manchester: os utentes elegíveis recebem uma pulseira dourada e são convidados a preencher um questionário clínico digital, seja no telemóvel ou em quiosques dedicados, num processo que demora entre 10 a 15 minutos.
🩺 Já tinha ouvido falar da Triagem de Manchester?
Em Portugal, dá-se o nome de Triagem de Manchester ao sistema padronizado de classificação de risco em urgências hospitalares (SNS e alguns privados), usando cores (Vermelho, Laranja, Amarelo, Verde, Azul) por forma a priorizar pacientes por gravidade, não por ordem de chegada.
Em termos gerais, fornece ao profissional não um diagnóstico, mas uma prioridade clínica baseada na identificação de problemas.
Este sistema procura garantir atendimento mais rápido aos casos graves, baseando-se em algoritmos clínicos e tempos-alvo, regulamentado pelo Ministério da Saúde, desde 2015, para uniformizar a qualidade do atendimento.
O Protocolo de Triagem de Manchester foi implementado em novembro de 1994, em Manchester, com o objetivo expresso de estabelecer um consenso entre médicos e enfermeiros do Serviço de Urgência, com vista à criação de normas de triagem baseadas na determinação do risco clínico.
Os dados recolhidos são analisados automaticamente pelo sistema, que gera uma nota clínica estruturada e sugere um plano de tratamento para validação médica.
Desta forma, o novo sistema permite que os doentes sejam encaminhados para exames de diagnóstico ou terapêutica antes mesmo da primeira observação médica presencial, agilizando todo o percurso hospitalar.
Implementação e expansão do projeto-piloto
Sendo a primeira unidade do país a integrar totalmente este modelo de apoio à decisão médica com o software da urgência, a ULS Amadora/Sintra estima que cerca de 85% dos seus utentes possam beneficiar deste circuito, segundo citado pela agência Lusa.
Atualmente, o projeto-piloto funciona entre as 10:00 e as 20:00, mas existe a previsão de alargar este horário até à disponibilidade total de 24 horas, dependendo da avaliação dos resultados obtidos até ao final de janeiro.
Maior urgência de Lisboa é um desafio diário
Esta intervenção é particularmente relevante, uma vez que a ULS Amadora/Sintra gere a maior urgência da Área Metropolitana de Lisboa e a quarta maior a nível nacional, servindo uma população de 570.000 habitantes.
Com uma média diária de 450 atendimentos de adultos - divididos entre o Hospital Fernando Fonseca e o Hospital de Sintra - a unidade enfrenta tempos de espera elevados.
Neste cenário, o investimento tecnológico é crucial para a eficiência do serviço público de saúde.
Imagem: Nano Banana
Neste artigo: hospital, pulseira dourada, urgências

























Quem não chega de ambulância enviada pelo 112 – a única via a utilizar em casos graves e urgentes para ser atendido num hospital público -, é preciso esperar pela triagem. As pulseiras são dadas na triagem. O problema não é a cor das pulseiras em si – qualquer um percebe que há casos mais urgentes e menos urgentes. O problema é chegar-se, dão uma pulseira amarela, pergunta-se o tempo de espera: “Duas horas” … e depois passa a sete.
Reli o post e não está explícito que – a pulseira dourada e o questionário no telemóvel – é adicional à pulseira azul/ verde/ amarela dada na triagem (a laranja e vermelha não tem).
“A pulseira de triagem define a prioridade geral no serviço de urgência, enquanto a dourada ativa o questionário digital e plano gerado por IA para agilizar exames ou tratamentos antes da consulta médica”.
Se conseguir reduzir alguma coisa no tempo de espera e que o doente não piore (ou morra) antes da consulta …
Se for, a usar, os algoritmos, da saúde24 e das enfermeiras, na triagem, vai piorar, ainda mais.
No ano de 2024, em Novembro, surgiu-me uma infecção urinária, grave. No centro de saúde, fizeram o teste, à urina e ao sangue. Confirmaram que podia ser, uma de 5 hipóteses. Papel, para entregar, no hospital, com urgência. Chego lá, entrego, a carta, guardaram, registaram, fui, à triagem, pulseira amarela. 6 horas depois, dores terríveis, fui falar, com o segurança, sugestão ligue para a saúde 24. Foi o que fiz. Depois de meia hora, a tentar, lá me atenderam. Expliquei tudo, omitindo que estava, em espera, no hospital. Dizem-me para ir ao centro de saúde… já fui. Resultados são estes. Então que fosse ao serviço de urgência, do hospital mais próximo, já cá estou. “Então, não posso fazer mais nada, por si.”
Lá fui falar, com a enfermeira, da triagem, mal me viu, branco, levou-me lá para dentro. Antibiótico e 2 horas depois, já tinha feito exames, dores passaram. 15 horas depois, de entrar, fui visto, por um médico, que achou normal, ter dores, “pois esperou, demasiado, tempo para vir, ao médico”. Isto ás 6 da manhã, do dia seguinte… debaixo de chuva, sem carro, sem autocarro, lá fui, a uma farmácia, comprar o xarope e antibiótico. 5 dias, passou tudo. 2 semanas depois, recebo uma mensagem, da saúde24 a dizer que tinha sido, bem atendido e encaminhado, para as urgências…
Viva o SNS
Os liberais resolvem já isso. Acabam com o SNS e depois, oh…. Não tens nenhum. A menos de tenhas pasta para ir ao privado.
Independentemente dos sintomas ( dor na perna, cabeça, tosse, febre, etc…) digam sempre que não conseguem respirar e estão com falta de ar
Podes dizer o que quiseres, se virmos que é treta levas pulseira verde ou azul.
Aliás, até te podes prejudicar, porque vais ser encaminhado para uma área clínica do hospital devido aos teus “sintomas” que pode não ser a correta, é ainda vais esperar mais tempo
Facto é que se uns exageram nos sintomas, há outros, “os que têm receio de incomodar”, que dizem: “Isto não é nada” … mas é, alguma coisa se passa que os levou ao hospital.
Há algum tempo, morreu um homem, sozinho, na urgência, à espera da consulta, depois de ter feito a triagem. Morreu de um enfarte, sem ninguém dar por isso. Era dos que “não queria incomodar”, segundo disse a irmã. Provavelmente na triagem, perguntaram-lhe: “Tem dificuldade em respirar? Tem dores no peito? Tem dificuldade em mexer o braço” e ele terá respondido como sugere a irmã, que lhe doía qualquer coisita. É preferível não omitir nada, mesmo que pareça pouco. É preferível exagerar que omitir.