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Noruega vai desligar emissões de rádio FM


Pedro Pinto é Administrador do site. É licenciado em Engenharia Informática pelo Instituto Politécnico da Guarda (IPG) e obteve o grau de Mestre em Computação Móvel pela mesma Instituição. É administrador de sistemas no Centro de Informática do IPG, docente na área da tecnologia e responsável pela Academia Cisco do IPG.

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  1. Miguel says:

    FM?
    o que é isso??

  2. Belmiro says:

    Muitos países nórdicos abandonaram o DAB, a ideia é boa, a cobertura péssima

  3. JJ says:

    Esquecem-se que em caso de catástrofes a melhor forma de comunicação a distancia continua a ser o radio FM/AM… Se começam a desligar esse sistema, se vier a ser preciso utilizar, vai ser complicado.

    • Nimboos says:

      JJ, estás a falar de rádio difusão? E se sim, porquê que o analógico (FM/AM) continua a ser melhor que o digital (DAB) em caso de catástrofe?

      • Técnico Meo says:

        Melhor em Propagação de sinal melhor, analógico não tem necessidade de ter cpu para descodificar o sinal, ausência de delay, menos electrónica e mais robusta, milhões de equipamentos existentes á mão de semear em caso de catástrofe ou semelhante, etc etc etc. Por exemplo, fonia digital tem um comportamento típico em que ou abre ou não abre de todo o sinal / descodificação. No analógico, por vezes, mesmo já fora do alcance útil do digital, ainda consegues escutar algo no fundo da estática, o que te dá orientações para conseguires orientar melhor a tua antena ou saberes que ali tens sinal, só tens é de procurar melhor posição ou altitude. Em tv digital ok, pois sabe bem ter hd no televisor; agora em rádio comercial que chega a ter utilidade publica é um erro crasso desistir do analógico. Faz lembrar o disparate do siresp em Portugal, milhões para sacos azuis e utilidade do tetra é inútil, uma vez que a maior parte das forças não está a usar o potencial do tetra pois nem os dados estão a usar, somente fonia. Metade das funcionalidades estão fechadas ou por estudar uma vez que o serviço está nas mãos de uma empresa que gere o que se pode ou não fazer / usar, e para ter mais funcionalidades abertas, o estado paga mais. Além do mais era preciso que as forças tivessem formação do que têm nas mãos, o tetra, mas isso não acontece, a maior parte deles não percebe nada do equipamento e muitas vezes usam o telemóvel. Pior do que isso, foi terem subido na frequência; a propagação de sinal reduziu para menos de um terço; obriga a ter uma infraestrutura gigantesca repetidora, sedenta de kilowatts, e devido a ser em UHF a penetração do sinal em zonas florestadas piorou. Uma estrutura com pés de barro em caso de emergência é caminho andado para a desgraça. Aqui ás 4 ou 5 anos, depois de uns bons vendavais e mau tempo, a edp foi abaixo,e atrás dela foi o siresp. Grande utilidade sim senhor. Um sistema digital deve existir, por questões de riqueza em funcionalidades e para dados, mas deverá ser sempre um sistema paralelo e não primário.

        • victor says:

          os telemóveis atuais fazem uso da rádio difusão para emergências. São raramente usadas de fato… Não vejo nenhum problema no DAB. Creio que a rádio analógica deva apenas ser ativada e usada em emergências.

          • Técnico Meo says:

            Uma vez desactivada, cai no esquecimento. Ninguém faz manutenção, é desmantelado e vendido.

            Foi o que aconteceu a todos os retransmissores de onda curta AM recentemente encerrados. O da não é problema, problema é o shutdown.

        • Nimboos says:

          Obrigado Técnico Meo pela resposta. O elevado número de equipamentos analógicos que existem é um ponto muito positivo dos mesmos para situações de catástrofe. No entanto, eu vejo vantagens na difusão de rádio digital.
          Com o sistema digital o áudio é sempre igual independentemente nível de sinal recebido (até um determinado limiar). E na realidade, quando o áudio de sistemas analógicos é quase imperceptível, o áudio via digital contínua inalterado (goo.gl/dFtmHN). O que faz com que seja possível, com digital, continuar a escutar sinais mais fracos (possivelmente mais distantes).
          O sistema digital faz uso de codificações mais robustas, também com utilização de sistemas de códigos detetores e corretores de erros. Ou seja, com grande imunidade a sinais interferentes. A probabilidade de se deixar de ouvir algo é menor no digital.
          Nos recetores digitais costumo ver sistemas “radio on a chip” (RoC) em que basicamente todo o rádio está implementado num chip. O que torna os mesmos muito mais baratos (menos componentes), mais pequenos e com um consumo muito inferior (maior autonomia) que os rádios analógicos. Como usam este “cpu” fazendo uso de processamento digital de sinal, estes recetores digitais têm maior sensibilidade e maior seletividade que os analógicos.
          As modulações digitais têm uma melhor eficiência espectral e energética. O que garante uma transmissão por parte dos emissores com menor potência radiada (face ao analógico).
          Por isso concluo que em digital é possível receber transmissões com melhor qualidade e durante mais tempo, uma vez que este sistema continua a trabalhar num maior número de situações adversas (p.ex. catástrofes).

        • Nimboos says:

          Em relação ao siresp não estou informado. Uma vez que este tipo de sistemas (Tetra) foi feito para ser usado por entidades que necessitam de sistemas bastante fiáveis, quero acreditar que o problema não estará no sistema em si mas talvez na implementação feita cá em Portugal. A falta de formação de quem usa esses equipamentos pode ser uma das razões.
          Os rádios Tetra fazem uso de uma infraestrutura de comunicações como a que é usada nos telemóveis (tipo GSM). Caso os emissões e antenas deixem de funcionar existem viaturas móveis que garantem a continuidade do serviço. Como estas têm geradores, não estão dependentes da edp. Caso a infraestrutura falhe, os rádios têm a capacidade de comunicação ponto a ponto como walkie-talkies. E até funcionam como repetidores entre eles. Ou seja, uma espécie de rede mesh, para fonia ou envio de dados móveis.
          Desta forma, acho que os problemas descritos poderiam não existir se as opções que já existem nos rádios fossem convenientemente utilizadas.

          • Técnico Meo says:

            Tem toda a razão no que disse, mas a rede não está a operar em modo de relay; quando cai a torre, cai tudo. O modo ponto a ponto, está bloqueado. Eu não tenho aversão ao digital, eu uso com muito entusiasmo, mas sempre como gosto complementar; o analógico é aquela redundância que nunca se lhe perde a estima e valor absoluto. A possibilidade do tetra como disse e eu já tinha dito, é imensa, mas como disse e muito bem, em Portugal estas implementações roçam o grotesco, para não dizer outra coisa.

    • j.goncalves says:

      Errado, a maior distância é com ondas curtas.

  4. Seven says:

    Um dia destes ficamos sem nada, sempre com a desculpa de que fica mais caro.
    É pena e é sinal de retrocesso, não de avanço como muitos apregoam.

  5. Joao 2348 says:

    A primeira pergunta é se haverá interesses financeiros envolvidos… tendo em conta os custos envolvidos é dificil não acreditar que existam.
    Realmente em Portugal tal sistema também esteve em testes e foi abandonado, como foi referido na notícia.

    O problema dos sistemas digitais é a qualidade! Como se vê pela televisão digital é muito difícil fazer as coisas bem, em especial quando estas estão na mão de incompetentes que até podem ter muitos títulos académicos e prémios mas depois não percebem nada de aplicação no mundo real com todas as variantes existentes desde os reflexos, à sobreposição de sinais, à variação da propagação do sinal rádio, avarias de emissores, entre outros.

    E falta ainda saber que grandes melhorias traria tal sistema digital de facto… redução de custos? Redução de custos para quem? Para os clientes? Que vão ter de gastar um dinheirão em adaptadores e aparelhos novos? Para as rádios? Que vão ter de comprar aparelhos novos para transmitir o sinal em formato digital? Para a manutenção? Mas alguém acredita que por ser em digital vai exigir menos manutenção? Mas os sistemas digitais não precisam de manutenção? Só se for um novo conceito em que não se repara mas sim substituísse tudo…
    E a qualidade… mesmo que conseguissem colocar o sistema digital a funcionar a 100% sem falhas, o que não acredito! Mas mesmo que sim, vou imaginar que são uns génios, que são espertos, são inteligentes, e por aí em diante e conseguem… a diferença da qualidade estéreo para o digital é assim tão grande que os ouvintes vão notar realmente a diferença?
    O tal sistema DAB vai trazer mais alguma coisa de útil, sei lá… interactividade.. do género, gosta desta música? está farto desta música? O que acha do assunto em debate neste momento… e por aí em diante.

    E como já referiram, em caso de catástrofe o rádio FM/ AM tem mais alcance e mais fiabilidade, e é mais fácil e suponho que barato colocar uma estação nova caso a anterior tenha sido destruído. Embora aqui o DAB pudesse ter uma alternativa que seria o sinal satélite que realmente excepto em caso de explosão rádio solar poderá ser uma alternativa viável.

  6. Luís M says:

    Para isso mais vale limitarem-se às emissões online. Com o dinheiro da instalação da rede digital reforçam a rede celular e sempre tem uma utilização universal.

    • victor says:

      Sim, seria uma boa opção. Obrigavam as operadoras a fornecer uso gratuito da rede para o usuário mas obviamente cobrando um pequeno montante ao emissor para que eles possam ouvir. Poderia funcionar através dos e-sims. Seria uma excelente opção.

  7. Nimboos says:

    Não tenho dúvidas que em Portugal o DAB teve fraca adesão. Não me lembro de tal tecnologia ter sido publicitada por cá, e nunca vi nenhum rádio DAB à venda cá em Portugal durante o período em que a tecnologia esteve ativa (1999 a 2011). Acredito que até existissem por cá desses rádios, mas ao contrário de outras novidades tecnológicas, eu nunca os vi à venda.

  8. Nope says:

    Não é certo.
    2/3 da população está contra.
    Vão começar por uma cidade do norte e depois é progressivo (… se nâo houver muito protestos).

    Em casa já não tenho rádio analógico (AM/FM) “ad seculum seculorum” (há bué da time), mas tenho no carro como toda a gente. Se o Estado me obrigasse a gastar €170 num adaptador DAB passava a radio digital mas era via internet.
    Acho que o DAB é uma tecnologia entalada entre a rádio analógica que toda a gente tem e a rádio digital via internet que cada vez mais pessoas podem ter também no carro. Não vai ter sucesso. Em Portugal já se investiu bastante dinheiro no DAB para nada.

  9. Joao Terra says:

    Para isso existem os dispositivos moveis como o tunein e a net movel

  10. Nuno Mendes says:

    Tenho uma mini-aparelhagem da Phillips que tem DAB e ainda cheguei a ouvir à uns 4 anos atrás salvo erro a RR, no entanto só dava missa e musica classica..
    Notava alguma mais qualidade em relação ao FM mas nada que fosse por ali além para um rádio deste tipo nem se justificava…

  11. Joao Terra says:

    Se for como a recepção da TDT é para esquecer. O melhor sistema e que é o mais eficaz e generalizado por todo o mundo ainda é ter um telemóvel com o aplicativo tunein para ouvir rádio em digital . Não sei se essa tecnologia que o pplware falam irá ter sucesso em portugal

  12. zequinha says:

    Basta um amigo do governo ter uma empresa que quer vender os adaptadores e instalar o sistema no país todo, e ganhar uns milhões e já temos DAB a funcionar. Pode funcionar mal como a TDT, mas o que importa são os milhões.

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