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Mulheres licenciadas em Portugal ganham menos que os homens, mas há exceções

                                    
                                

Autor: Maria Inês Coelho


  1. Ricardo says:

    Engraçado que apenas falam em média salarial para o mesmo trabalho, mas não falam na média de horas a mais que os homens trabalharam para ganharem esses 36% a mais de salário médio.
    Dizer-se que os homens ganham mais para o mesmo trabalho apenas pela média salarial sem contar com o total de horas trabalhadas é uma das maiores falácias que aí anda que o “povinho” aceita sem pensar.
    Digam-me lá onde é que a Mulher ocidental tem, aos dias de hoje, menos direitos que um homem?

    • Rrrrrrr says:

      Isso pode ser verdade, mas não deve ser critério. As pessoas são contratadas para fazer x horas… se por opção própria trabalham mais horas, ou se não conseguem terminar o trabalho nas horas previstas, já é outro tema.

      Agora dizer que para a produção x homens e mulheres têm de jantar o mesmo é errado.

      Deve ganhar mais quem tem melhor performance, resultados e qualidades. Independentemente se é homem ou mulher.

      • RC says:

        assim estás a contradizer-te, se os homens acabam por tabalhar mais então a performance, qualidade resultados etc, dos homens é mais alta. Prefiro pagar mais a um empregado que se precisar fica mais tempo até o trabalho estar feito do que a outro que não o faz. O factor ser o sexo é válido na mesma. O problema é querer que os homens sejam iguais às mulheres na performance, resultados e etc, mas não são.

  2. Pedro Mendes says:

    Com todos os debates e explicações que facilmente se encontram online, ainda estão a bater na mesma tecla? Não percebo a logica apresentada, que o mesmo nivel de formação deve ter a mesma remuneração ??? Então para que servem as notas na faculdade? e a experiencia de trabalho? e o numero de horas que se trabalha? e os resultados? Só falta dizerem que, por exemplo, um engenheiro formado numa universidade pouco reconhecida que terminou o curso com media 10 e demorou 8 anos para o concluir merece receber o mesmo que outro engenheiro por exemplo Inst. Sup. Técnico que terminou o curso com média de 19 em 4 anos. Esta historia do “gender pay gap” já cheira mal. Se quiserem mais explicações podem ver a famosa entrevista de Jordan Peterson no Channel 4, está no youtube se quiserem. Acho que vale a pena, até porque é bastante engraçado ver os argumentos apresentados a serem rebatidos um por um.

    • Bruno says:

      Merecia e merecia bem. Se o empregador acha que não era capaz de cumprir a função, então não o contratem.
      Pagamento igual por trabalho igual.

      • Naodouonome says:

        Estas comoletamente errado, podes desempenhar as mesmas funções e não ter a mesma capacidade, desempenho ou conhecimentos, como tal um merece ganhar mais e outro menos

        • Pedro Mendes says:

          ja vi que não és empregador nem sequer percebes que uma situação dessas raramente existe numa empresa BEM gerida. Porquê ter alguem super competente a fazer o trabalho que um mediocre consegue fazer? Seria má alocação de recursos.

      • Pedro Mendes says:

        Partindo do principio que se consegue definir bem o que constitui “trabalho igual” concordo com “Pagamento igual por trabalho igual” . Mas não foi isso que se falou! Falou-se em remuneração igual para a mesma formação academica!!!

    • O que sera, sera says:

      Eu até sugiro ver todas as entrevistas dele…principalmente a que ele deu na Australia.

    • Castro says:

      não fazia ideia que as notas na faculdade determinavam a tua capacidade para realizar qualquer tipo de trabalho na vida real! Nem sei para que é que servem as entrevistas, os testes psicotécnicos, as notas de desempenho no trabalho, referências, experiência, etc…. já que pelos vistos é uma nota na faculdade que vai dizer ao empregador tudo sobre ti!

      • Angelo says:

        O que ele queria dizer é que no mesmo trabalho, podem-se ter pessoas com competências diferentes e logo produtividade diferente. Claro que não são só as notas que contam para o currículo.

        • Bruno says:

          Não, o que ele queria dizer era literalmente que alguem que passou com 19 e demorou 4 anos a fazer o curso devia de receber mais ordenado que alguem que passou com 10 e demorou 8 anos a fazer o curso.
          Tirar um curso com uma nota xpto não quer dizer que seja melhor trabalhador que alguem que conseguiu tirar um curso com 10.

          • Rrrrrrr says:

            Não necessariamente… pk no final de contas ambos teem as mesmas competências. Logo devem ter as mesmas oportunidades. Mas concordo que para o primeiro trabalho, a média final de notas decide muita coisa, mas não decide se um faz melhor trabalho que o outro ao final de um ano.

          • PeterJust says:

            Não quer dizer que seja melhor trabalhador mas quer dizer que é mais cobiçado. Vê um jogador de futebol, quanto melhor jogar, como é óbvio irá ter mais interesse das equipas que, visto que querem aquele jogador tem de abrir os cordões à bolsa e oferecer melhor ordenado, é tão simples quanto isto, no mercado de trabalho é igual. O exemplo foi, um gajo que sai do ISEP com 19 não vai ter grandes problemas em arranjar trabalho de certeza, e portanto quem o quiser, terá de pagar melhor, seja homem ou mulher.

      • PML says:

        Não são determinantes, mas do que vejo, e como regra geral, os alunos com melhores notas são geralmente melhores trabalhadores (nem sempre é assim). Já o caso das universidades ser da A ou B, desde que seja de renome, não vejo grandes diferenças. Vi até alunos muito bons, de instituições menos conhecidas, e que estudaram fora dos grandes centros devido a dificuldades financeiras e com desempenhos excelentes.

  3. Test User says:

    Foi provado que GAP não existe e culpa é delas
    https://www.youtube.com/shorts/saVDpeDgmAQ

  4. Test User says:

    Women Sports, what men think but can’t say
    https://www.youtube.com/watch?v=I745Ajeq_B8

    • jorge santos says:

      Compreendo e concordo que, apesar de termos evoluído em muitos aspetos, a nossa sociedade regrediu no que diz respeito ao papel das mulheres. Historicamente, as mulheres desempenharam um papel vital no cuidado e manutenção das famílias. Agpra procuram empregos que homem fazem melhor e deixam a famulia para trás.

      • Mr. Y says:

        Por muito que te custe as mulheres têm o direito de fazer o que quiserem. O tempo de serem obrigadas a limpar a casa e a cuidar da prole já passou.

  5. Test User says:

    Monrok – Feminists (Stand Up Comedy)
    https://www.youtube.com/watch?v=bX2jJZX7SO4

  6. jota says:

    Então se há exceções. quer dizer que há homens licenciados a ganhar menos do que mulheres!

  7. Infinity says:

    Se as mulheres recebem menos entao porque entao as empresas nao contractam so mulheres?!?

  8. Zé Fonseca A. says:

    A equidade salarial é apenas uma desculpa para nivelar pela mediocridade, se se preocupassem em trabalhar para merecer nunca estariam abaixo de ninguém, sejam homem ou mulher, a verdade é que não importa sexo, raça, orientação, religião, só importa produtividade.

  9. Naodouonome says:

    O IT paga bem, não tem falta de trabalho mas elas não querem ir pra lá…

  10. Naodouonome says:

    Essa é capaz de ser a pergunta mais importante.

  11. Gekko says:

    Não sei como é que a notícia diz tal coisa, visto que o maior empregador em Portugal, o estado, tem tabelas salariais que não diferenciam pelo género.
    Portanto, o maior empregador, paga exactamente o mesmo.
    Depois quando passamos para privados, em que os salários podem ser por grupo ou individual, fica muito difícil saber exactamente quem ganha o quê, até porque não são públicos.
    Portanto, fora a vertente queixume, não percebo bem qual é o intuito deste tipo de notícia.

    • Vítor M. says:

      Analisa bem o que disseste, pois estás errado. E como partes de um pressuposto truncado, depois constróis uma narrativa igualmente errada. No estado, apesar das tabelas salariais que não diferenciam há as hierarquias, carreiras e outros mecanismos. Mas o estado é uma parte… não o todo.

      • Pedro Lima says:

        @Victor, Penso que quem está a construir uma narrativa errada é esta notícia. Na maioria dos paizes está na lei que para trabalhos iguais, condições iguais (salários, benefícios, …), logo, se uma mulher ocupa o mesmo cargo de um homem, tem OBRIGATÓRIAMENTE de ganhar o mesmo. Se a pessoa que fez a notícia e os que a propagam sabem de um caso em que isto não acontece, denunciem.

        Criar um “alarido” (leia-se narrativa), para dizer que as mulheres ganham menos que os homens é palermisse. Se dissessem que as mulheres são menos contratadas que os homens para certos cargos, até poderia ser verdade, não tenho dados para afirma que sim nem que não.

        Se quizermos fazer análises do tipo desta notícia, posso fazer aqui uns quantos:
        1. Bebés e crianças ganham menos que aduntos.
        2. Pessoas sem curso superior ganham menos que graduados, mas há excepções
        3. Portadores de deficiência ganham menos que pesosas sem deficiência.
        4. Sapo sem pernas não salta (premissa correcta, mas completamente descontextualizado!)

        • Vítor M. says:

          Estás a abrir o discurso a algo que não é o foco do artigo. Estamos a falar em casos práticos, com algumas nuances que dão no final os resultados que conhecemos. Não estamos a falar na realidade do valor no papel, mas sim na realidade nua e crua. A verdade é que o mercado paga melhor aos homens do que às mulheres. E o pagar não estamos só a falar no salário no final do mês, mas sim em tudo o que envolve o meio de pagamento, como a valorização da carreira, as oportunidades. Isso é inegável, não te parece?

          • Pedro Lima says:

            Mas aí está a essência do capitalismo que vivemos actualmente. As empresas têm que ser rentáveis e as decisões tomadas impactam o lucro. Logo para o bem e para o mal quem escolhe assume as consequencias. No caso do serviço público, existe concurso público em que qualquer pessoa independente do género pode concorrer e tem as mesmas condições de entrada. E aqui mais uma vez, isto está na lei, se conhecem casos em contrário, denunciem.

            O que ésse chavão “valorização da carreira”? Existe competência ou não, mais uma vez não depende do género, e quem toma decisõe sde ficar com incompetentes vai assumir as consequencias, como é normal em qualquer entidade corporativa.

            Em relação às oportunidades, existem carreiras mais direccionadas para as mulheres e outros mais para os homens, como sempre existiu e não vai deixar de o ser. No entanto extrapular que isto retira oportunidadses de carreira às mulheres vai um grande salto. Se houver uma descriminaão, denuncie-se.

            Já há leis que definem igualdade para todos, o resto é o mercado a funcionar.

          • Vítor M. says:

            Falas bem..

            Mas aí está a essência do capitalismo que vivemos actualmente. As empresas têm que ser rentáveis e as decisões tomadas impactam o lucro. Logo para o bem e para o mal quem escolhe assume as consequencias. No caso do serviço público, existe concurso público em que qualquer pessoa independente do género pode concorrer e tem as mesmas condições de entrada. E aqui mais uma vez, isto está na lei, se conhecem casos em contrário, denunciem.

            Mas é bom na teoria! Até porque os números das mulheres na função pública desarmam esse argumento.

            O que ésse chavão “valorização da carreira”? Existe competência ou não, mais uma vez não depende do género, e quem toma decisõe sde ficar com incompetentes vai assumir as consequencias, como é normal em qualquer entidade corporativa

            Mas então a competência é uma característica masculina? Ou haverá repartição igualitária dessa competência? Mas se em causa estiver apenas um conhecimento empírico dessa tal competência, quais as oportunidades que as mulheres terão face às que os homens terão? A realidade mostra que está muito desequilibrado, achas mesmo que é incompetência feminina? Não é verdade pois não? 😉

            Em relação às oportunidades, existem carreiras mais direccionadas para as mulheres e outros mais para os homens, como sempre existiu e não vai deixar de o ser. No entanto extrapular que isto retira oportunidadses de carreira às mulheres vai um grande salto. Se houver uma descriminaão, denuncie-se.

            Isso é uma não questão, e muito ultrapassada. Há uns anos, a profissão de motorista de pesados ou de passageiros era uma profissão de homens, hoje, quando se dá oportunidades às mulheres e se criam condições para elas entrarem, vemos que são tão competentes como os homens. Vais-me dizer que educador infantil é profissão para mulher, queres ver???

            Não faz sentido de todo esse argumento, é muito 1960…

            Tu estás a imaginar um mundo que não é este. E não sabendo de nenhum caso em particular, mas gerais, só o facto da mulher poder estar 5 meses de licença de maternidade é um fator para perderem logo, na grande maioria dos casos, a equidade. E não venham com conversa fiada… porra… está aos olhos de todos.

            -> “aa e tal, mas eu não posso ter uma mulher em casa 5 meses e o lugar dela, de responsabilidade parado a dar prejuízo”… dizem alguns “cheios e de razão”. Bom, é onde o estado português falha e sempre falhou. É onde a própria sociedade falha. De tal forma é a realidade que a população portuguesa está a envelhecer e as mulheres hoje dão preferência à sua carreira em detrimento da maternidade. E nós sabemos onde vai desaguar esta realidade. Mas OK vamos lá todos meter a cabeça na areia e fingir que está tudo bem, afinal, assim como assim, o problema já não será para a nossa geração nem para as dos nossos filhos… siga…

            Essas leis que falas… esquece, só funcionam no papel.

          • Pedro Lima says:

            @Victor, quando partes do pressuposto que as mulheres são descriminadas, todo o raciocínio lógico já está contaminado à partida. é a mesma questão do “Sapo sem pernas é surdo”. Vejamos:
            1. Se os números de mulheres são menores na função publica é porque não concorrem tantas ou não passam tantas, porque têm que ser concursados.
            2. Mas quem disse que a competência é caracteristica masculina. Mais uma vez partes sempre desse pressuposto. Existe competência e ponto final. Nada tem a ver com género. Quem toma a decisão de por um incompetente homem em vez de uma competente mulher tem que arcar com as consequencias dessa decisão, no entanto não deixa de ser uma decisão errada (intensional ou não) cajo assim aconteça. Mas pode ter descriminado 2 ou 3 mulheres e uns 10 ou 20 homens, o género é irrelevante novamente.
            3. Sabes o que são “mais direccionadas”? é que tendencialmente são para, logo esse “é muito 1960” é que não tem lógica. Negar que existem trabalhos mais direccionado para cada género é que é duma barbaridade tamanha… deste alguns exemplols, olha aqui vão mais alguns exemplos (para os 2 lados), esteticistas, pedreiro, promotoras, serralheiro, babysitter, … e se consegues “tendencialmente identificar o género dos trabalhadores nestes exemplos, estás a refutar o obvio!
            4. O facto de a mulher ter 5 meses de licença de maternidade pode ser impeditivo para alguns trabalhos “indiferenciados” como por exemplo fabricas, supermercados, …, porque nos grandes postos (que a maioria de vocês estão a defender) essa questão quase nem se coloca. São bem mais descriminados por exemplo homens pelo seu aspecto, pessoas com deficiências, ex-reclusos, emigrantes, … (e sei disso porque estive ligado mais de 15 anos a várias empresas de RH na gestão e captação)
            5. Em relação às leis, é lei e ponto. Se sabes de alguma mulher que tenha a mesma funcção que um homem, na mesma empresa e com benefícios diferentes, denuncia. A lei é mesmo para isso, e não é só no papel como estás a dizer. O tribunal de trabalho por sí só já privilegia o trabalhador, egora então com esta “febre” do politicamente correcto então, é caso ganho!

            Esta narrativa, tal como tantas outras, resume-se a “super-complicar” o que é fácil.

          • Vítor M. says:

            Começas logo mal. Eu não parto de nenhum pressuposto, eu parto de factos. É muito diferente.

            De tudo o que escreveste, concordo e discordo no geral, e a última frase que deixaste é injusta, e com laivos de maxismo (sem ofensa). O querer olhar para o problema não é super complicar, é o contrário, é descomplicar, porque se descomplicar for deixar como está, então isso é muito injusto e é um retrocesso na evolução das sociedades.

          • Pedro Lima says:

            @Victor, esta conversa não vai sair muito do mesmo, no entanto só pela questão de estares a usar factos. Se pensares um bocado, o mesmo “estudo” poderia comparar asiáticos, negros, pessoas baixas, gordos, deficientes, virtualmente qualquer coisa que o resultado seria já tendencioso.

            Se os homens desde sempre trabalharam e as mulheres eram preferencialmente “donas de casa”, é obvio que em cargos publicos, que na sua generalidade “são para a vida”, a maioria que ainda está no activo seja ainda da geração que sempre trabalhou, os homens. No entanto, quando essa geração for saindo, a tendência está a pender rapidamente para as mulheres, ao contrário do publicitado neste e em vários estudos. Por outro lado, no privado, é mais uma livre questão de mercado e decisões empresariais, mas aqui também se vê largamente um aumento brutal em mulheres em todos os cargos.

            Não entendi essa do maxismo, não estamos a super-complicar um problema que está a resolver tão rapidamente como este? Se pegares nesta mesma estatistica à 5 anos ou à 10. Qual a raça, etnia, genero, ou outro “grupo” qualquer que ganhou tão rapidamente cota nos empregos??

            Sabes o que isso faz. Olha por exemplo a equipa feminina de futebol dos estados unidos. Foi lhes apresentados 2 tipos de contratos. Um por objectivos e outro de ganho fixo. Escolheram o fixo, agora andam a lutar para ganhar mais com a desculpa que ganham menos que os homens. Se colocassemos o genero à parte, porque uma equipa da 3ª divisão não pode ganhar o mesmo que os da 1ª? Não estão a fazer a mesma coisa? É o mercado e ponto final. Só utiliza estas narrativas de genero (entre outras) quem não tem a mínima noção das coisas ou deixou-se cair nessa mesma narrativa.

          • Vítor M. says:

            Eu percebo onde queres chegar, mas na prática não funciona. Mas concordamos em discordar do ponto de vista sintomático. A amostragem que existe é a realidade. Se há factos e cenários que queres juntar (gordos, magros, negros, asiáticos, etc…) estamos a entrar noutro campo de conversa, e não é isso que está em causa, no meu ponto de vista. Está em causa são as oportunidades, as circunstâncias que estão criadas para as mulheres terem acesso ao mesmo que os homens têm e, depois, a mentalidade que ainda existe no mercado nacional sobre a capacidade das mulheres poderem desempenhar os mesmos cargos dos homens e obter o mesmo resultado.

            E repara, tu próprio iluminas esta último ponto, ao dizeres que “as mulheres eram preferencialmente “donas de casa””. Isso é taxativo que muitas realidades do mundo das empresas ainda estão presas a essa tempo (que já lá vai). Nesse sentido podias também dizer que, se nas guerras são os homens que vão, poderiam perder no mercado de trabalho o seu posto para as mulheres… isso não tem qualquer sentido.

            Sobre os exemplos que deste, nada mais que o resultado de um mundo ainda por afinar nesta coisa do mercado de trabalho. O exemplo da equipa feminina de futebol dos estados unidos é taxativo, porque quem sustenta esse desporto é a publicidade e a publicidade nesse desporto é (ainda) maioritariamente virada para os homens, para o desporto dominado pelos homens. Felizmente que até no futebol as mulheres começam a ganhar o seu espaço e muito bem. Mas a melhor do mundo, comparado com o melhor do mundo, nunca ganhará o mesmo, porque ainda o andor vai no adro, mas seguramente que elas já começam a perceber que têm público, que geram receita e querem valorizar-se, isso é natural.

            Depois misturas o problema das oportunidades de género com outros assuntos. Os jogadores da terceira não ganham tanto como os da primeira por isso mesmo, porque se instituiu classes, categorias para o desempenho e dentro dessas classes e categorias, a humanidade ainda definiu que as oportunidades dos homens são mais e melhor pagas que a das mulheres. Não mistures as duas, se não fica um discurso de rodar à volta da mesa.

      • Gekko says:

        Portanto, concordas comigo que é óbvio que no estado, que por acaso é de muito longe o maior empregador, as mulheres ganham exactamente o mesmo que o homem.
        Depois não percebi o argumento das hierarquias, carreiras e outros mecanismos.
        Não te impostas de explicar melhor?

        • Vítor M. says:

          Não concordo contigo porque há mais empregados fora da máquina do estado. E o salário pago nesse empregador que não é o estado não tem equidade salarial face ao género. Dizem os estudos.

          Mesmo dentro do estado, vê quantos cargos de técnico, diretores gerais, secretários de estado e ministros são homens e quantos são mulheres.

          Dentro do mesmo quadro, o facto de não terem as mesmas oportunidades só por si é um fator de desigualdade salarial.

          Penso que está bem explícito.

          Afecta que estado estás a falar em serviços centrais, repartições, câmaras, empresas público-privadas, institutos, academias, universidades, escolas, infantários… etc!

          • Gekko says:

            Eu falei do estado porque é a única fonte credível de comparação, pelo menos em Portugal, porque as tabelas salariais são públicas, já no privado, dentro da mesma empresa, na cadeira ao lado e dentro do mesmo projecto, tens 2 pessoas que aparentemente trabalham no mesmo e ganham ordenados diferentes, e falo em pessoas, sem indicar o género.
            Portanto, a explicação de escolher o estão é dupla, ser pública a tabela e ser o maior empregador em Portugal.
            Estudos que existem valem de muito pouco quando os ordenados não são públicos nem as declarações de impostos, é portanto um estudo baseado na palavra de cada um.
            Em relação a quem ocupa o quê no estado, apesar de pareceres certo, e em certa medida estás, no seu global não concordo contigo.
            Desigualdade salarial é para a mesma função receber menos por descriminação, mas o facto de haver um tipo que tem um cargo que tabelado ganha mais do que outro, isso não é desigualdade.
            Como estamos a falar de pessoas com ensino superior, obviamente que há 40 anos atrás a proporção de homens com estudos era muito superior há das mulheres, mas era assim aqui com em muita Europa.
            Obviamente que por esta imposição, os cargos mais elevados numa organização, ainda hoje sejam ocupados por homens, mas sim concordo contigo que em cargos superiores, há mais homens do que mulheres, mas a explicação é esta.
            Agora, um facto curioso, sabes tão bem como eu que há mais mulheres a entrar e a acabar os cursos do que homens, sendo que em áreas relacionadas com a saúde, por exemplo, o rácio é bem acentuado, o que significa que daqui a umas décadas, nos quadros superiores dessas áreas, as mulheres vão ser a maioria.
            Agora, resumindo, em termos líquidos, por profissão, não ganham menos, é mentira, a tabela não deixa dúvidas, e de facto, já há mais mulheres do que homens em algumas áreas, saúde á cabeça, desde médicas, enfermeiras, técnicas, etc, mesmo professores, a balança não é vantajosa para os homens.
            E uma última nota, somos todos seres humanos, e toda a injustiça do forte contra o fraco deve ser contrariada pela sociedade, mas é preciso perceber o contexto e pensar nas consequências, e neste caso, não está a ajudar as mulheres certas mentiras e exageros, o que descredibiliza reais problemas.

          • Vítor M. says:

            A mesma função é um termo que não existe na realidade. Muito menos da máquina do estado. Isto porque no mesmo cargo que um dá acesso a uma hierarquia superior e o outro não deixa logo de estar em pé de igualdade. E é isso que se passa. E por isso tens estas desigualdades que refiro. Se forma à frieza dos números, então estou alinhado com a realidade. Agora se formos pela subjetividade do mesmo cargo no papel, o salário é igual até porque não distingue se é um cargo de homem ou mulher, logo, é apenas um cargo com x de ordenado. Mas a vida é muito mais que isso. E não devemos moldar o nosso discurso pelo subjetivo, não te parece? É que os resultados falam por si.

            E lá está, quando não vais pela subjetividade do standard, e sim pelos resultados reais, aí despistas efetivamente certas mentiras e exageros, o que descredibiliza reais problemas.

    • Nuno V says:

      Por acaso, os funcionários públicos em Portugal representam 15% de todos os trabalhadores. O mais engraçado é que Portugal está abaixo da média europeia no que toca à quantidade funcionários públicos.

      • Gekko says:

        E qual é a empresa que tem 15% da força de trabalho de um país aqui na Europa?
        Pois, nenhuma, daí que a amostra é suficientemente grande para analisar as tais diferenças entre géneros.
        Os outros 85% que representam o privado, é como uma caixa negra, que obviamente varia muito de tipo de trabalho para tipo de trabalho.
        Afiançar do alto de uns supostos estudos que as mulheres licenciadas ganham menos do que os homens, é grotesco.

        • Nuno V says:

          É irrelevante, porque não é isso que se estás a discutir e por isso agora tentas escapulir-te por uma tangente. Tu tentaste ridicularizar a ideia de que existe disparidade salarial usando num dos pontos como suporte que o estado é o maior empregador. Ora 15% está longe de representar um percentagem significativa da população para impedir a disparidade salarial.

          O teu segundo ponto “em que os salários podem ser por grupo ou individual, fica muito difícil saber exatamente quem ganha o quê, até porque não são públicos” é outra mentira. Isto porque não só as empresas têm que entregar os valores pagos aos trabalhadores à segurança social, bem como preenchem todos os ano o relatório único onde consta os quadros de pessoal. Depois estes valores são processados pelo GEP e estão disponíveis para qualquer pessoa descarregar.

          O que é grotesco é o teu argumento.

  12. deepturtle says:

    ahahahh… cromice bem apanhada

  13. Ocar Al ho says:

    Se é assim se as mulheres com exatamente a mesma experiência e formação ganham menos porque é que as empresas não contratam só mulheres ? Se é exatamente o mesmo . Ahaha isso é conversa esquerdista. Quando temos em causa a experiência e formação e a profissão na verdade as mulheres ganham o mesmo ou mais até.

  14. Tiago says:

    Isto é um não assunto, um assunto woke importado dos EUA. Então agora vamos renumerar uma pessoa por ser mulher? Sempre pensei que seria por experiência de trabalho, anos, ou então pelas avaliações dentro do trabalho.
    Ninguém fala que na aviação as mulheres têm cursos pagos a 100% e os homens não. Ou então que nos EUA as bolsas são atribuídas em maior número a mulheres. Ou no mundo da moda, ganham mais.

    • Pedro Mendes says:

      Concordo plenamente Tiago. É um “não assunto”!!! mas a cultura Woke vai inevitavelmente chegar a portugal e devemos logo do inicio combater em todas as frentes estes idiotas. Se este wokeismo se instala é como um virus. A seguir vem a “cancel culture” e os ataques à liberdade de expressão e inevitavelmente as leis de “compeled speech” como já se tentou no Canadá.

      • KeyboardWarrior says:

        Se as mulheres ganham menos que os homens pelo pelo trabalho, então as empresas têm de começão a contratrar apenas mulheres… vão poupar muito nos custos com os trabalhadores.

  15. ytr says:

    E qual é o espanto? Claro que ganham menos e devem e deverão ganhar menos sempre! Os homens não têm periodo, não faltam ao trabalho porque dois-lhes a cabeça, não têm TPM que influencia em muito na prestação, não têm filhos para dar de mamar, nos trabalhos em que por vezes é necessário usar a força, têm-na muito mais. Portanto, obviamente os gestores de CERTAS empresas evitam contratar mulheres por estes e por mais alguns motivos. Depois há o outro lado da moeda, normalmente as mulheres são melhores em certos trabalhos em que compensa as faltas que elas dão porque no final a empresa ainda fica no lucro. As empresas não são instuições sociais, são fábricas de fazer dinheiro e quem produz menos, ganha menos. Simples.

  16. joao says:

    Engraçado. Mesmo que seja verdade, porque não reclamam do caminhão de privilégios que elas tem? aqui no Brasil aposentam 5 anos antes, não são obrigadas a se alistar no exercito e perder um ano de sua vida la, tem meses de licensa maternidade e o homem tem 5 dias, mae solteira recebeu auxilio emergencial na pandemia em dobro e o pai solteiro nao…. Enfim, só sabem reclamar. E só querem cargos de alto escalão. Reclamar que não tem mulher em cargos de chao de fabrica, aí nao reclamam. Hoje o homem é culpado de tudo e por tudo. Aos feministros, acordem pois as vítimas são voces mesmos e no futuro seus filhos.

  17. Luis says:

    Direitos das mulheres! Se elas duram mais, porque não se reformam mais tarde? A questão de quotas: porque há mais vagas preenchidas por mulheres professoras? 🙂

  18. Profeta says:

    Bom com toda esta polemica sobre as mulheres eu pergunto. Consegue-se provar se elas recebem menos que os homens quando desempenham a mesma funcao ? Ou isto e apenas uma noticia para encher chouricos, ou entao caso seja verdade sera que o INE nao pode revelar numeros caso existam ?

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