IPMA altera critérios dos avisos de trovoada: saiba o que muda
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) atualizou os critérios utilizados para a emissão dos avisos meteorológicos de trovoada. A alteração pretende tornar estes alertas mais representativos dos fenómenos perigosos que podem acompanhar as trovoadas e dos impactos que podem causar.
Avisos passam a ter em conta mais fenómenos
Até agora, os avisos de trovoada do IPMA baseavam-se sobretudo na previsão da ocorrência de descargas elétricas, tendo em conta critérios relacionados com a frequência e a distribuição geográfica das trovoadas previstas.
Com a revisão agora introduzida, o IPMA passa a considerar também outros fenómenos meteorológicos severos frequentemente associados às trovoadas.
Entre os fenómenos avaliados estão:
- Precipitação intensa;
- Rajadas fortes de vento;
- Granizo;
- Distribuição espacial e temporal das descargas elétricas.
Desta forma, o aviso pretende representar de forma mais rigorosa não apenas a ocorrência de trovoadas, mas também a sua potencial perigosidade.
Maior foco nos impactos
Segundo o IPMA, esta alteração permite aproximar os avisos dos fenómenos meteorológicos efetivamente previstos e dos impactos que podem ocorrer.
Na prática, a informação disponibilizada à população poderá proporcionar uma perceção mais clara do perigo associado a determinados episódios de trovoada, ajudando os cidadãos e as entidades de proteção civil a tomar decisões mais informadas.
Uma trovoada pode, por exemplo, estar associada a chuva muito intensa num curto período, vento forte ou queda de granizo, fenómenos que podem provocar inundações, queda de árvores, danos materiais ou perturbações na circulação rodoviária.
Revisão do sistema de avisos continua
A atualização dos critérios para os avisos de trovoada faz parte de um processo mais abrangente de revisão e modernização do sistema de avisos meteorológicos do IPMA.
O instituto prevê a introdução de novas alterações ao longo dos próximos meses, com o objetivo de melhorar progressivamente a informação meteorológica disponibilizada e a sua capacidade para refletir os riscos e impactos associados aos fenómenos extremos.
Para a população, a principal mudança é simples: um aviso de trovoada passa a ter em consideração um conjunto mais amplo de perigos meteorológicos associados, permitindo uma avaliação mais completa da situação prevista.






















Faz sentido, a capacidade de deteção de descargas atmosféricas cada vez mais existente permite e obriga a essa alteração, aliás a própria definição de índice ceráunico (n.º de dias num ano em que se ouve trovejar) não corresponde mais à realidade carecendo de atualização para n.º dias ano em que troveja numa região, exatamente pela capacidade de deteção de trovoadas.