Governo: medidas de apoio às famílias e empresas afetadas pela depressão Kristin
O Governo anunciou um pacote de apoio extraordinário de cerca de 2,5 mil milhões de euros para responder aos estragos causados pela depressão Kristin, que afetou gravemente o país, com prejuízos em habitações, agricultura, empresas e infraestruturas.
O pacote de apoios inclui ajudas diretas, linhas de crédito, moratórias fiscais e contributivas, bem como mecanismos de recuperação rápida, com o objetivo de mitigar os prejuízos e acelerar o regresso à normalidade nas regiões mais afetadas.
Kristin: Principais medidas aprovadas pelo executivo incluem:
Apoios à reconstrução
- Subsídios de até 10 000 € para obras de reconstrução em habitações próprias, explorações agrícolas e áreas florestais danificadas, sem necessidade de documentação quando não houver seguro aplicável.
Reparação urgente de coberturas e telhados
- Será organizada uma reunião com o setor da construção para agilizar reparações prioritárias, reduzindo novos danos.
Estrutura de missão para recuperação
- Foi criada uma equipa liderada por um coordenador, com sede em Leiria, para planear e executar a recuperação das zonas afetadas com participação de autarquias, ministérios e setores sociais e produtivos.
Seguro e peritagens aceleradas
- As seguradoras comprometeram-se a realizar 80 % das vistorias nos próximos 15 dias, utilizando registos fotográficos em muitos casos para agilizar pagamentos.
Simplificação de licenças
- As obras públicas e privadas de reconstrução ficam isentas de licenciamento e de controlo prévio urbanístico e ambiental neste regime excecional.
Apoios sociais diretos
- Famílias com dificuldades económicas ou perda de rendimentos terão acesso a apoios sociais de até 537 € por pessoa ou 1 075 € por agregado familiar.
- Apoios a instituições sociais
- Entidades como as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) receberão reforço financeiro para apoiar as comunidades afetadas.
Medidas para empresas
- As empresas afetadas terão isenção de contribuições para a Segurança Social por seis meses e acesso a um regime simplificado de lay-off durante três meses.
Moratórias
- Os créditos à habitação e às empresas terão uma moratória de 90 dias, podendo ser prorrogada por até 12 meses adicionais.
- As obrigações fiscais entre 28 de janeiro e 31 de março são adiadas para abril.
Linhas de crédito
- Uma linha de crédito de 500 milhões de euros será criada para apoiar a tesouraria das empresas e outras organizações.
- Outra linha de 1 000 milhões de euros destina-se à recuperação empresarial, particularmente para perdas não cobertas por seguros.
Investimento em infraestruturas
- 400 milhões de euros serão transferidos para a recuperação urgente da rede rodoviária e ferroviária.
- Outros 200 milhões serão enviados às Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) para reconstruir equipamentos e infraestruturas locais, como escolas.
- Foi ainda aprovado um montante de 20 milhões de euros para intervenções urgentes no património cultural afetado
Com este pacote extraordinário de 2,5 mil milhões de euros, o Governo procura dar uma resposta rápida e robusta aos estragos provocados pela tempestade Kristin, apoiando famílias, empresas e autarquias na fase de reconstrução.






















A E-Redes diz que atualmente tem 160 mil clientes sem energia elétrica – uma melhoria face a sábado, em que eram 170 mil. Onde tempestade mais atingeu vê-se pelo impacto regional: Leiria 140-150 mil clientes, Santarém 30 mil, Castelo Banco 13 mil, Coimbra 7 mil.
Nas comunicações móveis, afetadas por danos em torres e cortes de energia, as falhas chegaram a atingir 300 mil pessoas no dia 28. Uns conhecidos que moram perto da Marinha Grande, hoje, ainda não tinham eletricidade (já estava a voltar, às vezes), água e comunicações. Vai-se sabendo deles porque vão às compras a um supermercado na Marinha Grande, que tem internet, e ligam por WhatsApp.
Falha de energia chegou a 1.2 milhões
Isso foi por volta das 6 da manhã do dia 28. Às 18h, segundo a E-Redes eram 485 mil.
Estive na zona, entre Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra. Os postes, de alta tensão, caíram. Caiu 1, das 23 torres, de comunicações e caiu a torre da rádio local.
Sem electricidade, sem comunicações, desde as 6 da manhã, de dia 28. Desta vez, foi ainda pior, que no 28 de Abril de 2025… torres desligaram-se, 2 horas depois, do temporal, desligar, a electricidade. O SIRESP (tão criticado) funcionou, só para comunicações rádio (as de dados, desapareceram… ás 6).
Muita gente não tinha pilhas, não tinha velas (achei engraçado que, eu, um gajo de cidade, se lembrou, da funerária local, vendia velas… numa aldeia de 23 pessoas, alguns com metade da minha idade, ninguém se lembrou, que há muitas velas, à venda, na funerária, só que é preciso pagar em numerário) e rádios, e lanternas, não funcionavam. Petromax, não há petróleo, em lado nenhum, de Lisboa lá. Só arranjei 3 litros, numa mercearia, no Infantado.
No centro, das vilas, já há telemóveis (e rede móvel 4G), graças a geradores, uns do exército, outros, alugados pelas câmaras municipais. Achei engraçado, uma loja Auchan, ter 3 seguranças, à entrada, a filtrar quem entra “Tem de pagar, em dinheiro. Não se aceita multibanco, ou apps ou telemóveis.” Lá dentro, pilhas, não há. Lanternas, isqueiros, fósforos, tudo vazio. Velas… até as mais caras, tudo vazio. Frutas, vegetais, frescos, 1 caixa, algumas já vazias. Embalados, isso havia tudo. A funcionária disse que “As pessoas usam a lareira, para cozinhar. Daí que estão a sair melhor, os kg de feijão/grão seco, do que latas.”
Só 1 estrada, por onde passei (logo a seguir à saída do IC8) é que estava obstruída, por um poste e uma árvore caídos. Como é acesso secundário, não deve importar, já que a directa, para 236-1, estava desimpedida. Só vi 2 carros, em 45km, feitos dentro do distrito de Leiria.
De todo o comentário o que mais gostei foi “filtrar quem entra “Tem de pagar, em dinheiro. Não se aceita multibanco, ou apps ou telemóveis.””, adorava que os fanáticos, adoradores e defensores do dinheiro “virtual” (ex: MBWay e companhias) estivessem naquela confusão. Esta malta “woke” precisa de passar fome para compreenderem o mal que fazem a si próprios.
apoiado, apoiado e a malta que usa a palavra woke também
Obrigado pelo apoio, percebi que o meu comentário encaixou-te que nem uma luva.
Ass: Tirem as Palas
Obrigado pelo apoio, entendi que faz parte dos “wokes”
Entedes mal.
Adivinhem de onde vai sair o dinheiro deste apoio? 🙂
“Ah mas os impostos que pagamos servem para isso e tal…”.
Era verdade se não vivessem no país das maravilhas.
Acho bem que deem suporte e me deixem carregar o meu model 3 tesla a borla e a financiar me uma nova ewall charger e paineis no valor de 12000 euros. Grande governo!
Se não fazem, é porque não fazem. Se fazem, é porque fazem… pronto.
É isso Vítor.
Criticar é tão fácil …..
Será que vão dar incentivos para trocar os fogões eléctricos de volta para gás?
Vivo a 2kms do Hospital de Leiria e nunca mais tive electricidade desde a depressão.
Isso é chato, mas há medicação para ajudar a lidar com a depressão
“apoio extraordinário de cerca de 2,5 mil milhões”
Daqui por um ano serão às dezenas os casos conhecidos de corrupção e de burla.
Como é evidente concordo completamente com os apoios do governo, para ajudar os nossos compatriotas neste momento difícil. Lamentáveis são os comentários de alguns senhores que andam por aqui.
É pessoal que acorda cedo e depois veste o fio dental da /do companheiro e depois fica assim com as bolas apertadas e começam a disparar em todas as direções 🙂
Bom, provavelmente apenas algum desse dinheiro chegará a quem necessita.
A maior parte ficará algures ali pelo meio…
Bem não sei para que servem os seguros… Andamos aqui a pagar o estrado dos outros onde não tenho nada a ver com isso. Solidariedade não é assim que se diz? Ridículo.