Cuidado com as fraudes com o IBAN e MB WAY alerta o Banco de Portugal
O Banco de Portugal (BdP) lançou um alerta dirigido aos consumidores para o aumento de tentativas de fraude que chegam por mensagem, e-mail ou telefone, com o objetivo de enganar as pessoas para efetuarem pagamentos ou fornecerem dados pessoais.
Segundo o banco central, este tipo de burla começa frequentemente com um contacto aparentemente legítimo, alguém que se apresenta como uma empresa de serviços públicos, uma transportadora, uma entidade estatal ou até um familiar conhecido. A partir daí, a vítima é levada a acreditar que existe uma situação urgente que exige uma ação imediata.
Como funcionam estas fraudes com IBAN e MB WAY?
Os burlões seguem, em geral, um padrão bem definido:
- Identificação enganosa: enviam uma mensagem ou fazem uma chamada a dizer que representam uma entidade fiável como uma empresa de energia, água, telecomunicações, a Autoridade Tributária ou até a polícia.
- Criação de urgência: apresentam um motivo que parece credível e urgente, como a necessidade de regularizar um pagamento em atraso ou evitar a devolução de uma encomenda.
- Pressão emocional: tentam induzir medo ou urgência para que a pessoa reaja rapidamente sem confirmar a veracidade das informações.
- Pedido de pagamento: oferecem métodos de pagamento como referência Multibanco, transferência para IBAN, MB WAY ou links que imitam portais oficiais, com vista a roubar o dinheiro ou dados pessoais.
Quando a fraude envolve alguém que a vítima conhece, os burlões podem alegar que o telemóvel dessa pessoa avariou ou sugerir a utilização de um novo número, criando um cenário emocional que dificulta a verificação.
Recomendações do Banco de Portugal
O BdP reforça que as entidades legítimas nunca exigem pagamentos imediatos por SMS, e-mail ou WhatsApp, nem solicitam dados pessoais sem um meio de contacto oficial.
Entre as recomendações estão:
- Analisar cuidadosamente qualquer pedido de pagamento ou partilha de dados;
- Verificar a autenticidade de mensagens suspeitas junto dos contactos oficiais da entidade alegada;
- Evitar clicar em links desconhecidos ou responder a contactos não solicitados;
- Se receber um pedido de dinheiro de alguém conhecido, contactar essa pessoa por um canal habitual antes de agir.
O banco central também sugere que, antes de confirmar um pagamento por MB Way ou outro meio digital, os utilizadores verifiquem o nome do destinatário, se não corresponder ao esperado, não avancem com a operação






















Basta dar permissões às aplicações para algumas das informações que podem ser expostas online incluem:
– Nomes e pseudónimos
– Idade
– Género
– Etnia
– Informações biométricas
– Moradas passadas e atuais
– Histórico de localizações
– Números de telefone
– Endereços de email
– Religião
– Afiliações políticas
– Orientação sexual
– Informações financeiras
– Informações de saúde
– Números de contribuinte ou de segurança social
– Palavras-passe
– Histórico de navegação na internet
– Histórico de compras
– Registos de propriedade
– Condenações criminais
– Fotografias de identificação criminal (mugshots)
– Certidões de casamento
– Certidões de nascimento
– Histórico profissional
– Contactos profissionais
– Histórico educacional
– Informações sobre familiares.
Isso inclui os bancos seguradoras, etc e a capacidade que eles teem de não sofrerem fugas de dados pessoais dos seus servidores…
ViaCTT deveria ser usado por mais empresas e entidades para contacto oficial.
Para dar um exemplo, Bitvavo quando envia um email. Envia email com um Anti-Phishing Code. Esse código foi definido pelo utilizador e conhecido pela empresa.
Devia haver um esforço para minimizar casos. Claro que utilizador deve também ter precaução e cuidado.
Como pode uma burla estar ligada a uma conta bancária e a polícia judiciária não prender os titulares da conta que utilizam a mesma somente para burla?
Porque no fim das contas “comem” todos na mesma gamela… 😉