CEO da REN: tempestade derrubou “mais de 60 torres”
A tempestade que atingiu Portugal provocou danos muito significativos na rede elétrica nacional. Segundo o CEO da REN – Redes Energéticas Nacionais, mais de 60 torres de alta tensão foram derrubadas e cerca de 650 quilómetros de linhas ficaram inoperacionais em poucas horas.
REN: reconstrução de torres de muito alta tensão é um processo complexo
Apesar da dimensão dos estragos, o sistema elétrico conseguiu manter o fornecimento de energia à maioria da população. Isso foi possível graças à redundância da rede, que permitiu redirecionar a eletricidade por percursos alternativos sempre que uma linha ficou indisponível.
Ainda assim, a recuperação total da infraestrutura não será imediata. A REN explica que a reconstrução de torres de muito alta tensão é um processo complexo, que exige condições de segurança rigorosas, equipamentos pesados e equipas especializadas no terreno. Em alguns locais, os trabalhos poderão prolongar-se durante várias semanas.
A empresa sublinha que a prioridade passa por repor primeiro as ligações mais críticas para a estabilidade do sistema elétrico, garantindo que não existem riscos para o abastecimento, mesmo que persistam condições meteorológicas adversas nos próximos dias.
A REN – Redes Energéticas Nacionais é a empresa portuguesa que gere a rede de transporte de eletricidade e de gás natural em alta tensão/pressão em todo o território de Portugal Continental. A sua missão é garantir o fornecimento seguro e contínuo de eletricidade e gás entre produção e distribuição.






















O 28 de janeiro foi há uma semana e conhecidos meus, perto da Marinha Grande, ainda estão sem eletricidade (veio uma vez, 10 minutos) e sem água. Às 12h de ontem, a E-Redes diz que ainda tinha 83 mil clientes sem luz, dos quais 81 mil na zona mais afetada pela depressão, sobretudo no distrito de Leiria.
No dia 28 de janeiro, pelas 6h da manhã, chegaram a 1 milhão.
Em relação à água, se as condutas não forem bem purgadas e limpas, é super complicado se resolver, principalmente a purga, o ar acumula-se nas partes mais altas das condutas e ou não deixa passar a água até o ar sair de uma forma ou de outra e o que acontece muitas vezes é rebentar as condutas noutros pontos e com a pressa pode estar a acontecer.
Com a queda de mais de 60 torres de muito alta tensão, fica a sensação de que esta infraestrutura é frágil ao ponto de parecer feita de gelatina, o que levanta muitas dúvidas sobre os critérios de planeamento e resistência adotados.
Até podes ter razão, mas já passei por um furação no México e eles estão super habituados a furações e os postes de alta tensão também ficaram assim, e olha que eles são assolados com dezenas de furacões todos os anos.
Não é.
Se viajar, Lisboa-Porto, pela N2, vai ver milhares, destes postes. Alguns sítios, vê 50, só na sua linha de vista, de 2 linhas, de alta tensão.
Quando disseram 60, acho poucos. Podem ter caído 60 mas, há 500 a 1000 afectados, que precisam de ser reparados. Foram as dezenas, de milhar, de postes, de madeira, para linhas eléctricas e comunicações.
Fiz a 236-1, no sábado passado, maioria caíram. Vão ter de ser, todos repostos. Serão 2 semanas, no mínimo, até voltarem a colocar aquilo tudo.
Pode ser que se comece a pensar em mudar a infraestrutura para debaixo do solo. Isso já em norma em alguns países. É barato? Não, mas a longo prazo deve compensar.
Mas tem vantagens e desvantagens, teres uma linha de alta tenção enterrada no teu “quintal” o mais provável e seres desapropriado do terreno, até pela questão de segurança, não há soluções perfeitas há é soluções menos más.
Pelo menos aqui na minha zona os ramais da EDP nas novas construções já são todos subterrâneos e claro fica logo muito mais caro um novo ramal, mas sou a favor de passar tudo para baixo.
Irá demorar 90 a 150 dias, a repor toda a rede eléctrica, em Leiria.
O que 65000 biliões de perfis online não entendem é que é uma região com pequenas localidades. Não é uma cidade de 400 milhões, de habitantes, como disse, um candidato a PR… Linhas que distribuem electricidade, por 1500 casas, ligando, à estação seguinte que distribui por mais 2000, em 25km2. Basta falhar, a ligação, de média tensão, são 3500 casas, que ficam sem electricidade, directamente. Há mais, pois há derivações, para casas isoladas, pelo caminho.
Mesmo assim que reponham, a ligação de alta tensão, ao transformador, de média tensão, ainda precisam de sincronizar, cada estação, de baixa tensão, antes de ligar, a electricidade.
Pena é que o 28 de Abril de 2025, não ensinou nada… muita gente, com velas, sem pilhas, tendo lanternas e rádios. Casas 100% eléctricas, que precisaram da lareira, para fazer comida, se tiverem panelas capazes. Ou, irem a uma mercearia local, comprarem um fogão, de campismo, e 3 botijas.
Para quem vive na cidade, tenham um rádio, a pilhas, testem quanto tempo duram. Comprem pilhas para 10 dias. Mantenham, perto, do rádio e da lanterna (que use, as mesmas pilhas, do rádio, dão para trocar, em caso de necessidade). E tenham fósforos!!! Vi pessoas com os isqueiros electrónicos, a gás, que se gastam, muito mais depressa, quando se usam, para tudo. Fósforos, rendem, para churrasco e caso de necessidade.
alguém que faça uma demonstração do custo da reposição VERSUS o custo de colocar os cabos enterrados na maior parte do caminho, considerando que o acontecimento poderá vir a repetir-se com maior frequência (por inexistência de alterações climáticas aceleradas pelo desprezo humano)