Este vídeo no YouTube tem 140 anos de duração. Como é possível?
O aparecimento de conteúdos com durações teoricamente impossíveis transformou-se num fenómeno de curiosidade entre os utilizadores do YouTube. Recentemente, um vídeo que aparenta durar mais de um século captou a atenção global e expôs as fragilidades nos sistemas de metadados da plataforma.
Um fenómeno de audiência inexplicável
Um vídeo que, no papel, demoraria mais de cem anos a ser concluído é precisamente o tipo de anomalia que a internet adora converter num sucesso viral. Com mais de 2,5 milhões de visualizações, este vídeo tornou-se um centro de debate, não pela qualidade do seu conteúdo, mas por desafiar a perceção comum sobre o funcionamento da infraestrutura da Google.
O interesse reside no facto de o registo provir de um canal enigmático, com uma atividade mínima e uma localização pouco comum.
O fator que mais contribui para a perplexidade dos utilizadores é a forma como o YouTube apresenta a duração conforme o local de visualização. Na miniatura e na lista de vídeos do canal, o contador exibe um valor que, convertido para tempo real, corresponde a aproximadamente 140 anos de reprodução contínua.
Contudo, ao iniciar o vídeo, o reprodutor atualiza a informação para uma duração próxima das 12 horas. Esta inconsistência sugere que os diferentes módulos da interface da plataforma estão a ler dados temporais distintos para o mesmo ficheiro.
Os limites no upload de vídeos estabelecidos pela Google
Nas suas páginas de suporte, a Google é clara ao definir que o limite máximo para o carregamento de novos conteúdos é de 256 GB ou 12 horas, prevalecendo o que ocorrer primeiro. Embora existam exceções históricas de vídeos mais longos publicados em anos anteriores, as regras atuais tornam a existência de um vídeo de um século tecnicamente inviável dentro do ecossistema moderno do serviço.
Se o reprodutor real marca cerca de 12 horas, o conteúdo está, na verdade, dentro dos parâmetros normais, sendo o número de 140 anos apenas um erro de exibição.
A análise do canal que aloja este fenómeno, identificado como @shinywr, acrescenta uma camada de estranheza ao caso. O perfil indica como localização a "Coreia do Norte" e foi criado em julho de 2023.
Com apenas três vídeos publicados, o canal conseguiu reunir uma base de 145.000 subscritores e milhões de visualizações acumuladas. A ausência de descrições detalhadas ou de uma presença noutras redes sociais impede uma verificação clara sobre quem está por trás destas publicações, deixando as estatísticas falarem por si.
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É isso e a caderneta de cromos das nossas tv’s… Por mais voltas que dê, só se apanha Useless repeated crap …
A mim aparece como 12h34min56s. Mas nem corre.