Televisões ficaram 90% mais baratas desde o ano 2000! E a culpa é da produção em massa
Nas últimas duas décadas, o mercado de eletrónica de consumo testemunhou uma deflação sem precedentes no segmento das televisões. Atualmente, o consumidor consegue adquirir tecnologia de ponta por uma fração do investimento que seria necessário no início do milénio.
A trajetória descendente dos preços das televisões no mercado global
Se analisarmos a evolução das promoções e do retalho nos últimos 25 anos, torna-se evidente que o custo das televisões caiu de forma mais drástica do que quase qualquer outro bem de consumo. Desde o ano 2000, os preços recuaram mais de 90%, um valor impressionante se considerarmos que, em simultâneo, as dimensões dos ecrãs aumentaram e a resolução evoluiu do padrão analógico para o 4K e 8K.
Segundo especialistas do Institute for Progress, esta queda livre deve-se a uma otimização constante no fabrico de painéis LCD, onde cada etapa do processo foi refinada para eliminar custos supérfluos.
Este cenário contrasta com outros bens manufaturados. Embora automóveis, vestuário ou mobiliário se tenham tornado mais acessíveis, nenhum destes setores apresenta uma curva de desvalorização tão acentuada.
Uma televisão de grandes dimensões que custaria cerca de 1000 euros em 2000 pode agora ser encontrada por valores próximos dos 200 euros em períodos de saldos, oferecendo uma densidade de píxeis incomparavelmente superior.
Herança da indústria dos semicondutores e a escala de produção
Grande parte deste progresso deve-se à adoção de métodos inspirados na produção de microchips. Tal como os fabricantes de semicondutores aumentaram o tamanho dos wafers para obter mais chips por unidade, a indústria de painéis LCD expandiu as folhas de "vidro-mãe" de onde são recortados os ecrãs.
Desde a década de 90, estas superfícies de vidro cresceram quase 100 vezes em dimensão. Esta estratégia permitiu reduzir drasticamente o custo do equipamento por unidade produzida e conferiu flexibilidade para fabricar uma maior variedade de tamanhos de ecrã com menos desperdício.
Para além da dimensão dos materiais, a eficiência foi impulsionada por uma automatização extrema, processos em salas limpas e técnicas de enchimento de cristais líquidos mais céleres. A explosão da procura por ecrãs - alimentada também por computadores, smartphones e tablets - justificou a construção de infraestruturas colossais que, hoje em dia, conseguem colocar no mercado mais de um milhão de ecrãs diariamente.
A nova hierarquia das marcas de televisões
A competitividade do setor foi igualmente moldada pela entrada de novos protagonistas. Se outrora marcas como a Sony, a LG e a Samsung detinham o controlo absoluto, o panorama atual é muito diferente devido à ascensão de empresas chinesas como a Hisense e a TCL.
Inicialmente percecionadas como marcas de baixo custo, estas tecnológicas integram agora as listas de melhores equipamentos em termos de relação qualidade-preço e estão a conquistar terreno no segmento premium.
Atualmente, a TCL já superou os líderes tradicionais em volume de envios de televisões de gama alta. O avanço tecnológico também desempenha um papel crucial: enquanto o OLED permanece como uma opção de elite, o desenvolvimento do Mini LED permitiu que os painéis LCD continuassem competitivos, reduzindo a diferença de qualidade para as tecnologias mais caras.
Na CES 2026, assistimos já à apresentação de novos modelos Super QLED e RGB Mini LED, provando que a inovação não estagnou.
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Duram prai uns 7 anos, acaba por sair mais caro.
Sony dura mais, mas longe dos 20 anos que era habitual
Tenho uma TV de uma marca tradicional e sobejamente conhecida que comprei perto do final de 2011 e, segundo o menu (secreto) de diagnóstico, tem já mais de 65000 horas de utilização.
Além de estar num ambiente adequado (longe de fontes de calor e de humidade) o que também é capaz de estar a contribuir para esta longevidade é a retro-iluminação ter estado sempre configurada para o mínimo nas definições da imagem (poupa os leds e também nunca precisou de mais do que esse mínimo) e ter também desligadas as definições alegadamente de melhoria de imagem que não melhoram nada mas que são mais exigentes para o CPU… assim, o calor gerado pela televisão no seu todo é diminuído substancialmente o que provoca menos fadiga nos componentes electrónicos e também prolonga o seu tempo de vida.
gracas ao capitalismo!
Economia de escala
A URSS tinha muita economia de escala…
A economia de escala não te ajuda nada se a decisão é má.
E foram produzidas possivelmente em Itália (Em MASSA) … Agora resta saber se era massa pão ou bolo…
Graças aos trabalhadores.
Os trabalhadores, sem o capitalismo, teriam ficado a lavrar a terra das suas hortas e a terem de trocar alimentos por alimentos com os seus vizinhos para não terem de comer sempre o mesmo.
Como é que tcl é hisense podem conquistar um segmento a que não pertencem? Nem sequer têm painéis OLED, nunca vão passar de low cost porque aí se situam.
onde é que uma televisão de 2000/3000/4000 euros ficou mais barata? LOL so se quiserem todos ver televisão com 24 polegadas, essas de certeza que estão 90% mais baratas.
tens o perfeito exemplo de uma LG G5 65″ que este ano comprei a 1270€ na amazon e o modelo do ano apssado por exemplo nunca passou dos 2000€.
Melhor ainda… Em 2018 a minha LG C8 65″custou me 3700€.
Já se comprar televisões de 65″ por 600 .. 700€ o que há uns anos a trás era impossível haver uma a 1500€.
As televisões tão mais baratas sim, facto.
Por um lado é bom mas por outro lado é péssimo pois há demasiados modelos não só de TV’s como de electrodomésticos, telemóveis portáteis que tem lançamentos anuais onde a evolução não é perceptível ou pouco perceptível. Desta forma há um consumo em massa de componentes electrónicos e o posterior aumento de preço por falta de componentes e um aumento significativo de lixo electrónico.
Percebem porque iphones sao tao baratos dada a sua qualidade anos luz a frente dos outros? Vendem se milhoes, nenhum outro modelo chega la perto
O que se percebe é que sofres mesmo muito por causa do iPhone. Não te sai do pensamento, lol.
LoL …
Com todo o respeito…. vai dormir.
Pela linha de baixo do gráfico, nas TVs, de 2000 a 2010 vê-se uma queda acentuada nos preços. Mas de 2010 para 2022 nem por isso.
As que continuam a impressionar são as OLED. Comprei uma em 2017. A ideia que tenho, por alto, é que terão baixado uns 25% nestes 8 anos,
Até podem ter ficado mais baratas, mas os sistemas operativos estão cada vês piores.