Lembra-se do que aprendeu na escola sobre os planetas? Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Neptuno e Plutão, é foi isso que aprendeu? Pois está errado. Plutão passou a ser considerado um planeta anão.
Com a evolução da tecnologia, o espaço começa a ser visto mais ao pormenor e sombras que eram descritas de forma aparente, ganham mais detalhe e há necessidade de reformular as escalas e conhecimentos sobre os astros.
Uma nova visão atualizada sobre os planetas do sistema solar
Neste momento o que se crê que está certo é o seguinte: São 12 os planetas do nosso sistema solar: 8 tradicionais – Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno; 3 “Plutões”, esta nova categoria engloba os seguintes astros: Plutão, Charon e 2003 UB313; e Ceres. Chamados de planetas anões.
A alteração foi tomada pela União Astronómica Internacional, na reunião anual, que começou no dia 14 e termina a 25 deste mês. Os detalhes foram disponibilizados neste press release e em vários apontamentos dos média internacionais.
A decisão histórica
Neste mês de agosto, a comunidade científica assistiu a uma das decisões que será seguramente das mais marcantes da astronomia moderna. Plutão deixou oficialmente de ser considerado um planeta do Sistema Solar, após uma votação realizada pela União Astronómica Internacional durante a sua assembleia geral, em Praga.
A necessidade de redefinir o conceito de planeta
A desclassificação não surgiu de forma isolada. Nos anos anteriores, a descoberta de vários objetos de dimensões semelhantes a Plutão, sobretudo na Cintura de Kuiper, levou os astrónomos a questionar o que realmente define um planeta. Tornou-se claro que era necessário estabelecer critérios científicos rigorosos e universais.
Os três critérios da UAI
Agora, a UAI definiu que um planeta deve cumprir três requisitos. Orbitar o Sol. Ter massa suficiente para assumir uma forma aproximadamente esférica. Dominar gravitacionalmente a sua órbita, removendo ou incorporando outros objetos próximos.
Plutão cumpre os dois primeiros critérios, mas falha no terceiro, uma vez que partilha a sua órbita com outros corpos da Cintura de Kuiper e não tem massa suficiente para os “limpar” gravitacionalmente.
A criação da categoria de planeta anão
Como consequência, Plutão foi integrado numa nova classe. Os planetas anões. Esta categoria inclui corpos que orbitam o Sol e têm forma esférica, mas que não dominam a sua órbita. Esta decisão vai permitir enquadrar Plutão cientificamente, sem negar a sua importância histórica e científica.
