Investigadores criaram um sensor para alertar quando o corpo precisar de água
Os investigadores criaram um novo sensor não invasivo, que pode ser usado no corpo, concebido para medir continuamente os níveis de hidratação de um utilizador. Que quantidade de água já bebeu hoje?
Para atletas, bombeiros ou quem passa o dia no escritório
Um dispositivo deste tipo poderia ajudar um jogador de futebol a manter-se hidratado numa tarde quente de setembro, evitar que um bombeiro a combater um incêndio fique demasiado seco ou simplesmente avisar um trabalhador de escritório quando é altura de encher uma garrafa de água.
A desidratação é uma ameaça silenciosa que afecta milhões de pessoas todos os dias.
O nosso sensor portátil proporciona uma forma simples e eficaz de monitorizar os níveis de hidratação em tempo real, permitindo que as pessoas tomem medidas proactivas para se manterem saudáveis e terem o melhor desempenho possível.
Afirma Nanshu Lu, professor do departamento de engenharia aeroespacial e mecânica de engenharia da Cockrell School of Engineering da Universidade do Texas em Austin, que liderou o estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.
Como o sensor lê os seus níveis de hidratação através do braço
O sensor utiliza a bioimpedância, uma técnica que mede a forma como os sinais elétricos passam através do corpo, para monitorizar os níveis de hidratação. Utilizando elétrodos estrategicamente colocados, o sensor envia uma corrente elétrica pequena e segura através do braço.
A forma como a corrente elétrica flui através do corpo depende da quantidade de água nos tecidos. A água é um bom condutor de eletricidade, pelo que os tecidos hidratados permitem que a corrente passe mais facilmente, enquanto os tecidos desidratados resistem ao fluxo.
Os dados recolhidos pelo sensor são transmitidos sem fios para um smartphone, permitindo aos utilizadores monitorizar os seus níveis de hidratação.
Testes mostram que funciona mesmo em situações reais
Os investigadores realizaram várias experiências para testar o dispositivo, incluindo um estudo de desidratação induzida por diuréticos e um ensaio de vida livre de 24 horas.
No estudo de desidratação, os participantes tomaram uma medicação diurética para promover a perda de fluidos e os seus níveis de hidratação foram monitorizados utilizando o sensor vestível e, em seguida, testados com base numa amostra de urina.
Os resultados mostraram uma forte correlação entre as alterações na bioimpedância do braço e a perda de peso corporal devida à perda de água.
As nossas experiências demonstraram que a bioimpedância do braço não só é sensível às alterações de hidratação, como também está estreitamente relacionada com as medições de hidratação do corpo inteiro.
Isto significa que o sensor pode ser um substituto fiável para acompanhar os níveis de hidratação, mesmo durante atividades quotidianas como caminhar, trabalhar ou fazer exercício.
Afirma Matija Jankovic, coautora do estudo e investigadora no laboratório de Nanshu Lu.
Os métodos tradicionais de avaliação da hidratação, como as análises à urina e ao sangue, são frequentemente invasivos, demorados e pouco práticos para uma monitorização contínua.
Os dispositivos comerciais de avaliação da hidratação requerem normalmente equipamento volumoso e instalações fixas, o que limita a sua utilização na vida quotidiana.
Outros sensores incríveis criados pela mesma equipa
Lu e a sua equipa utilizaram tecnologia semelhante para criar sensores para medir outros aspetos da saúde humana, incluindo:
- Um sensor para medir os níveis de stress, o que poderia ajudar as pessoas que trabalham em empregos difíceis a darem o seu melhor.
- Uma tinta condutora que pode ser impressa na cabeça de uma pessoa para medir as suas ondas cerebrais.
Beber água é mais importante do que imagina
A hidratação é essencial para a saúde humana. Desempenha um papel fundamental na manutenção da função dos órgãos, na regulação da temperatura corporal e no apoio a processos fisiológicos vitais.
No entanto, a desidratação, uma condição causada pela insuficiência de água no corpo, continua a ser um problema comum e muitas vezes ignorado.
Mesmo uma desidratação ligeira pode afetar a função cognitiva, o desempenho físico e a termorregulação, enquanto uma desidratação grave pode levar a situações de risco de vida, como pedras nos rins, problemas cardiovasculares e insolação.
Para além de proteger os trabalhadores em ambientes extremos, o dispositivo tem aplicações potenciais nos cuidados de saúde. A monitorização contínua da hidratação pode ajudar a diagnosticar e gerir doenças como a doença renal, problemas cardiovasculares e desidratação crónica.

A desidratação, uma condição causada pela insuficiência de água no corpo, continua a ser um problema comum e muitas vezes ignorado.
Tatuagens tecnológicas que avisam quando precisa de hidratar-se
Embora a versão atual do sensor registe alterações relativas na hidratação, a investigação futura visa estabelecer dados de referência para níveis de hidratação absolutos. Isto implicaria a recolha de medições de bioimpedância de uma grande população para criar uma base de comparação.
Os investigadores também planeiam explorar novas conceções, tais como tatuagens eletrónicas respiráveis e vestíveis que absorvem o suor, para melhorar o conforto e o desempenho durante uma utilização prolongada. Esperam alargar os testes a grupos maiores e explorar aplicações para outros segmentos do corpo, como o antebraço ou a coxa.





















A natureza já inventou isso há muito tempo. Chama-se sede.
Isso é errado e por isso muitas pessoas têm dificuldade em controlar a hidratação do seu corpo. Aliás, diria mesmo que a ideia de só se hidratar quando sente sede, é, hoje em dia, com tanta informação, uma ideia completamente enganadora.
O ser humano é um animal.
Já viste algum animal beber água sem ter sede?
Já viste algum animal ter desidratação tendo água e sem estar doente?
Há pessoas que bebem pouca água porque são sedentárias e consomem muita coisa com água.
Só dizes disparates. 🙂 pensava que já não havia pessoas na internet assim tão desinformadas.
O ser humano é um animal.
Apesar de partilharmos biologia com outros mamíferos, temos hábitos sociais, culturais e dietéticos que influenciam muito a forma como nos hidratamos, incluindo horários, ambientes artificiais (como ar condicionado), rotinas sedentárias e ingestão de substâncias desidratantes (café, álcool, medicamentos).
Já viste algum animal beber água sem ter sede?
Nem sempre a sede é um indicador fiável. A sede já é um sinal tardio de desidratação. Nos idosos, por exemplo, o mecanismo de sede pode estar diminuído. Em ambientes climatizados, as pessoas podem perder líquidos sem se aperceberem. Por isso, confiar apenas na sensação de sede pode não ser suficiente.
Já viste algum animal ter desidratação tendo água e sem estar doente?
Alimentos com água não são sempre equivalentes a hidratação adequada. É verdade que muitos alimentos contêm água (fruta, sopa, etc.), mas isso não substitui totalmente a ingestão de água pura, especialmente quando se perdem líquidos por transpiração, respiração ou urina, mesmo em repouso.
Há pessoas que bebem pouca água porque são sedentárias e consomem muita coisa com água.
Sedentarismo não elimina a necessidade de hidratação. Mesmo um corpo em repouso precisa de água para funções básicas: digestão, circulação, respiração celular, manutenção da temperatura corporal. O consumo pode ser menor do que o de um atleta, mas continua essencial e diário.
A professora de biologia teria orgulho em ti. 😀
Continuas a vir aqui comentares sempre a desvalorizar as inovações. Tu és mais inteligente que esses tipos, tu sabes mais, isso tem um nome, arrogância.
Não sou mais inteligente, não sou é estúpido para andar a comer estas parvoíces. A maioria delas nem chega a sair do papel.
Agora relaxa e vai lá colocar a tua piwer balance de 50 euros.
Claro que não és estúpido nem arrogante… esses são aqueles que sabem que se pode desidratar sem sentir sede.
Acabaste por reforçar (ainda mais) as afirmações do sílvio LOLOL
A pouco e pouco está-se a desligar o corpo e a mente da realidade, com tantos gadgets que monitorizam tudo e mais alguma coisa no nosso corpo. Um pouco como as calculadoras, em que nem para contas simples se usa o cérebro e puxa-se logo o telemóvel.
É importante conhecer o próprio corpo. Ele dá-nos sempre sinais quando algo não está bem. Basta estar atento.
Tem mais utilidade os sensores de humidade para as plantas que isto, salvo exceções em algumas doenças em que é imperativo manterem-se hidratados e mesmo assim a sede, boca seca e cansaço acaba sempre por aparecer. De resto é só mais uma maneira de estarem agarrados aos telemóveis armados em especialistas com os dados que poderiam aparecer na aplicação.
Sim, acaba por aparecer mas, a partir de uma certa idade a sensação de sede vai demorando cada vez mais tempo a aparecer. Pessoas de idade já mais avançada podem ficar mais facilmente desidratadas (principalmente no Verão, como é óbvio) e o primeiro sintoma de desidratação pode nem ser a sede ou a boca seca… em vez disso os primeiros sintomas podem ser os lábios secos (a começarem a gretar), a hipotensão postural/ortostática (tonturas com consequente perigo de queda) ou ainda dor de cabeça. Aliás, estes sintomas de desidratação também podem aparecer em pessoas de meia idade ou ainda mais novas.
Quem tiver idosos a cargo tem de prestar especial atenção à sua hidratação e um sensor assim seria de grande ajuda.
Se está amarelo estás desidratado.
Acho que é mais com ductos biliares obstruidos.
Também sempre tive essa ideia mas só por causa dos críticos, aqui fica:
«A cor da urina é universal para toda a espécie humana: deve ser amarela e translúcida. A intensidade do amarelo pode ser maior se a pessoa beber pouca água para as necessidades do organismo. Por vezes isso acontece durante a estação quente, sendo os idosos e as crianças os grupos de maior risco. (…) A desidratação apenas torna mais denso o amarelo normal da urina. Urina muito escura ou castanha pode aparecer nas situações de icterícia provocada pela obstrução da vesícula biliar, por um cálculo ou neoplasia. Deverá, neste caso, procurar a opinião de um médico.»
https://www.lusiadas.pt/blog/doencas/sintomas-tratamentos/cor-urina-7-factos-mitos
Obrigado.
Há vários indícios corporais que indicam fraca hidratação mas claro que há sempre aqueles que é quase preciso atirar um tijolo à cabeça a ver se acordam e este gadget pode-lhes dar jeito.
Para quê o gadget? As pessoas não vão ao médico? Não ouvem o médico dizer “beba pelo menos x litros ou copos de água por dia?
Parem de querer estupificar ainda mais as pessoas.
Eu preciso disso, vi comentários e depreciações a este gadget. Raramente tenho sede, as vezes ando todo o dia sem beber, excepto as refeições para engolir a comida e pouco.
Aonde comprar ?
Por isso o mundo está como está!!! As pessoas preferem criticar tudo e todos ! Se as pessoas se ajudassem umas as outras, o que o mundo iria alcançar.
Mas não!!! Serem egoístas e infelizes é que é bom!!
Há um outro método de testar a hidratação que é puxar suavemente, por exemplo, a pele das costas das mãos… quanto mais depressa a pele voltar ao sítio melhor é a hidratação.
Infelizmente este método pode não funcionar tão bem com algumas pessoas pois apenas se está a testar a hidratação da pele e além disso seria preciso fazer o teste várias vezes em ocasiões diferentes para se saber como a pele vai reagindo.