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Corredor da Morte: NASA mostra locais possíveis onde o asteroide 2024 YR4 pode cair

Com uma probabilidade de impacto acima dos 2%, o asteroide 2024 YR4 encaminha-se para o encontro com a Terra que acontecerá pelo ano 2032. Apesar de ainda precisarmos de mais cálculos, usando os que existem presentemente, um cientista da NASA deixou uma lista de países que poderão ser afetados no possível impacto.


Cerca de 98% de hipóteses de não sermos atingidos pelo asteroide 2024 YR4

Este asteroide, denominado por 2024 YR4, mantém os astrónomos e astrofísicos de diferentes agências espaciais ao redor do mundo em suspense, após a sua descoberta a 27 de dezembro do ano passado. De acordo com relatos iniciais, ele passaria muito perto da Terra em 2032 e haveria uma probabilidade de colisão de na ordem dos 1,2%. Com o passar do tempo e com mais informações, esta probabilidade aumentou até aos 2,3%.

Neste contexto, um cientista da NASA anunciou quais serão os países na rota de colisão com o asteroide.

Portugal estará a salvo?

David Rankin, engenheiro do Projeto Catalina Sky Survey da NASA, revelou a sua teoria do “corredor da morte”, uma faixa que atravessa grande parte do planeta no meio e que, da sua perspetiva e análise, seria onde o cometa cairá.

Embora a agência dos EUA tenha indicado que o risco de colisão é de 1 em 43, ainda assim soaram os alarmes e levou ao redor do mundo os melhores telescópios a olhar “com outros olhos” para o 2024 YR4. Vale lembrar que esta medida foi tomada por ocupar o nível “3″ na Escala de Risco de Turim.

Os cálculos de Rankin sugerem que o asteroide cairá em:

Rankin observou que o local exato onde a rocha estelar explodirá dependerá da rotação da Terra no momento da sua chegada.

O cientista referiu também que a velocidade aproximada na qual ele poderá descer será de 60.000 quilómetros por hora.

De acordo com a abordagem do cientista, alguns dos países em risco de serem alvos do 2024 YR4 seriam:

Além destas especulações, os responsáveis ​​pela monitorização do asteroide alertam que “não há necessidade de pânico, já que o impacto ainda não foi confirmado”.

Mas, se for confirmado, o que se pode fazer?

Tem-se falado nos vários métodos possíveis e que são hoje considerados pelos especialistas. Há três variáveis ​​diferentes. Elas serão colocadas em prática se a direção do cometa não mudar até a data prevista para um possível impacto em 22 de dezembro de 2032.

As opções incluem enviar uma bomba nuclear, lasers solares ou impactadores cinéticos. Este último teria como objetivo desviar o curso do YR4 de 2024. Aliás, é o único método testado até hoje, quando a NASA lançou a missão DART.

A rocha estelar fará uma aproximação em dezembro de 2028, antes da sua aproximação crítica quatro anos depois. Durante este tempo, os astrónomos analisarão as dimensões e a velocidade com que ele viaja. Com base em estimativas da luz que reflete, acredita-se que tenha entre 40 e 90 metros de largura, embora isso possa variar com observações subsequentes.

O impacto desta rocha espacial poderá danificar uma área de 2.150 quilómetros quadrados. Isso equivale a cerca de 21 vezes a cidade de Lisboa.

O desastre que causaria um impacto semelhante ao de Tunguska, que danificou severamente a floresta siberiana em 1908.

O próximo passo para esclarecer e determinar as características essenciais é observar o cometa com o Telescópio Espacial James Webb durante os primeiros dias de março. Este será o momento crucial, pois os cientistas poderão entender as dimensões e a órbita.

A NASA enfatizou que a escolha daquele mês foi deliberada, principalmente porque os telescópios convencionais não conseguem captar com precisão a luz que emana do astro.

Além disso, sublinham os cientistas, em maio, o telescópio espacial voltará a focar em 2024 YR4, já que em abril ele será perdido nos dispositivos instalados na Terra. Isso servirá para estudar o quanto a sua posição se alterou.

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