Análise Kobo Remote: o acessório que faltava para as leituras perfeitas
Os eReaders vieram para ficar e há acessórios quase essenciais. Desta vez analisámos o Kobo Remote, o novo comando oficial da marca. Descubra como transforma a experiência de leitura nestes dispositivos.
Como é usar este acessório da Kobo
A leitura digital tem vindo a ganhar adeptos em Portugal pela conveniência de carregar bibliotecas inteiras em poucas gramas de hardware. No entanto, mesmo os leitores mais leves exigem algum movimento para poderem ser usados.
Seja na cama, aninhado nos dias frios de inverno, ou num suporte enquanto se toma o pequeno-almoço, ter de levantar a mão para tocar no ecrã pode quebrar o ritmo. É aqui que entra o Kobo Remote e que mostra a sua utilidade e o seu interesse.
Este pequeno acessório promete resolver o "problema" de ter de mexer os braços para virar a página. Mas será que um dispositivo dedicado apenas a clicar vale o investimento, quando existem alternativas genéricas no mercado? Analisámos o que este gadget tem para oferecer.
Design e Ergonomia: Simples, mas bem pensado
Ao pegar no Kobo Remote, a primeira sensação é de leveza. Com cerca de 35 gramas, é quase impercetível na mão. A Kobo optou por um design curvo, ergonómico, que se encaixa naturalmente na palma da mão, evitando cãibras durante longas sessões de leitura. Disponível em preto e branco, o seu aspeto é discreto e minimalista.
O dispositivo conta apenas com o essencial: dois botões frontais (um maior para avançar, outro menor para recuar), um botão de emparelhamento e um LED de estado.
Ao contrário dos "clickers" genéricos que se prendem fisicamente ao ecrã e obstruem a leitura, este comunica via Bluetooth 5.0, mantendo o eReader livre de "tralha".
Um ponto menos positivo a assinalar é o compartimento da pilha AAA (incluída). A tampa traseira revelou-se desnecessariamente difícil de abrir, exigindo alguma ginástica de dedos.
Felizmente, a autonomia prometida é de vários meses, pelo que não será uma tarefa frequente.
Experiência de Utilização
A configuração é, como se quer, descomplicada. Basta aceder às definições de Bluetooth do eReader e emparelhar. Uma vez ligado, a magia acontece. A latência é mínima; o virar da página é quase instantâneo, permitindo uma leitura fluida.
A grande vantagem é, sem dúvida, o conforto. Poder deixar o Kobo Libra Colour ou o Clara 2E apoiado na mesa ou num suporte e manter as mãos debaixo dos cobertores (ou nos bolsos do casaco, numa paragem de autocarro ventosa) é um pequeno luxo que, depois de experimentado, difícilmente se dispensa.
Os botões têm um clique audível e tátil, o que pode não agradar a quem lê ao lado de alguém com sono leve, mas que dá uma boa resposta física ao utilizador.
Compatibilidade e preço em Portugal
É importante notar que o Kobo Remote não funciona com todos os modelos. A compatibilidade restringe-se aos equipamentos com Bluetooth, como o Kobo Libra Colour, Clara Colour, Clara BW, Sage, Elipsa 2E, Libra 2 e Clara 2E. Se tem um modelo mais antigo, este acessório não servirá.
Chegamos ao ponto fulcral: o preço. Em Portugal, o Kobo Remote custa 29,99€. Para um dispositivo que "apenas" vira páginas, pode parecer elevado, especialmente quando comparado com comandos genéricos mais baratos. Contudo, paga-se pela integração perfeita sem adaptadores no ecrã e pela garantia de funcionamento no ecossistema Kobo.
Veredicto sobre o Kobo Remote
O Kobo Remote não é um acessório essencial, mas é um daqueles luxos que melhora substancialmente a qualidade de vida do leitor ávido. Cumpre o que promete com distinção: leitura sem esforço e sem distrações.
Apesar do preço algo "premium" para a sua função e da tampa da pilha teimosa, é uma adição recomendada para quem devora livros e preza o conforto máximo. Se o seu eReader Kobo é compatível e lê muito na cama, este comando será o seu novo melhor amigo.
Kobo Remote: galeria de imagens
































Não sei se sabem, mas ficam a saber que o ipad tem a possibilidade da pedirmos á siri para virar a página do e-book que estamos a ler. Mais prático a meu ver.
Só uso kindle e iPad, kobo é para quem gosta de traduções medíocres
Tens noção que podes instalar os livros que quiseres no kobo?
Porque escolheria um equipamento inferior?
Responsividade péssima, ecrã péssimo, eink medíocre, backlight medíocre, store lenta.
Só serve mesmo para tugas que precisam de ler em tuga porque não sabem melhor.
Porque lhe permite ler o que bem entenderes sem estares limitado à ‘store’ da marca.
Porque lhe permite funcionar com o aparelho sem nunca te ter obrigado a inserires os teus dados pessoais.
E porque lhe permite ler em muitos mais formatos.
Por outro lado, consegue explicar-nos porque considera que o écran é péssimo e que o e-ink é medíocre?
Por outro lado, sabe quantos erros de semãntica se encontram na frase:
“Só serve mesmo para tugas que precisam de ler em tuga porque não sabem melhor”?
Será possível que isso lhe esteja a acontecer por nunca ler em português?
E já agora, aprimore la o seu português, porque o termo inglês: Responsive não é Responsividade, tal como constipação também não é constipation.
Boa resposta, mas deixa estar. Quando o primeiro argumento é desmontado ele inventa outros. Vais ver…
* O que bem entender
Eu uso um comando bluetooth com a minha tablet para o mesmo efeito. Posso recomendar um que não faz “click” e portanto minimiza a possibilidade de chatear a vossa cara metade. Se pesquisarem por “ShanWan” no AliExpress é o mais pequeno.