Vale a pena esperar? iPhone Duo 2 pode corrigir a maior falha do dobrável da Apple
O primeiro dobrável da Apple acaba de chegar às lojas e já há quem recomende calma antes de abrir a carteira. O recém-lançado iPhone Duo trouxe de volta o Touch ID e deixou de fora funcionalidades fulcrais da linha habitual da marca. No entanto, informações recentes revelam que a marca de Cupertino já tem protótipos de uma segunda geração capazes de resolver o seu calcanhar de Aquiles: a ausência do Face ID.

O regresso do Face ID e a evolução do hardware
Segundo Mark Gurman, da Bloomberg, os testes laboratoriais com o futuro iPhone Duo 2 estão bastante adiantados. A grande novidade reside na integração de sensores biométricos 3D posicionados por baixo do ecrã externo. No modelo de estreia, a engenharia da marca optou por cortar o Face ID e a lente teleobjetiva para poupar espessura e peso. Uma cedência que gerou fortes críticas nas primeiras análises, sobretudo devido ao comportamento pouco consistente do leitor de impressões digitais lateral.
Colocar os emissores de infravermelhos num chassi que dobra ao meio representa uma dor de cabeça técnica considerável. Além de exigir espaço interno que não comprometa a espessura geral, os componentes precisam de um ângulo de leitura eficaz quando o telefone está fechado. A confirmar-se a solução desenhada para a segunda geração, a autenticação facial funcionará através do painel exterior, dispensando a necessidade de recorrer ao sensor biométrico físico.
Botão de Ação e câmara teleobjetiva no horizonte
As novidades previstas para a próxima iteração não ficam apenas pelo desbloqueio facial. Fontes ligadas ao desenvolvimento do produto apontam que a marca de Cupertino avalia incluir o Botão de Ação no corpo do dobrável, uniformizando a interface com os modelos convencionais. Há também planos para tentar integrar um sensor fotográfico teleobjetiva, colmatando outro dos pontos mais criticados pelos primeiros utilizadores.

Inicialmente apontadas para uma eventual terceira geração lá para 2028, estas alterações de peso foram aceleradas e poderão aterrar já no outono de 2027. O desfasamento temporal entre a vontade dos utilizadores e a viabilidade fabril costuma ditar o ritmo em Cupertino, mas a pressão da concorrência direta no mercado dos dobráveis tem obrigado a encurtar os ciclos normais de validação interna.
Vale a pena comprar o primeiro modelo?
Apesar de as unidades do modelo original estarem a chegar com atrasos nas entregas por causa da elevada procura e da ação dos intermediários, a maturidade desta primeira versão ainda levanta dúvidas legítimas. Para além da ausência de biometria facial, muitas aplicações de terceiros continuam por adaptar à nova proporção de ecrã duplo.
A futura atualização do sistema operativo trará suporte para periféricos como a caneta digital com porta USB-C, mas as limitações mecânicas e de sensores do primeiro hardware já não mudam. Quem não tiver pressa absoluta em estrear o novo formato poderá encontrar no sucessor um equipamento muito mais equilibrado e sem cedências funcionais evidentes.


















