Quantcast

NASA deteta do espaço um Pacífico mais azul e a causa é preocupante

11 Comentários

Os satélites da NASA identificaram uma mudança na cor de algumas regiões do Pacífico. O tom mais azul está associado à redução do fitoplâncton, num cenário de aquecimento das águas e alterações do nível do mar provocadas pelo El Niño.

Imagem da NASA de ilustração do Oceano Pacífico mais azul e mais quente

Este fenómeno climático natural ocorre aproximadamente a cada dois a sete anos. Durante o El Niño, os ventos alísios enfraquecem, permitindo que as águas quentes se desloquem para o Pacífico central e oriental. Essa deslocação altera a circulação do oceano e da atmosfera, com consequências para o clima à escala global.

Segundo a NASA, as águas superficiais do Pacífico oriental apresentam temperaturas cerca de 1,7 °C acima da média.

Porque está o Pacífico a ficar mais azul?

O satélite PACE observou regiões equatoriais mais azuladas do que em 2025. A explicação está na menor abundância de fitoplâncton, organismos microscópicos que realizam fotossíntese e sustentam grande parte das cadeias alimentares marinhas.

Com o enfraquecimento dos ventos, diminui a subida de águas profundas, frias e ricas em nutrientes. Sem esse abastecimento, o fitoplâncton pode tornar-se menos abundante, alterando a cor da água e reduzindo o alimento disponível para outros organismos.

O instrumento OCI, instalado no PACE, analisa centenas de comprimentos de onda para acompanhar estas mudanças. É o primeiro El Niño observado por este satélite, lançado em fevereiro de 2024.

Imagem da NASA sobre o oceano Pacífico

Nível do mar até 40 centímetros acima do habitual

As medições dos satélites Sentinel-6 indicam valores entre 30 e 40 centímetros acima do normal em certas zonas do Pacífico oriental. Em contrapartida, junto à Indonésia e ao norte da Austrália, foram registados níveis entre 15 e 20 centímetros abaixo do habitual.

Estas diferenças resultam da deslocação das massas de água e da expansão da água quando aquece. São variações regionais e temporárias, distintas da subida global do nível do mar associada às alterações climáticas.

O fenómeno El Niño está a provocar alterações no Pacífico equatorial, aumentando a temperatura da água e reduzindo a concentração de fitoplâncton, o que torna o oceano visualmente mais azul. As imagens recolhidas pelo satélite PACE da NASA revelam estas mudanças entre junho de 2025 e junho de 2026, com possíveis consequências para a cadeia alimentar marinha.

Consequências para a pesca e para o clima

A redução do fitoplâncton pode afetar o zooplâncton e, por consequência, peixes, aves e mamíferos marinhos. A pesca da anchoveta no Peru é particularmente sensível à temperatura e à disponibilidade de nutrientes.

Em terra, o El Niño pode favorecer condições mais secas em partes da Indonésia e da Austrália e chuvas intensas em algumas regiões americanas, com impactos na agricultura. Contudo, os efeitos variam entre episódios. Na Península Ibérica, a influência é menos direta e não permite antecipar, por si só, um inverno mais chuvoso, seco, quente ou frio.

O artigo refere ainda uma previsão atribuída à NOAA de 83% de probabilidade de este episódio ser o mais intenso desde 1950. Esse valor deve ser confirmado na fonte original antes da publicação: trata-se de uma previsão, e a intensidade final dependerá da evolução do oceano nos próximos meses.

Comentários

11
  1. AN
    Andre

    Verde é que é bom

    1. DA
      David

      Há 40 anos que ouço falar das alterações climáticas e ainda não se vê rigorosamente nada tudo continua bem por isso parem de meter medo das pessoas porque não existe nada disso. Diziam que com as alterações climáticas a humanidade deixaria de existir e vejam como hoje isso não acontece pois toda a gente está bem viva. As alterações climáticas é apenas mais moira para controlar as pessoas assim como o sistema bancário que diz que temos de pagar todas as nossas dívidas mas nenhum país paga as suas dívidas públicas externas vejam que todos os países do ocidente tem dívidas públicas enormes curiosamente os ditos países pobres não têm dívida pública por que será? A dívida dos Estados Unidos, da França, Itália etc são 120 por cento do PIB comparativamente à Rússia que tem apenas 15 por cento

      1. EU
        Eu

        Não sei se isso é burrice ou rage bait…

        1. ZÉ
          Zé

          É burrice mesmo… e orégãos do diabo a mais.

          1. KI
            KidsGraça

            É burrice mesmo, ele não tem inteligência para o "Rage Bait"

      2. LM
        LMR

        David Trump, talvez ainda vás mudar de ideias.

  2. AN
    Analberto

    Esta-se tudo a cagar para o clima já o que interessa é faturar para levarmos quando formos para o céu

  3. MI
    Muito mais que isso.

    Sequiserem saber como era a terra neste mesmo período, no exato ponto onde estamos actualmente em relação ao centro da galáxia, precisamente há 230 milhões de anos, que é o tempo que a terra demora a dar uma volta à galáxia, pesquisem por: período Triássico Superior. para poderem ver como são os periodos terrestres, sim a terra também tem periodos, não sei se aprenderam isso na escola, mas julgo que existam os pesudo cientistas que não sabem.

  4. RU
    RuiF

    Pelo menos não houve praticamente furacões do Atlantico este ano. Uma consequencia boa do aquecimento global.

    1. PM
      PML

      Já o fenómeno experimentado no ano passado em Leiria ou, mesmo nos últimos anos nas zonas mediterrânicas de Espanha, não têm tido desfechos favoráveis.

  5. CI
    CIéqueébom1

    Desde que começou a guerra da Ucrânia-Rússia já ninguém fala em poluição! Aqueles fumos de explosões, radiação, material eletrónico abandonado nos campos, etc fazem bem ao ambiente! >.>

Deixe um comentário