Quantcast

Rui Pinto pede proteção e apoio financeiro após perder proteção policial

9 Comentários

Rui Pinto, fundador do Football Leaks, está a preparar-se para deixar Portugal depois de as autoridades portuguesas terem decidido terminar o programa especial de proteção de testemunhas de que beneficiava desde 2020. A decisão surge poucos dias depois de o Manchester City ter sido considerado culpado de graves violações das regras financeiras da Premier League.

O português afirma estar perante uma situação de elevado risco e diz ter recebido várias ameaças de morte. Perante a retirada da proteção policial, anunciou também uma campanha de angariação de fundos para financiar a sua mudança e garantir a sua segurança.

Rui Pinto diz estar em risco e prepara saída de Portugal

Segundo Rui Pinto, a decisão de terminar a sua proteção foi comunicada pelas autoridades portuguesas na sequência do veredicto relacionado com o Manchester City. A proteção deverá terminar a 10 de outubro de 2026.

O fundador do Football Leaks afirma que, sem proteção policial, não tem outra alternativa senão mudar-se para um local cuja localização não será divulgada e permanecer aí por tempo indeterminado.

A decisão é contestada pela defesa de Rui Pinto, que já anunciou que irá recorrer. Os advogados consideram que a retirada da proteção o deixa numa situação particularmente vulnerável, apontando também para uma agressão de que o português terá sido alvo em Lisboa em abril deste ano.

As autoridades portuguesas, por seu lado, terão considerado que o atual nível de risco é baixo, fundamento que esteve na base da decisão de terminar o programa de proteção.

Campanha pede 3 milhões de euros

Perante a necessidade de abandonar o país e garantir condições de segurança, Rui Pinto lançou uma campanha de crowdfunding através do GoFundMe.

A campanha tem como objetivo angariar 3 milhões de euros, destinados a apoiar a sua mudança e a fazer face às despesas relacionadas com a sua segurança.

Rui Pinto apelou publicamente ao apoio de quem acompanha o trabalho desenvolvido pelo Football Leaks, afirmando que pretende continuar a sua atividade apesar das circunstâncias.

Caso Manchester City volta a colocar Rui Pinto no centro das atenções

A decisão das autoridades portuguesas surge num momento particularmente sensível. As informações divulgadas por Rui Pinto através do Football Leaks estiveram na origem das investigações às práticas financeiras do Manchester City.

A Premier League concluiu recentemente que o clube inglês violou regras financeiras em múltiplas ocasiões entre 2009 e 2018. O Manchester City contesta as conclusões e deverá recorrer da decisão.

Rui Pinto considerou o resultado um momento histórico para o futebol inglês, defendendo que o veredicto veio validar a importância dos documentos que foram divulgados através do Football Leaks.

Rui Pinto disponível para colaborar com autoridades britânicas

A situação poderá ainda ganhar uma nova dimensão. Segundo o The Guardian, Rui Pinto estará disponível para colaborar com as autoridades britânicas no âmbito dos processos relacionados com o Manchester City, desde que sejam asseguradas condições adequadas de proteção.

O português poderá, assim, continuar a fornecer informação às autoridades, mas pretende garantir primeiro a sua segurança pessoal.

Rui Pinto tornou-se conhecido internacionalmente em 2015, quando criou o Football Leaks. A plataforma divulgou milhões de documentos relacionados com o futebol profissional, muitos dos quais foram posteriormente analisados por órgãos de comunicação social e autoridades.

A retirada da proteção policial coloca agora o denunciante novamente numa situação de elevada exposição, precisamente numa altura em que as consequências das informações divulgadas através do Football Leaks continuam a fazer-se sentir no futebol internacional.

Partilhar:

Comentários

9
  1. OE
    O egoísta

    Haverá mais 10 milhões de portugueses a pedir segurança e proteção face aos criminosos que invadiram o país nos últimos tempos

  2. JT
    Joaquim Túbal

    Vai cavar batatas.

  3. JA
    JP Alves

    Isto não é de agora. Os mais maduros lembram-se do tempo do telefone de disco, aqueles barulhos como se estivesse alguém do outro lado da linha. Chamavam-lhes linhas cruzadas.

  4. JA
    JP Alves

    Rui Pinto não contou tudo o que sabe do Benfica e ainda atormenta muito “burmelho”

    1. ZA
      Zé Fonseca A.

      Na PJ era só benfiquistas, teve medo do tratamento da lista telefónica

  5. JO
    Joaquim

    Quando foi preciso dar informações deu., agora cumpram com obrigação de proteção, pois pode parecer que está tudo bem aqui em Portugal, mas tem outras nacionalidades, Inglaterra etc… , e este homem pode estar em risco, merece todo o apoio Português. obrigado JS

    1. CS
      Carlos Sousa

      Este senhor é um criminoso muito inteligente que inicialmente possivelmente estava á espera de beneficiar economicamente fazendo-se pagar pelo seu silêncio (é isso que diz a Doyen), que quando foi descoberto passou a querer vender os documentos que roubou às polícias de vários países, a troco de imunidade e acolhimento. Pelo meio colaborou com o FCP, através de pessoas que colaboravam com o clube, alguns até eram funcionários, nos crimes contra o Benfica pelos quais o FCP já foi condenado. Curiosamente esse pretenso paladino da justiça nunca entregou á polícia ou ao MP os documentos referentes ao FCP. Já agora, o outro caso em que o Rui Pinto está envolvido, o Luanda Leaks é mais uma falcatrua do Rui Pinto. Quem vivia em Luanda, como era o meu caso, sabe perfeitamente que aquelas informações eram do conhecimento geral, e que ele as apresentou naquela altura "oficialmente" porque era a altura de afastar as pessoas ligadas ao antigo presidente.

  6. DA
    David

    O porto não da? O j marques pagava lhe para roubar do benfica, nunca revelou nada do porto curiosamente e agora quer proteccao? Este e o proenca deviam ter uma tarde agradavel na Cova da Moura

  7. GA
    Gabriel

    Na altura ouvi alguém dizer que foram os próprios visados que colocaram os documentos em locais acessíveis para serem pirateados fazendo com que os documentos divulgados pelo pirata informático deixassem de poder se usados como prova por terem sido obtidos de forma ilícita.

Deixe um comentário