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Não está fácil! Apple e UE já se reuniram 250 vezes para chegar a um acordo sobre a Siri AI

13 Comentários

A relação entre a Apple e Bruxelas continua marcada por divergências sobre o futuro do iPhone. Entre mudanças na App Store e o atraso da nova Siri na União Europeia, o desafio passa por conciliar concorrência, privacidade e acesso às novidades.

Nova Siri: a Apple aponta à regulação europeia

A nova Siri promete uma interação mais natural e uma integração mais profunda com as aplicações. Contudo, a Apple anunciou que a Siri AI não ficaria disponível para os utilizadores de iPhone e iPad na União Europeia no lançamento do iOS 27 e do iPadOS 27.

Segundo a empresa, o problema está na interpretação do Regulamento dos Mercados Digitais, conhecido como DMA. A Apple considera que as exigências de acesso para assistentes concorrentes levantam dificuldades na proteção dos dados pessoais e no controlo das ações realizadas nas aplicações. A tecnológica afirma estar a procurar uma solução que preserve a privacidade e a segurança.

Bruxelas rejeita a responsabilidade pelo atraso

A Comissão Europeia apresenta uma leitura diferente. Na sua posição oficial, esclarece que o DMA não impede a introdução de novos produtos e serviços na União Europeia, atribuindo à Apple a decisão de não disponibilizar a Siri AI.

Para Bruxelas, a questão central é garantir que outros fornecedores conseguem competir com os serviços da própria Apple. Isso implica permitir o acesso às funcionalidades relevantes do sistema operativo, cumprindo as obrigações de interoperabilidade.

A Comissão diz continuar a discutir com a empresa uma solução segura e compatível com as regras europeias. O impasse mantém, assim, duas prioridades no centro do debate: a proteção dos utilizadores e a abertura do mercado a alternativas.

App Store já mudou, mas a adaptação continua

Na distribuição de aplicações, os efeitos da legislação são mais visíveis. A Apple passou a permitir, na União Europeia, lojas alternativas, distribuição através de websites e outras opções de pagamento para conteúdos e serviços digitais.

A empresa também atualizou as condições comerciais aplicáveis aos programadores. As alterações com efeitos a partir de 1 de outubro de 2026 incluem a substituição da taxa por instalação, a Core Technology Fee, por uma comissão de 5% sobre transações digitais em aplicações distribuídas fora da App Store.

Estas mudanças mostram que a adaptação do ecossistema da Apple ao DMA continua a avançar. No entanto, abrir novos canais de distribuição não resolve automaticamente as divergências em torno da inteligência artificial.

Os utilizadores querem resultados

Para quem utiliza um iPhone em Portugal, o debate tem uma consequência prática: a disponibilidade de determinadas novidades depende da região.

A abertura a serviços concorrentes pode trazer mais escolha. A proteção dos dados também é uma exigência essencial. O desafio para a Apple e para a Comissão Europeia é transformar essas prioridades numa solução que funcione no dia a dia.

Enquanto o entendimento não chega, os utilizadores continuam à espera de saber quando poderão aceder à nova Siri e em que condições.

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  1. Avatar de Filipe
    Filipe

    Cada vez menos as empresas querem saber das idiotices da EU para sacar dinheiro em taxas ou multas.

    Noto que muita coisa não funciona na UE online tenho que usar VPN para dizer que sou se outro país para poder aceder a serviços.

  2. Avatar de Jihad
    Jihad

    A UE a arruinar a experiencia dos europeus com iphone. E uma tristeza. Eu so quero ter siriAI a funcionar, quero la saber se os meus dados ficam nos states ou na russia.

    1. Avatar de Max
      Max

      Resumo do Gemini sobre as objeções da Apple;

      O cerne do conflito reside no fato de a nova geração da assistente (incorporada ao ecossistema de inteligência artificial da marca) deixar de ser apenas uma ferramenta de comandos isolados para se tornar uma camada de controle inteligente do sistema operativo. Ela interage diretamente com o conteúdo do ecrã, dados de aplicações (mensagens, e-mails, fotografias) e executa ações complexas no dispositivo.

      Os principais pontos de atrito e dificuldades técnicas e regulatórias apontados pela empresa e debatidos com Bruxelas incluem:

      Interoperabilidade Profunda e Acesso a Dados Privados: O DMA exige que a Apple garanta a mesma interoperabilidade e acesso aos recursos de hardware e software do iOS que a Siri possui para assistentes de terceiros. A Apple argumenta que isso obrigaria a dar a aplicações externas acesso direto a dados altamente confidenciais dos utilizadores e ao controlo de ações sensíveis dentro de outras apps.

      Riscos de Segurança e Privacidade (Prompt Injection e Sequestro de Dados): A tecnológica sustenta que permitir que assistentes de IA concorrentes operem com o mesmo nível de privilégios de sistema abre brechas de segurança significativas. Especialistas da área apontam vulnerabilidades onde sistemas de IA podem ser manipulados (por exemplo, através de injeção de comandos maliciosos ocultos em páginas web ou e-mails) para ler ficheiros, extrair dados ou realizar ações sem o consentimento do utilizador.

  3. Avatar de TrincaBolotas
    TrincaBolotas

    Os problemas estruturais da Europa nao resolvem: emigracao, habitacao, emprego. Querem é taxas e mais taxas e legislacao idiota.

  4. Avatar de PorcoDoPunjab
    PorcoDoPunjab

    Só um desabafo, nada a ver com Aifones.

    França está a ferro e fogo.

    No telejornal de ontem à noite o espaço dedicado a esta matéria foi uns poucos segundos.

    Isto não é obra do acaso, são instruções recebidas por que manda.

    Se não é noticiado, não existe.

    Ainda falam de censura noutros países?

    Aqui é igual…

    Informem-me e vejam como está França, e digo mais, em breve noutros países europeus.

    Reparem nos " estudantes"….

    1. Avatar de Eu
      Eu

      Ora aí está.

      França é a maior potência europeia e o que se está lá a passar não augura nada de bom.

      A senhora da foto que manda na UE só tem olhos para a Ucrânia, tornou-se o principal objetivo dela. Quando a vejo ao lado Zé lascas, sinto vergonha alheia por a senhora se andar a fazer de rica com o dinheiro de uma população com muita falta dele.

      A UE está num poço e não é esta gente que vai saber tirar-nós de lá.

      Esta UE está disposta a ir mesmo ao fundo em nome de uma coisa qualquer que nem eles próprios sabem defender.

      Vergonha a UE não ter um verdadeiro lider com eles no sítio, apenas tem tachos para amigos…

  5. Avatar de Lemmiwinks
    Lemmiwinks

    Que pena acho que já nem vou conseguir dormir bem só por causa disto.

  6. Avatar de Maria Silva
    Maria Silva

    A união europeia não mandam nos iphones das pessoas que os compram ,eu tenho um iphone caricimo , e estou a espera ia inteligente, das gravacoes de chamadas que não as posso ter por causa da dona união europeia.Mas quem manda nos iphones? Também é a dona europeia? Sem ser os iphones já podem ter isso é não consigo entender. Deixem as pessoas decidir se querem ou não

    1. Avatar de Zé Fonseca A.
      Zé Fonseca A.

      Quem manda são os inteligentes donos dos caricimos.. isso nem com AI inteligente nem com AI burra, acho que só voltando à escola

  7. Avatar de Maria Silva
    Maria Silva

    A união europeia não mandam nos iphones das pessoas que os compram ,eu tenho um iphone caricimo , e estou a espera ia inteligente, das gravacoes de chamadas que não as posso ter por causa da dona união europeia.Mas quem manda nos iphones? Também é a dona europeia? Sem ser os iphones já podem ter isso é não consigo entender. Deixem as pessoas decidir se querem ou não

    1. Avatar de Max
      Max

      Depende de a empresa ser “Gatekeeper” a Google é Gatekeeper do Android, tal como a Apple é do iOS,

      Como mostro num comentário abaixo os sarilhos da Google com a UE por ter substituído o Google Assistant não são muito diferentes da Apple com o Siri Apple Inteligence. A Apple foi mais consistente- em vez de avançar como fez a Google e depois recuar – ou sujeitar-se a pesadas multas, preferiu não lançar a Siri AI na UE.

      Quem se ri é a Samsung, que nào é Gatekeeper de nada, pode fazer o que quiser.

  8. Avatar de Max
    Max

    E como está quanto ao Android?

    ”A União Europeia tem atuado de forma muito firme através de investigações e medidas vinculativas no âmbito da Lei dos Mercados Digitais (Digital Markets Act – DMA).

    Em vez de uma investigação que resulta apenas numa multa retroativa, a Comissão Europeia emitiu decisões formais e ordens de conformidade direcionadas especificamente à forma como a Google integra o Gemini no ecossistema Android.

    Os principais contornos desta intervenção regulatória envolvem:

    • Exigência de abertura a assistentes rivais: A Comissão exigiu que a Google altere o funcionamento do Android para permitir que assistentes de inteligência artificial concorrentes (como o ChatGPT ou o Claude) tenham o mesmo nível de integração profunda e acesso a comandos de voz no sistema operativo que o Gemini.
    • Contestação judicial da Google: A Google recorreu para os tribunais europeus para contestar estas ordens da União Europeia. A empresa argumenta que as imposições da UE são excessivas e que forçar a partilha de dados ou a abertura do sistema a esse nível pode comprometer a privacidade e a segurança dos utilizadores.
    • Prazos e multas: A Comissão Europeia estabeleceu prazos para a implementação destas mudanças de interoperabilidade no Android. Caso a Google venha a descumprir as regras da DMA após o processo, enfrenta o risco de coimas severas que podem atingir até 10% da sua faturação global anual.

    Em suma, a UE não proibiu o Gemini, mas está a forçar judicial e regulatoriamente a Google a nivelar o terreno de jogo para que os concorrentes tenham exatamente as mesmas oportunidades de integração no Android”

  9. Avatar de CIéqueébom
    CIéqueébom

    Os governantes europeus complicam demais.