Quantcast

Farmácia ou supermercado? Saiba onde os medicamentos sem receita são mais baratos

9 Comentários

Um novo estudo confirma que os medicamentos não sujeitos a receita médica são, em média, mais baratos nos espaços de saúde associados a supermercados do que nas farmácias tradicionais.

Desde 2005 que os medicamentos de venda livre deixaram de ser um exclusivo das farmácias, podendo ser comercializados em qualquer estabelecimento autorizado pelo Infarmed, com preços definidos livremente por quem os vende.

A expectativa inicial era de que a maior concorrência entre pontos de venda se traduzisse em preços mais baixos para o consumidor. Contudo, vários estudos têm mostrado o contrário.

O estudo mais recente da DECO PROteste, que analisou 26 medicamentos em 138 estabelecimentos, reforça que, comparativamente a 2024, todos os produtos da amostra ficaram mais caros, com o cabaz global a subir de 251,86 para 278,39 euros.

Supermercados continuam a ser a opção mais económica

A análise por canal de venda confirma que os espaços de saúde instalados em supermercados apresentam, de forma consistente, os preços médios mais baixos, enquanto as farmácias físicas tendem a concentrar os valores mais elevados. Curiosamente, a DECO PROteste regista este padrão desde 2006.

O exemplo mais expressivo é o do Daflon 1000 mg, cujo preço médio nos espaços de saúde ronda os 19,42 euros, cerca de 20% abaixo dos 24,24 euros praticados nas farmácias.

Diferenças relevantes verificam-se também na Magnesona, no Transact e no Pankreoflat, com poupanças entre os 10,6% e os 12,7% fora das farmácias.

Entre as próprias cadeias de supermercados existem também diferenças a considerar. Se dentro de cada um os preços são bastante uniformes a nível nacional, a Wells, do universo Sonae, surge como a opção mais barata, em média, quando os preços são comparados entre grupos.

O Bem-estar, do Pingo Doce, segue-lhe muito próximo, com um acréscimo de apenas 1%, enquanto a Saúde e Bem-Estar do Auchan e o Espaço Saúde do El Corte Inglés ficam, respetivamente, três e seis por cento acima do valor praticado na Wells.

Farmácias mostram os maiores contrastes de preço

Apesar de, em termos globais, serem menos competitivas, as farmácias físicas não deixam de registar situações paradoxais, apresentando simultaneamente alguns dos preços mais baixos e mais altos do mercado para o mesmo medicamento.

O Paracetamol Generis MG 500 mg, por exemplo, chega a variar 45% entre farmácias distintas, enquanto o Voltaren 25 mg, o Griponal e o Trifene 400 registam oscilações superiores a 60% consoante o estabelecimento escolhido.

No caso das farmácias online, apesar de apresentarem preços mais estáveis entre si, nem sempre compensam face às lojas físicas, especialmente quando cobram portes de envio, que podem atingir os cinco euros.

O estudo permitiu ainda comparar o custo médio do cabaz por distrito, com Coimbra a destacar-se como a região mais económica, com um valor médio de 266,53 euros, seguida de Braga e Aveiro.

No extremo oposto está Beja, onde o mesmo conjunto de medicamentos custa, em média, 298,90 euros, uma diferença de cerca de 32 euros face ao distrito mais barato.

Farmacêutico a organizar medicamentos numa farmácia

Comparar preços dos medicamentos compensa

Embora a compra isolada de uma única embalagem possa não representar uma poupança significativa, a DECO PROteste sublinha que a soma dos medicamentos adquiridos ao longo de um ano pode traduzir-se numa diferença relevante no orçamento familiar.

Num contexto de contenção financeira generalizada, a organização recomenda que os consumidores comparem preços antes de comprar, privilegiando, sempre que possível, os espaços de saúde associados a supermercados, sem descurar as farmácias em casos pontuais onde estas possam oferecer o preço mais competitivo.

Comentários

9
  1. DG
    David Guerreiro

    O negócio das farmácias é na venda dos MNSRM, produtos de higiene, cosmética, beleza, suplementos. Se fosse pelos medicamentos sujeitos a receita, já tinham fechado.

    1. LM
      LMR

      Não acredito. Eu sei que o dinheiro movimentado é uma coisa e o lucro é outra e que a legislação tem cortado lucros às farmácias mas, não há velhote ou novo que esteja na farmácia que não seja para para deixar lá no mínimo 30, euros e os clientes são tantos que conheço farmácias com 4,5,6 e mais empregados.

      1. DG
        David Guerreiro

        Mais uma vez digo, as farmácias sobrevivem das margens grandes fora dos medicamentos sujeitos a receita, que têm preço fixado. Vai comprar um xarope para a tosse é lucro de 200%. Vai comprar uma pomada, lucro de 75%, etc. Nenhuma farmácia sobreviveria a vender exclusivamente MSRM.

  2. FO
    FOSS

    As dores foram e nunca mais voltaren.

  3. RO
    Rodrigo

    Farmacias não valem a pena. Vendem sempre mais caro e ainda tenho de ir pedir a senhora preservativos etc. no supermercado ninguem pergunta nada

    1. DG
      David Guerreiro

      É igual. No Pingo Doce é preciso pedir, porque está tudo fechado dentro de um expositor de vidro.

    2. ZA
      Zé Fonseca A.

      Preservativos? Lol.. para que serve isso?

    3. GU
      Gustavo

      Rodrigo, não tens de pedir mas levas com olhares "eu sei o que vais fazer"

  4. ES
    “Estudos”

    Falam do Daflon, mas não falam do Dioflav que é exactamente o mesmo mas por menos 30% e as parafarmacias não conseguem este preço. Estudo encomendado por grande retalhistas. As farmácias têm alternativas bem, mas bem mais baratas. O mercado das grandes marcas está a definhar.

Deixe um comentário