O WhatsApp continua a ser o canal de eleição para criminosos que querem burlar utilizadores desatentos, mas o cenário mudou. As autoridades e centros de segurança emitiram um alerta para uma nova campanha de ataques. Ao contrário das fraudes tradicionais, este esquema não necessita que a vítima clique num link ou leia um código QR para perder a sua conta.
Trata-se de uma técnica conhecida no meio da segurança como ataque *zero-click*. Através deste método, a invasão ocorre nos bastidores do dispositivo, sem qualquer intervenção humana. A vaga de incidentes começou a ser documentada em Itália e expandiu-se rapidamente para a Península Ibérica, onde o volume de vítimas já superou a média habitual deste tipo de ameaça complexa.
Como funciona a invasão silenciosa no WhatsApp
A invasão acontece através do encadeamento de duas vulnerabilidades críticas no software do dispositivo. Os atacantes exploram uma falha no iOS, presente em versões anteriores à compilação 16.7.12, em conjunto com uma brecha na aplicação oficial do WhatsApp para iPhone. Esta combinação permite aos piratas informáticos executar comandos à distância e assumir o controlo da aplicação de forma remota.
Depois de assegurarem o acesso, os criminosos passam a monitorizar as conversas da vítima para encontrar contactos prioritários. De seguida, disparam mensagens a pedir transferências financeiras urgentes sob o pretexto de imprevistos monetários. Como o texto parte do número legítimo do utilizador, a probabilidade de terceiros caírem na armadilha financeira torna-se substancialmente maior.
Truque discreto dos burlões e como proteger conta
O detalhe mais perigoso desta fraude reside na sua total invisibilidade no telemóvel do proprietário. O utilizador continua a enviar e receber mensagens normalmente, sem notar comportamentos anómalos. Para esconder os pedidos de fraudulentos, os invasores utilizam o comando nativo de eliminar mensagem apenas para o remetente, garantindo que o diálogo fique registado apenas no telefone da vítima.
Perante a gravidade do cenário, a reação das tecnológicas foi imediata no sentido de travar a vaga de intrusões. A Apple e a Meta desenvolveram correções de segurança específicas que encerram as portas de entrada aproveitadas por esta vaga maliciosa. A principal recomendação passa por verificar de imediato as definições do equipamento e aplicar a atualização mais recente do iOS.
Por fim, é indispensável aceder à loja App Store para forçar a atualização da aplicação do WhatsApp para a versão mais recente. Apenas a combinação do sistema operativo devidamente protegido com a aplicação de mensagens revista impede a ação remota dos criminosos e assegura a proteção integral dos dados pessoais.




















