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Meta lançou Muse, um agente de IA criado para agir em nome do utilizador

8 Comentários

A Meta lançou esta semana o Muse, o seu novo agente pessoal de Inteligência Artificial (IA), apresentando-o como um primeiro passo rumo àquilo que Mark Zuckerberg e a empresa descrevem como “superinteligência pessoal”. Entenda o que a dona do Facebook e Instagram pretende com esta novidade!

O Muse chegou esta semana aos Estados Unidos, com aplicações para iOS e Android, acesso através do site muse.ai e integração direta no WhatsApp. A Meta apresenta-o como um passo em direção àquilo que descreve como “superinteligência pessoal”.

A principal diferença em relação a um chatbot tradicional está na autonomia. Em vez de esperar por uma instrução para cada etapa, o Muse pode receber um objetivo, elaborar um plano e executar várias ações para o concretizar.

O agente pode, por exemplo, pesquisar opções de viagem, preencher formulários, enviar e-mails ou fazer compras. Também pode continuar a trabalhar em segundo plano depois de a aplicação ser fechada e pedir autorização quando chega a uma ação que exige intervenção do utilizador.

Segundo a Meta, o Muse é alimentado pelo Muse Spark, sendo a versão 1.3 a mais recente utilizada na arquitetura apresentada pela Meta.

A empresa diz que o modelo foi desenvolvido especificamente para tarefas agênticas, incluindo a utilização de navegadores e a interação com serviços externos.

Não fosse isto suficiente, o Muse ainda pode guardar informações relevantes sobre o utilizador e utilizá-las em tarefas futuras. Exemplificando, a Meta indicou a possibilidade de transformar uma receita numa lista de compras, tendo em conta preferências ou restrições previamente indicadas.

Segurança no centro do sistema, segundo a Meta, com o Sentinel

Dar a um agente acesso ao e-mail, calendário, contas online e pagamentos cria riscos que não existem num chatbot convencional. Neste sentido, a Meta diz ter desenhado o Muse para limitar esses riscos, embora reconheça que o agente continuará a cometer erros.

Cada utilizador tem uma Muse Secure VM, uma máquina virtual isolada onde ficam os dados e as credenciais dos serviços ligados ao agente. O modelo que executa as tarefas não tem acesso direto às palavras-passe ou aos tokens.

O controlo das ações passa pelo Sentinel, um sistema separado que funciona como autoridade de permissões, decidindo se uma determinada ação externa pode ser executada e controlando o tráfego de saída da rede. Algumas ações ainda exigem a aprovação do utilizador.

A arquitetura procura reduzir o impacto da chamada tríade letal (em inglês, lethal trifecta) da prompt injection, que combina acesso a dados privados, exposição a conteúdo não confiável e capacidade para executar ações no exterior.

A Meta diz combater este problema através do treino do modelo, classificadores de segurança e limitações impostas ao ambiente onde o agente funciona.

A empresa abriu também um programa de recompensas por falhas de segurança, com prémios de até 300 mil dólares para vulnerabilidades válidas.

A proteção será reforçada com uma futura Confidential VM, por via da qual a Meta pretende cifrar a máquina virtual de forma a que a chave fique sob controlo do utilizador, impedindo tecnicamente o acesso da própria empresa aos dados armazenados nesse ambiente. Esta versão está prevista para este ano.

Compras com aprovação do utilizador

O Muse também pode tratar de compras. A integração inicial é feita através do Link, da Stripe, e utiliza números de cartão de utilização única, para que o agente não tenha acesso aos dados reais do cartão.

A Meta afirma que o Muse é o primeiro agente de IA abrangido pelas proteções de compra do Link. O utilizador continua a ter de aprovar a compra antes de esta ser concluída.

Uma nova corrida pelos agentes de IA

A Meta não está sozinha nesta corrida, com a Google a ter o Gemini Spark, a Anthropic a ter o Claude Cowork e várias startups a desenvolverem agentes capazes de executar tarefas em nome dos utilizadores.

Para a Meta, a vantagem do seu Muse está, em parte, na distribuição, uma vez que chega integrado num ecossistema que inclui WhatsApp, Instagram e outros serviços da empresa amplamente utilizados, o que pode facilitar a sua adoção.

De qualquer forma, a Meta reforça que o Muse não foi concebido como um sistema infalível, mas como um agente capaz de agir autonomamente dentro de várias camadas de proteção.

Comentários

8
  1. PA
    PagaImpostos

    «impedindo tecnicamente o acesso da própria empresa aos dados armazenados»

    Como se houvesse software sem backdoors.

  2. JE
    jedi

    já ando a usar a versao 1.3 do muse model no opencode a quase 1 mes de borla.

    É melhor que alguns AI model chineses, é só uma questão de tempo de estar a nivel pelo menos de models como Deepseek, GLM e Qwen,
    provalmente já na proxima versao, que espero que seja lançada ainda este ano.

    vamos ver. 😉

    1. ZA
      Zé Fonseca A.

      No entanto longe do grok

      1. JE
        jedi

        muito antes de utilizar opencode e kilo ( ferramentas que já incluem pelo menos 5 modelos de borla, sem necessario de criar uma conta na respetiva plataforma), cheguei via web chat, entre outras, o grok, sem necessario registo na altura, gostava de forma como grok organizava e apresentava a informacao, isto na fase inicial do modelo.
        infelizment a xAI, uns meses para cá obriga a registo, por isso já nao posso opiniar sobre o estado do modelo grok.

        Mesmo assim tenho lido e visualizado videos no YT a falar bem do modelo atualmente e com dados concretos.

        infelizmente a unica forma de testar o grok, seria pagar subscrição do plano Go do opencode por $10 ou,
        comprar subscricao do Github copilot Pro por $10 ou,
        como xAI comprou tudo relacionado com Cursor, dando atualmente mais relevancia ao modelo Grok, ao comprar subscrição do Cursor por $20.

        Isto tudo valores sem iva, cambio da moeda e processamento por parte do banco. 😉

        1. ZA
          Zé Fonseca A.

          É um dos modelos mais baratos per task que andam aí, preço qualidade é o melhor e nesta semana é lançado o 4.7.
          Na minha empresa temos subscrição de cursor e usamos vários modelos dentro da subscrição, maior parte das vezes uso o fable para orquestrar subagentes grok, a OpenAI está a saltar fora do cursor por isso há que trabalhar com o que se tem, ando a usar astra em bedrock mas tem perdido qualidade face ao lançamento

  3. FA
    Fakir

    E os Muse receberam quanto pela utilização do nome?

    1. JE
      jedi

      Por acaso ontem tava a falar sobre isso com um colega.
      E até parece que eles (Meta) mudaram o nome ou do instagram ou outra plataforma da Meta, de somente Muse para Muse Band, sem o consentimento deles, LOL. ;(

  4. PE
    Pedro

    Não, obrigado.

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