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13 Institutos Politécnicos passam hoje a Universidades Politécnicas! O que muda?

11 Comentários

A partir deste mês de agosto, o ensino superior português entra numa nova fase. Treze institutos politécnicos públicos passam oficialmente a designar-se Universidades Politécnicas, uma alteração que resulta da entrada em vigor da revisão do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES).

A mudança decorre da Lei n.º 32/2026, de 20 de julho, que permite aos institutos politécnicos com acreditação institucional máxima atribuída pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES) adotarem automaticamente a designação de Universidade Politécnica.

Quais são as novas Universidades Politécnicas?

As instituições abrangidas por esta alteração são:

  • Universidade Politécnica de Beja
  • Universidade Politécnica de Bragança
  • Universidade Politécnica de Castelo Branco
  • Universidade Politécnica do Cávado e do Ave
  • Universidade Politécnica de Coimbra
  • Universidade Politécnica da Guarda
  • Universidade Politécnica de Lisboa
  • Universidade Politécnica de Portalegre
  • Universidade Politécnica de Santarém
  • Universidade Politécnica de Setúbal
  • Universidade Politécnica de Tomar
  • Universidade Politécnica de Viana do Castelo
  • Universidade Politécnica de Viseu

O que muda na prática?

A alteração vai além da mudança de nome. As novas Universidades Politécnicas passam a integrar um novo enquadramento legal que reconhece a evolução destas instituições ao longo das últimas décadas.

Entre as principais novidades destacam-se:

  • A designação oficial passa de Instituto Politécnico para Universidade Politécnica;
  • Os presidentes das instituições passam a ser designados reitores, mantendo-se os atuais titulares em funções até ao final dos respetivos mandatos;
  • As futuras eleições para a liderança das instituições passam a seguir as novas regras previstas no RJIES;
  • Mantém-se a identidade de ensino politécnico, fortemente orientada para a formação prática, inovação, investigação aplicada e ligação às empresas e à sociedade.
  • Estas novas universidades politécnicas podem agora integrar cursos e unidades orgânicas que antes estavam reservados às universidades clássicas.

Os Politécnicos de Leiria e do Porto seguiram um percurso distinto. A partir deste mês, deixaram de integrar o subsistema politécnico e passaram a fazer parte do sistema universitário público, assumindo as designações de Universidade de Leiria e do Oeste e Universidade Técnica do Porto, respetivamente.

Comentários

11
  1. JO
    Jorge

    Neste país é tudo uma questão de financiamentos e … tachos.

  2. CO
    conservador

    ou seja, serve apenas para aumentar vencimentos dos manda-chuva e claro dar-lhes um nome mais pomposo, para alunos, pais e restante gente fica tudo na mesma.

  3. JA
    jafoi

    Parabéns sr reitor CIid the crow

  4. GA
    Gabriel

    Basicamente só muda o nome para tentar acabar com o estigma associado aos politécnicos como ensino de segunda categoria

    1. AN
      Andre

      Eu nao concordo. Tanto politecnicos como universidades fazem o seu papel na sociedade de maneiras distintas, e toda a gente sabe isso. Juntar estes institutos nao faz sentido nenhum, e quem vai ditar se isto faz sentido ou nao é o mercado de trabalho. Muitas empresas nao querem alunos que estejam a estudar na FEUP e preferem alunos de politecnicos, como existem empresas que preferem o contrario. É preciso saber separar as coisas, porque as finalidades para as quais foram criadas é diferente. Quanto aos vencimentos serem equiparados para os docentes, concordo plenamente. Nao faz sentido existir esta diferenca de salarios.

  5. NC
    Nuno Cabral

    Muda o nome da mosca, mas por baixo continua a mesma me…
    O que é que vai realmente trazer de novo ao ensino?
    Ou vou continuar a apanhar estagiários que são “burros” que nem calhaus?
    Como posso oferecer emprego a esses alunos?
    Reorientem os cursos para realmente formação técnica forte e profissional.
    Sei que no IPG pelo menos, os alunos de engenharia informática não têm sequer conhecimentos de hardware, mas têm uma cadeira de Física…. dá um jeitão…..

    1. ZA
      Zé Fonseca A.

      O problema é que muitos destes politecnicos deviam ter programas de ensino mais ajustados a componentes técnicas e práticas e na maioria dos casos tentam imitar os programas das faculdades, é por isso que depois sao considerados de segunda categoria.
      Felizmente ha algumas excepções

  6. GB
    Gringo Bandido

    O problema do ensino é que destroi a curiosidade natural pelo mundo e substitui por ganância de ganhar dinheiro, é essa a lavagem de cérebro perigosa.

    1. ZA
      Zé Fonseca A.

      Curiosidade por um mundo que apenas podes ler, não podes conhecer nem vivenciar? Por isso serve ganhar dinheiro, abre portas a isso tudo

  7. GU
    Gustavo

    Decreto-Lei n.º 145/2026 IPP→UTP

  8. MC
    M. Correia

    Mudam as moscas. Continuam a ter professores que deviam estar no Júlio de Matos, continuam a ter alunos que não se percebe como chegaram além do 9° ano, continuam a ter uma planos curriculares que não servem o mercado de trabalho, continuam a ter alunos que desistem a meio porque não estão para aturar doidos, e continua a ser um desfile de vaidade para ulguns professores deslumbrados que nunca passaram pelo mercado empresarial.

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