Perdeu ou roubaram-lhe o smartphone? As 10 coisas que deve fazer imediatamente em 2026
Não é a primeira vez que escrevemos sobre o assunto e pelo andar da sociedade, não será a última. Isto porque os smartphones tornaram-se o centro da nossa vida digital. Guardam fotografias, mensagens, documentos, dados bancários, acessos a redes sociais e até chaves digitais. Por isso, perder um smartphone ou ser vítima de um roubo pode representar muito mais do que a perda de um simples equipamento.
Tal como também já temos falado no assunto, nos últimos anos, os criminosos aperfeiçoaram os seus métodos. Em muitas cidades europeias, são cada vez mais comuns os furtos por esticão, muitas vezes precedidos pela observação discreta do código de desbloqueio da vítima.
A boa notícia é que a tecnologia também evoluiu e existem hoje mecanismos de proteção que dificultam significativamente o acesso aos dados pessoais.
Perdeu ou roubaram-lhe o smartphone? Estes são os passos que deve seguir o mais rapidamente possível.
1. Tente localizar o equipamento
A primeira ação deve ser tentar localizar o smartphone através dos serviços disponibilizados pelo fabricante.
No iPhone, utilize a aplicação Encontrar através de outro dispositivo Apple ou através do navegador. Nos smartphones Android, recorra ao serviço Localizar o telemóvel, da Google.
Mesmo que o equipamento esteja desligado, muitos modelos recentes conseguem transmitir a última localização conhecida ou até permanecer visíveis durante algum tempo através de redes colaborativas de localização.
Caso o equipamento apareça num local desconhecido ou suspeito, evite deslocar-se sozinho para o recuperar. Contacte as autoridades.
2. Ative imediatamente o modo perdido ou bloqueie o dispositivo
Se não conseguir recuperar rapidamente o smartphone, coloque-o em Modo perdido. Esta funcionalidade bloqueia o equipamento remotamente, impede acessos indevidos e pode apresentar uma mensagem personalizada no ecrã com um contacto alternativo.
Quanto mais cedo o dispositivo for bloqueado, menor será a probabilidade de alguém conseguir aceder às suas informações pessoais.
3. Proteja a sua conta Apple ou Google
O smartphone é normalmente a porta de entrada para dezenas de serviços. Se suspeitar que alguém pode ter acesso ao equipamento, altere imediatamente a palavra-passe da sua conta Apple ou Google.
Verifique também quais os dispositivos associados à conta e remova qualquer sessão que não reconheça.
Esta medida impede que terceiros utilizem cópias de segurança, fotografias, mensagens ou outros dados armazenados na nuvem.
4. Bloqueie o cartão SIM ou eSIM
Muitos ataques começam pela tentativa de controlar o número de telefone da vítima. Contacte rapidamente a sua operadora para bloquear o cartão SIM ou o perfil eSIM associado ao equipamento desaparecido.
Ao fazê-lo, evita que alguém receba códigos de autenticação por SMS ou tente recuperar contas utilizando o seu número de telefone.
Bloqueie imediatamente o cartão SIM ou eSIM
Pode bloquear o seu cartão SIM ou eSIM rapidamente através da aplicação ou do site da sua operadora. Em alternativa, pode contactar diretamente o apoio ao cliente para suspender o serviço e impedir utilizações indevidas do seu número de telefone.
Contactos das operadoras em Portugal:
- MEO: 1696 (grátis na rede MEO) ou 961 696 000 a partir de outras redes.
- NOS: 1699 (custo de chamada aplicável) ou 931 699 000 a partir de outras redes.
- Vodafone: 16912 (custo de chamada aplicável) ou 911 691 200 a partir de outras redes.
- NOWO: 16800 (grátis na rede NOWO) ou 917 000 300 a partir de outras redes.
- DIGI: 923 30 90 30 (Gratuito para a rede DIGI)
Também pode efetuar esta operação através das respetivas áreas de cliente ou aplicações móveis das operadoras.
Ao solicitar o bloqueio do serviço ou uma segunda via do cartão SIM/eSIM, a operadora irá pedir dados de identificação para confirmar que é o titular da conta.
5. Remova os cartões bancários das carteiras digitais
Atualmente, a maioria dos utilizadores tem cartões associados ao Apple Pay ou Google Wallet. Caso o smartphone desapareça, remova imediatamente os cartões através da aplicação do banco ou da área de gestão da conta (aqui estão todos os números para solicitar a qualquer banco o bloqueio do cartão).
Embora estes sistemas utilizem mecanismos de segurança avançados, a remoção preventiva reduz qualquer risco de utilização indevida.
6. Proteja as aplicações bancárias
Os bancos tornaram-se um dos principais alvos dos criminosos. Se o smartphone foi roubado, especialmente se o ladrão puder conhecer o código de desbloqueio, deve terminar todas as sessões ativas nas aplicações bancárias e alterar os códigos de acesso.
Sempre que possível, contacte também o banco para informar a situação. Algumas instituições permitem bloquear temporariamente o acesso através daquele equipamento específico.
7. Ative a Proteção de Dispositivo Roubado no iPhone
Os utilizadores de iPhone devem garantir que a funcionalidade Proteção de dispositivo roubado está ativada. Esta funcionalidade introduz uma camada adicional de segurança que exige autenticação biométrica para operações críticas, como alterar palavras-passe, desativar o Encontrar ou modificar definições da conta Apple.
Mesmo que um criminoso descubra o código de desbloqueio, não conseguirá assumir facilmente o controlo total do equipamento.
8. Guarde e comunique o IMEI às autoridades
O IMEI funciona como o número de identificação único do smartphone. Idealmente, deve ser guardado antes de qualquer incidente. Pode encontrá-lo na embalagem original, na fatura ou através das definições do equipamento.
Em caso de roubo, forneça este número à polícia e à operadora. Esta informação pode ajudar na identificação do equipamento e em eventuais investigações.
9. Apresente queixa junto das autoridades
Mesmo que considere improvável recuperar o smartphone, apresente sempre participação às autoridades. A queixa pode ser necessária para acionar seguros, justificar utilizações fraudulentas posteriores e contribuir para investigações relacionadas com redes de furto organizadas.
Use os meio digitais ou vá diretamente a uma esquadra da polícia. Caso pretenda usar os meios digitais, faça desde logo uma queixa digital. Sempre que possível, leve consigo o IMEI do equipamento e a última localização conhecida.
10. Verifique regularmente as suas contas nos dias seguintes
O trabalho não termina no momento em que bloqueia o smartphone. Durante os dias seguintes, monitorize contas bancárias, redes sociais, serviços de correio eletrónico e outras plataformas importantes.
Esteja atento a tentativas de recuperação de palavra-passe, acessos suspeitos ou notificações de autenticação que não reconheça. Quanto mais cedo detetar uma atividade anormal, mais rapidamente poderá agir para minimizar eventuais danos.
Hoje, perder um smartphone é mais do que perder um telemóvel
Há alguns anos, perder um smartphone significava sobretudo perder um equipamento caro. Em 2026, significa potencialmente perder o acesso a uma grande parte da nossa vida digital.
Felizmente, os fabricantes reforçaram significativamente a segurança dos seus dispositivos e os utilizadores dispõem hoje de ferramentas capazes de dificultar a ação dos criminosos. Ainda assim, a rapidez de reação continua a ser o fator mais importante para proteger os seus dados e evitar consequências mais graves.



































A notícia toda centra-se em Iphone, Iphone,….
Isso não é verdade. No que existe para ambos os sistemas operativos, está lá bem explicado. Só um ponto é dedicado ao iPhones e porque a Google só tem essa opção. 😉
Então analise os prints todos e diga-me quantos são IOS e quantos são Android pf
Ai agora o conteúdo é medido pelos prints? 😀 Ridículo . Os prints são majoritariamente iOS porque as opções testadas foram no meu smartphone, iPhone. Mas a maioria dos pontos, como o 10, o 9, o 8, o 6, o 5, o 4, o 3 e o 1 são pontos onde cabem ambos os sistemas e onde os prints são de serviços e ou do sistema mais relevante naquela opção. Os outros são exclusivos do iOS. E, como sabemos, os iPhones têm os sistemas iOS e têm Google. AO passo que os Android têm apenas o da Google. 🙂
Diria que remote wipe devia ser o primeiro e único passo e o mais seguro
Porque é que na parte Contactos das operadoras em Portugal, não puseram a Digi?
Uma boa opção era fazer o telefone explodir remotamente…
Ora digam lá que não era uma boa ideia.
Estou à espera que um de vcs me diga que se um tipo vos tirasse o telefone das mãos com a clara intenção de o roubar, que não iriam de imediato usar essa opção.
Quem vai ser o primeiro, quem vai?
Ainda sou do tempo que preferia perder o telemóvel á carteira!
Hoje em dia, levem-me tudo, a carteira, mas o telemóvel é que não!