A sua airfryer pode estar a contaminar a sua comida. Entenda o que pode fazer!
A fritadeira de ar quente, ou airfryer, tornou-se um dos eletrodomésticos mais populares das cozinhas portuguesas. Contudo, uma questão que poucos colocam está relacionada com os plásticos e revestimentos antiaderentes que a compõem. Estes podem ser uma fonte silenciosa de contaminação alimentar.
O problema está no revestimento
Quando falamos de airfryers e plásticos perigosos, o foco tende a recair sobre a caixa exterior. No entanto, o risco real está na cesta interior revestida com PTFE, ou politetrafluoretileno, vulgarmente conhecido como Teflon.
Um estudo publicado na revista Science of The Total Environment concluiu que cozinhar com revestimentos antiaderentes como o Teflon pode libertar partículas de microplásticos para os alimentos.
Na altura, os investigadores descobriram que o revestimento se vai degradando gradualmente com o uso, mesmo sem danos visíveis, e que a quantidade de microplásticos libertada aumenta com a temperatura de cozedura.
"Produtos químicos eternos" nas refeições
O problema vai além dos microplásticos propriamente ditos. O Teflon pertence à família das per- e polyfluoroalkyl substances (PFAS), ou os chamados "químicos eternos", que podem ser encontradas em embalagens de alimentos, na água potável e em utensílios domésticos.
As PFAS estão associadas a problemas de saúde como infertilidade e alguns tipos de cancro, com os investigadores das Universidades de Newcastle, no Reino Unido, e Flinders, na Austrália, a concluírem que uma única rachadura na superfície de uma frigideira antiaderente pode libertar cerca de 9100 micropartículas de Teflon.
Com fissuras maiores, os mesmos investigadores estimam que até 2,3 milhões de microplásticos e nanoplásticos podem ser libertados, com efeitos ainda desconhecidos para a saúde humana.
Calor elevado agrava o problema
Tipicamente, uma airfryer opera entre 160 °C e 220 °C, o que coloca pressão adicional sobre os seus revestimentos.
Embora o PTFE não seja considerado tóxico em condições normais, a temperaturas acima dos 260 °C começa a libertar gases que podem ser tóxicos se inalados. Esta temperatura pode parecer distante do uso doméstico, mas com o desgaste progressivo do revestimento, o limiar de segurança vai baixando.
Além disso, os nanoplásticos são particularmente preocupantes. Por serem partículas pequenas, podem atravessar barreiras celulares e acumular-se no organismo.
Deve trocar para uma airfryer de vidro?
A resposta depende do estado da sua airfryer atual. Fritadeiras sem óleo com revestimento PTFE que apresentem riscos ou sinais de sobreaquecimento devem ser substituídas.
Além disso, devemos optar por materiais como aço inoxidável ou vidro, por forma a reduzir significativamente a exposição a microplásticos.
Se o interior da sua airfryer estiver intacto e sem arranhões, o risco imediato é baixo, embora não nulo.
No entanto, se já se nota desgaste na cesta, a troca para um modelo com câmara de vidro temperado e peças interiores em inox pode ser uma decisão sensata, partindo do princípio da precaução.
Algumas alternativas:
Fritadeira sem óleo MELLERWARE
MELLERWARE - Fritadeira de Ar Crunchy Glass 1450W | Cestinho de Vidro 4,5L | 9 Programas + Pré-aquecimento | Ecrã Táctil | Temp 80-200ºC | Temporizador 60 min | Lavável na máquina de lavar louça.
Fritadeira sem óleo CREATE
CREATE/AIR FRYER STUDIO CRYSTAL/Fritadeira sem óleo 4,2 L com vaporizador de água moca/Capacidade 5-6 porções, 6 programas, bandeja de vidro, controle de tempo e temperatura, 1300W.
Fritadeira sem óleo Ninja
Fritadeira Elétrica Portátil Ninja CRISPi, 3,8L, 4 em 1: Frita a ar, assa, mantém quente e grelha, compacta, inclui 2 recipientes de vidro amovíveis com tampas.
Um conselho sem alarmismo
A ciência ainda está a estudar os efeitos da ingestão crónica de microplásticos, mas os dados disponíveis apontam num sentido preocupante.
Importa ressalvar que a airfryer em si não é o problema, mas antes o revestimento antiaderente degradado. Mantê-lo em bom estado, evitar utensílios metálicos e substituir a cesta ao primeiro sinal de desgaste são medidas simples e eficazes.
Para quem quer ir mais longe, os modelos com cesta de vidro eliminam grande parte da equação.




















Nem era preciso ser cientista para saber de tal coisa.
Eu não uso. Prefiro os cozinhados à moda da avozinha.
O Teflon é inerte, não reage.O problema do Teflon era quando usavam PFOA no fabrico, mas isso foi descontinuado. As airfryers no mercado não possuem PFOAs no fabrico do PTFE.
Airfryer para que? Basta usarem o forno normal que é mais seguro e faz o mesmo. Para os que acham o forno demasiado grande e precisam de cozinhados em menos espaco basta comprar um forno dual cook em que pode so aquecer uma metade de cima ou a de baixo ou os 2 juntos
Não é igual não. O forno gasta muito mais energia e demora mais tempo. A vantagem da airfryer é o espaço confinado, com o ar quente em força em cima dos alimentos. O forno tem o seu lugar na cozinha, mas para algumas coisas a airfryer é mais rápida e mais económica.
Forrei a minha com napron para nao correr riscos
Megalol…estou me a rir como um patinho… obrigado
Não esquecer a nossa senhora de Fátima que muda de cor conforme as condições meteorológicas
Grande chefe , basta comprar papel vegetal e forrar a cuba com folha de papel vegetal …..vende-se em qualquer supermercado e é barato
Eu uso formas de papel vegetal já cortadas. Pode ficar ligeiramente mais caro que os rolos mas é mais prático.
Pois ! Mas o papel vegetal especialmente como diz “barato” não é isento de riscos a maior parte no seu processo de fabrico com lexívia, papel vegetal sim quanto mais amarelo melhor e a evitar os brancos.
Uso Patusca à prova de bala
Jokes on you, a minha não está revestida com coisa nenhuma. É metal por dentro e plástico por fora. De anti-aderente nunca teve nada.