Meta vai despedir 8000 funcionários e transferir 7000 para o departamento de IA
A Meta volta a enfrentar um período de forte instabilidade interna, com milhares de trabalhadores à espera de saber se irão manter o emprego. A empresa prepara uma nova reestruturação, marcada por despedimentos, mudanças internas e uma aposta cada vez maior na inteligência artificial (IA).
Despedimentos na Meta começam de madrugada
A Meta decidiu voltar temporariamente ao regime de teletrabalho nos Estados Unidos numa altura particularmente delicada para a empresa. A medida surge no contexto de uma nova ronda de cortes na estrutura da tecnológica, que deverá afetar milhares de funcionários em várias regiões.
De acordo com informações avançadas pela Reuters, a empresa informou os colaboradores norte-americanos de que deveriam trabalhar a partir de casa durante o dia em que os despedimentos começassem a ser comunicados. A decisão pretende evitar o ambiente de tensão que inevitavelmente acompanha um processo desta dimensão.
Segundo documentos internos divulgados pela agência, os cortes serão realizados em três fases distintas e terão início às 4h00 da madrugada de quarta-feira.
A informação foi transmitida por Janelle Gale, responsável pelos Recursos Humanos da Meta, através de um memorando interno enviado aos trabalhadores. Na comunicação, a dirigente alertava para a chegada de várias alterações organizacionais e para grandes mudanças dentro das equipas.
Os despedimentos deverão atingir aproximadamente 10% da força de trabalho da empresa. No final de março, a Meta contava com quase 78 mil funcionários em todo o mundo. Além disso, a tecnológica cancelou cerca de 6 mil processos de recrutamento que estavam em aberto.
Mais de 7 mil trabalhadores mudam para projetos de IA
Apesar da redução de pessoal, a Meta também está a avançar com uma grande reorganização interna. Mais de 7 mil funcionários foram transferidos para novos projetos ligados à IA, uma das áreas prioritárias para Mark Zuckerberg.
Parte dessas mudanças já começou a ser implementada antes de 20 de maio, embora muitos trabalhadores apenas venham a receber confirmação oficial durante o próprio dia dos despedimentos.
As semanas anteriores ao anúncio oficial foram particularmente difíceis para muitos trabalhadores da Meta. Depois das primeiras fugas de informação sobre os despedimentos, instalou-se um clima de enorme incerteza dentro da empresa.
Vários funcionários descreveram o último mês como um verdadeiro "inferno", marcado pela ansiedade constante e pelo receio de perder o emprego a qualquer momento.
Ao mesmo tempo, surgiram críticas internas relacionadas com ferramentas de monitorização de produtividade utilizadas pela empresa. Alguns trabalhadores contestaram sistemas de rastreamento do movimento do rato utilizados para acompanhar a atividade durante o horário laboral.
Segundo informações avançadas pelo Business Insider, alguns responsáveis da Meta admitem que estes despedimentos poderão não ser os últimos. A possibilidade de novos cortes nos próximos meses continua em cima da mesa, o que aumenta ainda mais a incerteza entre os trabalhadores da tecnológica.
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chegará o tempo em que as grandes empresas deixarão de procurar homens para procurar inteligência.
Milhares serão dispensados, não porque falharam, mas porque as máquinas aprenderam a fazer mais por menos. Outros serão reaproveitados para alimentar a própria força que um dia os substituirá.
Os poderosos chamarão isso de reestruturação.
Dirão que é eficiência.
Dirão que é evolução.
Mas será o início de uma nova era:
uma era em que o trabalhador deixará de competir com outros homens
e passará a competir com algoritmos.
As empresas tornar-se-ão menores em humanidade e maiores em automação. Os escritórios ficarão silenciosos, enquanto os servidores crescerão como catedrais digitais alimentadas dia e noite.
E muitos perceberão tarde demais:
a inteligência artificial não veio apenas para ajudar os homens.
Veio para decidir quais deles ainda serão necessários.
E para que é que precisamos de comprar bens nesse caso?
Tambem vai deixar de haver clientes em muitos casos.
Não se cuidem não
O drama. O horror. Vais para a human farm e não pias.
Realmente ser transferido para o departamento de IA na Meta é como ser despedido.
+1
#”Somos uma família”
É o tudo ou nada!
Quando a bolha rebentar é que vai ser bonito!
Já não estou certo que rebente porque a bolha se está a conseguir auto alimentar e não há perspectivas de abrandar, seriam precisos mais 2-3 anos ou então uma crise global
O CEO, é que nunca é despedido.