GNR alerta para “relay attack”: roubo de carros sem chave e em segundos
A Guarda Nacional Republicana (GNR) tem vindo a alertar os condutores para uma técnica de roubo automóvel cada vez mais usada na Europa e também em Portugal: o chamado “relay attack”. Saiba o que é.
O relay attack trata-se de um método silencioso, rápido e que não deixa sinais de arrombamento. Este ataque por retransmissão de sinal explora uma funcionalidade muito comum nos carros modernos: o sistema keyless (entrada e ignição sem chave física).
Com esta tecnologia, basta ter a chave no bolso para abrir o carro e ligá-lo através do botão Start/Stop. O problema é que o sinal emitido pela chave pode ser captado e amplificado por criminosos.
Relay attack: como funciona o esquema?
O processo é simples e assustadoramente eficaz:
- Um dos criminosos aproxima-se da porta da casa da vítima com um dispositivo eletrónico.
- O equipamento capta o sinal da chave, mesmo estando dentro de casa.
- Um segundo elemento, junto ao carro, recebe esse sinal amplificado.
- O veículo “acredita” que a chave está presente (por perto).
- O carro desbloqueia e pode ser ligado normalmente.
Tudo isto pode acontecer em menos de 30 segundos e sem qualquer dano visível no veículo.
Este tipo de crime tem aumentado nos últimos anos na Europa. Em Portugal, as autoridades têm registado vários casos, sobretudo em zonas urbanas e áreas residenciais.

























Beleza. Não são precisos dois, basta um, com um amplificador próximo do carro enquanto o condutor se afasta ou aproxima – o carro não tranca ou então abre as portas.
Depois é acionar o motor e andar, até o motor voltar a parar.
Às vezes conduzo o carro da Maria, dá-me a chave, coloco-a na ignição e está tudo bem. Se fosse keyless, punha o carro a trabalhar, levava-a ao cabeleireiro, ela saía, levando com ela a chave, eu continuava sem me lembrar de tal coisa – e quando parasse o carro ficava lá até me levarem a chave. Não é coisa que me convença.
O carro começa logo a apitar quando a chave sai do carro.
Para melhor que isto só mesmo uma pulseira é uma maravilha chave sempre no bolso nunca toco nela
Este verão, encontrei um carro atravessado no meio da rua. Ao falar com a senhora a perguntar se precisava de ajuda, ela simplesmente disse que se esqueceu das chaves do carro em casa e o carro agora não andava mais…
Assim, com um sistema keyless podias sair com um carro, mas no momento em que o carro para como acontece num semáforo, transito ou para deixar sair um passageiro, o carro já não volta a ligar mais.
Não sei qual a tua experiência.
A ser verdade a história, para a senhora ter conseguido sair de casa sem a chave, é porque a chave estava ali muito perto do carro, mas no exterior. No meu caso, caso me acontecesse isso, mal me afastasse da chave o carro começava logo a apitar.
Mas mesmo assim, permitia-me parar no semáforo (com start/stop), curtir o trânsito, deixar algum passageiro e regressar a casa.
Só se eu desligasse mesmo o carro é que ficaria apeado.
Segundo ela tinha deixado a chave na garagem e só notou que não tinha a chave porque o carro começou a apitar…
O problema foi ter tentado fazer inversão de marcha pois o carro ao não detetar a chave e detetando uma paragem, bloqueou o veículo.
Não percebi nada. A senhora esqueceu-se da chave em casa, mas – deixou-o descair? . e ficou atravessado no meio da rua? Pensava usar a inclinação para um “arranque de empurrão” e que podia continuar sem chave? Quando o volante trancou é que percebeu que não podia? Mas que grande estupidez …
Um carro, com chave ou keyless, pode-se ir abaixo num semáforo, trânsito ou para deixar sair um passageiro, ter uma avaria e não pegar mais. Mas o que tem a ver isso com o post ou com o que escrevi?
A senhora saiu de casa porque a chave estava nas imediações do veículo.
No entanto quando o carro deu pela falta da chave, esta senhora tentou dar inversão de marcha para voltar a casa. Ao fazer a manobra de inversão de marcha, ao engrenar a marcha à ré o carro desligou o motor a meio da manobra, ficando assim com o carro atravessado e imóvel no meio da estrada.
O que quero dizer com isto é que o carro tem de comunicar constantemente com a chave. Podes ligar o carro e sair, mas ao primeiro momento em que o carro para (como acontece num semáforo, transito ou para deixar sair um passageiro) o carro já não volta a ligar mais e bloqueia a ignição…
Portanto, não podes afirmar que simplesmente com um sistema keyless podes conduzir até ao teu destino sem a chave, porque na primeira imobilização do veículo, se a chave não comunicar com o veículo ele não vai andar mais.
A questão só está neste ponto: o carro desligou o motor, ou a senhora deixou ir o carro abaixo?
É que faz toda a diferença sobre essa história que estás a contar.
Posso garantir-te que o carro não desliga o motor. Agora se a senhora se atrapalhou e deixou o carro ir abaixo, é óbvio que para o ligar novamente precisaria da chave. No meu caso, ainda me afastei uns quilómetros, não deixei o carro ir abaixo (era difícil, porque é caixa automática) e consegui chegar a casa.
Logo, sim…mesmo sem a chave é possível chegar ao destino.
Bem, não tenho carro com keyless, mas pelo que li – se se está a andar sem a chave no carro, é só caso de se desligar com start/stop é que não volta a arrancar. Só isso é que faz sentido – ou então tinham que garantir – mas garantir mesmo – que o carro não arrancava da primeira vez.
Agora, como disse acima, o carro está a trabalhar, a mulher sai do carro com a chave (em princípio o carro apita passados 2 a 5 metros, mas também pode acontecer não apitar) também não pode depois parar e não arrancar, sem mais, nos casos que referes. Mas há quem desligue o motor numa fila ou no stop para poupar gasolina – aí fica lá.
Chaves numa bolsa especial, que cria uma Gaiola de Faraday, e os ladrões ficam a ver navios…
As chamadas bolsas Faraday: são acessórios concebidos para bloquear o sinal emitido por dispositivos como chaves de carro com ignição automática. O produto bloqueia sinais de Wi-Fi, Bluetooth, GPS e RFID, impedindo que a chave possa ser rastreada ou clonada, ou usada para abrir e por a funcionar o carro.
Ótima para por a chave … só que assim o carro não deteta se a chave se afastou …
Esses ataques, não acontecem em casa… acontecem em parques de estacionamento.
Em 1998, com 3 colegas, no parque de uma universidade, em Lisboa, a usar um portátil, com um receptor rádio, obtivemos chaves, para 70 carros, de estudantes, professores e, até, um secretário de estado.
Para os novos, basta fazer, semelhante. Colocar receptor, em local que receba as transmissões, ter software que separe, o envio, da chave, para a resposta, do carro. A partir daí, não é preciso mais nada. A pessoa vai embora, aproximam-se (com um telemóvel ou um dispositivo móvel), abrem carro e podem usar, se não obrigar a colocar, a chave, na ignição.
Pelo que conheço, o mais complicado é os BMW, que usam um número especial, que muda, a cada utilização, sendo que a chave recebe, o número, quando fecha, o veículo. Na próxima, vai enviar novo número, o receptor já tem dificuldade, em receber, a informação.
Se o uso de vírgulas pagasse imposto, Portugal já tinha a sua dívida paga. Cruzes…
Só inventam jana.
inventar? isto já acontece desde que existe keyless, anos 90
Sempre podem desativar a abertura do veículo, sem chave. Assim só abre, carregando nos botões do comando.