PJ faz detenção por burla “CEO Fraud”! Prejuízo de 680 mil euros
A Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T), em cooperação com o DIAP de Lisboa, realizou no dia de ontem, uma operação policial da qual resultou a detenção de um homem de 28 anos por CEO Fraud.
O homem é o presumível autor de crimes de burla qualificada, acesso ilegítimo e branqueamento, que originou prejuízos a uma empresa italiana, num total aproximado a 680 mil euros.
A investigação iniciou-se em agosto de 2025, tendo por base uma queixa apresentada por aquela empresa que foi alvo do crime de burla praticado através do modus operandi “CEO Fraud”.
As várias diligências encetadas culminaram na identificação do suspeito interveniente nas ações e responsável por receber e dissipar os fundos de origem fraudulenta.
Na sequência da detenção e buscas domiciliárias, procedeu-se à apreensão de documentação bancária e dispositivos de telecomunicações.
O detido será presente a primeiro interrogatório judicial de arguido detido para aplicação das medidas de coação tidas por adequadas.
Afinal, o que é o CEO Fraud?
As campanhas de “CEO Fraud” caracterizam-se, essencialmente, pelo envio de emails ou mensagens de texto (sms ou através de aplicações) em que um agente malicioso, fazendo passar-se por uma entidade relacionada com a organização alvo (por exemplo, o/a Diretor(a) Executivo(a) ou um fornecedor), faz pedidos tipicamente de natureza financeira a colaboradores dessa mesma organização, podendo conduzir estes a realizar transferências bancárias para contas associadas ao atacante.
Na prática, o burlão finge ser um responsável da empresa e solicita transferências ou alterações das contas bancárias para onde devem ser feitos os pagamentos.




















Escusam de tentar saber qual foi a empresa italiana 🙂
A Câmara de Comércio Luso-Italiana diz que há 362 empresas, com 12.382 empregados e faturação de 4.113 milhões de euros.
Pode, por exemplo, ter sido a Calzedonia ou a Benetton, que recebeu um mail de um suposto fornecedor português de têxteis: “Prezado amigo, Então essas férias nas Seychelles foram boas? Espero que a Chiara e as crianças se tenham divertido. Quando lá estive também fiquei no Four Seasons Resort [informacões disponíveis nas redes sociais] Venho comunicar-lhe que mudámos de banco e solicitar-lhe a gentileza de que as faturas que vos enviámos sejam pagas através da nossa conta nas lhas Caimão nº (…)”
Desde que se acredite que a mensagem é verdadeira – está feito.
O Max tá a aplicar-se nas férias de Natal.
Ele tem jeito para se meter em sitios apertados.
É brasileiro.