Portugal ultrapassou os 6,2 GW de capacidade eólica instalada
O país está longe da meta de 10,4 GW até 2030, definida no Plano Nacional Energia e Clima (PNEC). Portugal tem neste momento 6,2 GW de capacidade eólica instalada (dados de 2024).
APREN indica medidas para acelerar capacidade eólica instalada
Segundo a APREN, o ritmo atual é insuficiente e as metas poderão ser atingidas apenas em 2031 ou 2032. Para acelerar, são propostas três medidas principais: contratos CFD para novos projetos e repowering, hibridização de centrais solares e eólicas, e simplificação do licenciamento.
A transposição da diretiva europeia sobre renováveis também é considerada crucial para ultrapassar bloqueios ambientais. Há sinais positivos, como o bom potencial eólico do país, mas a energia offshore ainda está em fase inicial, com leilão previsto para 2025.
Apesar dos avanços, Portugal perde terreno para países como Espanha e Alemanha, embora continue entre os líderes europeus na incorporação de renováveis (>85% da eletricidade). A APREN alerta que, se o consumo aumentar e o investimento não acompanhar, o país pode perder essa posição.





















Isto é tudo muito lindo mas informações pós apagão indicam que Portugal estava a importar uma grande percentagem da energia elétrica de Espanha devido ao preço, estaremos a construir cataventos para estarem parados?
Os cataventos não estavam parados. Se consultar o site https://datahub.ren.pt vai ver que o recurso eólico á data do que aconteceu era fraco.
E por lei as eólicas não páram.
“Em abril o consumo totalizou 3 979 GWh, com uma ponta de 7 693 MW no dia 4 às 20:15. A produção renovável abasteceu 89% do consumo. A produção hídrica abasteceu 44% do consumo, a eólica 29%, a biomassa 6% e a solar 10%. O saldo de trocas com o estrangeiro foi importador equivalendo a 2% do consumo.” https://datahub.ren.pt/pt/eletricidade/balanco-mensal/?date=2025-04-30
Há momentos que compensa comprar a Espanha, tal como há momentos que é mais vantajoso Espanha comprar a nós.
Apesar de ser essencial ter-se (no mínimo) capacidade de produção e especialmente de armazenamento equivalente à necessidade interna, fica bastante mais barato vender e comprar.
+1
Eu gosto da mercearia da esquina. Mas se o continente tiver uma promoção excelente no azeite, vou lá comprar.
Tudo muito bonito em números, mas depois compram aos Espanhóis e quando eles “fazem asneira” ficamos às escuras
Quando vais ao supermercado, se houver batatas a 10€ o kilo e batatas a 50 centimos o kilo, depreendo que compres as de 10€ não é?
Não compro. Semeio-as em casa 😉
A questão não é comprar ou não aos outros.
É estar preparado para não ficares às escuras durante 12h ou mais…………….
Já tivemos situações em que precisámos da energia espanhola. Faz parte estar ligado. A minha rede informática em casa também funciona bem e, se estiver desligado do mundo nunca corro o risco de vírus, hacking, phising e outros. Mas também não tinhas as outras vantagens todas.
Se ligares as centrais a gás tens mais que auto sufciencia… E Semeias gás no quintal? Simplesmente a produção a gás durante muito tempo é extremamente cara.
Nenhum país Europeu está preparado para estar sozinho. É muito mais barato termos estas interligações.
Se produzimos mais de 85% da nossa energia com recurso às renováveis, porque raio andamos a comprar eletricidade a meio mundo?!
Abastecimento do consumo de energia elétrica em 2024:
– renováveis 71%, um recorde – hidroelétrica 28%, eólica 27%, solar fotovoltaica 10%, biomassa 6%
– gás natural 10%, o valor mais baixo de sempre desde 1979 (5,1 TWh)
– saldo importador 20%, o valor mais elevado de sempre (10,5 TWh)
Facilmente encontras as respostas ao que perguntas. Por exemplo, para a produção de energia hidroelétrica depende da chuva e da gestão do nível da água das barragens e a eólica do vento, e que há picos de consumo, em que é preciso importar por a produção das renováveis não ser suficiente
Feitas as contas, Portugal não é autosuficiente na produção de energia elétrica – daí que ou importa gás natural para a produção de energia (cessou, há uns anos, a importação de carvão e foram desativadas as centrais) ou importa energia elétrica, produzida em Espanha visto que a integração da rde ibérica com a europeia é fraca.
Também encontras que em Espanha houve disponibilidade de energias renováveis a preços mais baixos no mercado grossista (63€/ MWh), que incentivou a importação, e reduzindo a produção com recurso ao gás natural.
85% já inclui a energia vinda de Espanha.
Portugal é autosuficiente em termos de produção de eletricidade, só que fica mais barato importar eletricidade pronta a comer do que usar as nossas central para produzir eletricidade com gás natural importado.
Vai dar ao mesmo. Seja em forma de eletricidade ou em forma de gás, temos de importar. Então, vamos para o mais barato.
É como um gajo comprar 4 ferraris e só ter espaço e garagem, em casa, para um.
Não só em portugal, mas continua-se a bater recordes de produção de algo que depois nao se consegue armazenar em boa escala e utilizar
É preciso ter produção “excessiva”, especialmente nas renováveis. Mas não temos custos “excessivos” por causa disso. O sol e o vento estão lá na mesma. Agora se não tiveres, quando houver um “pico” de procura, o sistema vai abaixo. Podiamos armazenar, mas isso tem custos e preferimos produzir com outros meios a armazenar a produção excessiva. Talvez cheguemos ao ponto de termos armazenamento mais barato… ou os outros meios de produção mais caros.
É o mesmo que só teres 1 ferrari e ficares a pé porque o carro ficou na oficina para a revisão. Não é o fim do mundo, mas queremos ficar sem energia 1 dia só porque está um calor brutal e toda a gente liga o AC?
Já há projetos para armazenamento, mas levam o seu tempo.
Vai acontecer.
A bombagem é armazenamento. Há que tempos que é utilizada.
É verdade, esqueci-me dessa. Apesar de não ser muito usado (em termos de volume), existe em Portugal.
Mas também é a realidade. Não temos rios assim tão grandes e a Espanha ainda nos fica com parte da água.
Não se faz as contas pela produção em si. Faz-se as contas pelo consumo e pela respetiva fonte de energia para o satisfazer. Ou seja, a energia elétrica produzida que não é consumida não é considerada. Em todo o caso, quando se fala em armazenamento, geralmente fala-se em baterias, quando se deve considerar sobretudo a bombagem (envolve o consumo para armazenamento e a produção por armazenamento).
Carvao e muito melhor, olhem para a alemanha e a polonia cheias de carvao e sem nuclear e como sao as melhores economias da europa, portugal que largue a agenda woke dos greens que nao passa de um mito. Toda a humanidade junta polui menos que um unico vulcao
Tens razão que a Alemanha e a Polónia ainda usam carvão mas já desceu 50% e 40% desde 2000.
Usam carvão … porque o produzem. Portugal produz carvão vegetal, para assar sardinhas.
Somando o custo da importação de carvão e a licença de emissão de CO2, exigida pela UE, a eletricidade ficava mais cara.
Em média o MWh saído da central de Sines, andaria á volta de 140 a 150€ /MWh a preços atuais.
Não dês ideias. Eu não gosto de sardinhas, mas umas bifanas no S. João ainda iam.
Quando souberes o que significa “woke”, volta cá. Até lá, cinge-te ao que sabes.
E sim, vamos usar centrais a carvão e usar o carvão produzido em Portugal. Mas se calhar é melhor começar a proibir a malta de assar sardinhas e barrigas, porque não temos outro tipo de carvão. Bem, a malta do S. António ainda se safou. O S. João e o S. Pedro já ficam estragados…
Não convém falar é na manutenção dispendiosa e no impacto ambiental…
Acho que tem menos impacto ambiental que tirar petróleo e carvão do interior da terra e queimar, libertando gases e mais gases para a atmosfera…. digo eu. Além de que não temos nem petróleo, nem carvão, nem gás a ser produzido no nosso país. Do mal o menos, se ficarmos “isolados” do mundo, ainda conseguimos ter algumas coisas ligadas umas horas por dia. Pelo menos enquanto houver sol e vento.