Facebook verifica aumento no conteúdo violento e assédio após mudanças nas políticas
A Meta divulgou recentemente o seu relatório trimestral sobre a integridade da plataforma, o primeiro desde que Mark Zuckerberg reviu as políticas de discurso de ódio e alterou a abordagem à moderação de conteúdo no início deste ano. Segundo os dados, o Facebook registou um aumento no conteúdo violento, bem como nos casos de bullying e assédio.
Aumento de conteúdo problemático no Facebook
Os relatórios são a primeira vez que a Meta partilha dados sobre como a decisão de Zuckerberg de reformular as políticas da empresa se repercutiu na plataforma utilizada por milhares de milhões de pessoas.
Curiosamente, a empresa apresenta estas mudanças como uma vitória, afirmando que reduziu os seus erros para metade, enquanto a prevalência geral de conteúdo que infringe as suas regras "permaneceu largamente inalterada para a maioria das áreas problemáticas".
Contudo, existem duas exceções notórias:
- O conteúdo violento e explícito aumentou de 0,06%-0,07% no final de 2024 para 0,09% no primeiro trimestre de 2025. A Meta atribuiu este aumento a "um incremento na partilha de conteúdo infrator", bem como às suas próprias tentativas de "reduzir erros de aplicação das políticas".
- A Meta também observou um aumento assinalável na prevalência de bullying e assédio no Facebook, que subiu de 0,06-0,07% no final de 2024 para 0,07-0,08% no início de 2025. A empresa justifica esta subida com um "pico" não especificado de violações em março.
Apesar de parecerem percentagens relativamente reduzidas, mesmo pequenos aumentos podem ser percetíveis numa plataforma como o Facebook, que regista milhares de milhões de publicações diariamente.
A estratégia da Meta: menos intervenção
O relatório também sublinha a significativa redução na quantidade de conteúdo que a Meta está a remover globalmente, desde que se afastou da aplicação proativa de todas as políticas, exceto as mais graves, como exploração infantil e conteúdo terrorista.
O relatório da Meta mostra uma diminuição considerável no número de publicações do Facebook removidas por conteúdo de ódio, por exemplo, com apenas 3,4 milhões de conteúdos a serem "alvo de ação" ao abrigo desta política, o valor mais baixo da empresa desde 2018.
As remoções de spam também caíram abruptamente de 730 milhões no final de 2024 para apenas 366 milhões no início de 2025. O número de contas falsas removidas também diminuiu notavelmente no Facebook, de 1,4 mil milhões para 1 mil milhão (a Meta não fornece estatísticas sobre remoções de contas falsas no Instagram).
Paralelamente, a Meta alega estar a cometer muito menos erros na moderação de conteúdo, o que foi uma das principais justificações de Zuckerberg para a sua decisão de terminar com a moderação proativa.
Observámos uma redução de aproximadamente 50% nos erros de aplicação das políticas nas nossas plataformas nos Estados Unidos, do quarto trimestre de 2024 para o primeiro trimestre de 2025.
Escreveu a empresa numa atualização à sua publicação de janeiro que anunciava as alterações às políticas. A Meta não explicou como calculou este valor, mas afirmou que relatórios futuros "incluirão métricas sobre os nossos erros para que as pessoas possam acompanhar o nosso progresso."
Proteção dos adolescentes continua a ser prioridade
A Meta reconhece, no entanto, que existe pelo menos um grupo onde alguma moderação proativa continua a ser necessária: os adolescentes.
Ao mesmo tempo, continuamos empenhados em garantir que os adolescentes nas nossas plataformas têm a experiência mais segura possível.
É por isso que, para os adolescentes, também continuaremos a ocultar proativamente outros tipos de conteúdo prejudicial, como o bullying.
Escreveu a empresa. A Meta tem vindo a implementar "contas para adolescentes" nos últimos meses, o que deverá facilitar a filtragem de conteúdo especificamente para utilizadores mais jovens.
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Já se esperava. Uma coisa é liberdade, outra coisa é libertinagem. São coisas diferentes. E o que há mais hoje em dia é libertinagem e falta de respeito pelos outros. Praticam este tipo de comportamento atrás do teclado, porque se fosse cara a cara, não o faziam de certeza.
Fácil de resolver ! Taxa de 1000% !!
Ainda bem que já me deixei disso….nunca mais facebook!
Uau! Que descoberta extraordinária! Qualquer pessoa com dois neurónios funcionais percebeu que isso ia acontecer quando o imbecil do Zuckas anunciou a mudança.
Estes bilionários vivem dos confrontos dos utilizadores nas suas redes sociais derivados dos discursos de ódio, extremismos, violência, sexismo e demais esgotos da sociedade. E não há governo que lhes meta a mão e regule esta miserável rede de decadência. 🙁